quarta-feira, 21 de maio de 2014

Imagéticas do Contemporâneo na galeria do Clube Militar do Rio de Janeiro.





A galeria do Clube Militar do Rio de Janeiro abre a exposição:
"IMAGÉTICAS DO CONTEMPORÂNEO"
A mostra traz a leitura e a construção da imagem contemporânea onde cada um dos artis­tas, envolvidos com linguagens distintas, imprimem em sua criação o perfeccionismo poéti­co enquanto elemento principal de suas obras.
Nesta exposição encontram-se reunidos diversos trabalhos que se assemelham em caráter cognitivo antropológico, porém sem conter a intenção expressa de descrever o homem; "O propósito nesse caso é meramente visual, mas disponibiliza diferentes vertentes do que existe na humanidade, na medida em que expressa o desejo intenso da experimentação de cada artista".
Desta forma, cada um dos artistas demonstra em suas obras a sua própria construção mito­lógica, de modo legítimo e profundo que, embora, em comunhão admite simultaneamente a realidade individual artística.
Amanda Erthal propõe além da retratação exata da figura humana. Por vezes opta em es­conder feições características entendidas como fonte explícita de comunicação, noutras vezes ao elaborar formas dessemelhantes esconde o rosto humano e ao escondê-lo revela a identidade velada ou negligenciada pelo querer social;
Bruno Dias envolve-se com o movimento vital, em sua revolução e evolução pessoal ex­pressa movimentos brutalmente harmônicos em forma e cor;
Caiê Visintin retrata em suas obras a vivência do homem e suas relações afetivas, ressalta­da através da construção do seu dia-a-dia, marcado pelas relações travadas com seu ami­go fiel;
Diego Guerra nos traz uma visão intimista, através de uma espécie de álbum de família, instituído por personagens reais, como familiares, amigos e até mesmo seu autorretrato;
Jorge Calfo, revela um estudo específico que nos remete ao dessecamento do corpo huma­no, onde servindo-se de forma e ritmo alcança miócitos de matizes diferentes que adquirem movimento próprio e independente;
Marcela Cantuária, nos mostra em cenas cotidianas incomuns, pincelas que constituem muito mais do que traços, são sentimentos traçados que elaboram a formação característi­ca de seus personagens para diante do olhar de cada observador;
por fim, Pedro Ambrosoli traz a fascinação do poder do animal, abordado em distintas tradi­ções e trajetórias, uma visão ritualística de equivalência xamânica com olhar interrogador que transmuta a energia animal, de forma lúdica e poética;
A exposição “imagéticas do contemporâneo” inicia-se e finaliza-se, no cumprimento de suas intenções, com um ciclo de pinturas que abrangem integralmente as especificidades oriun­das do homem e sua existência em conformidade com o seu tempo.

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Maurizio Cattelan

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