terça-feira, 25 de março de 2014

O Etnógrafo Naif Pierre Lapalu na Galeria Paralelo.





A Galeria Paralelo exibe O Etnógrafo Naïf, do artista plástico curitibano Pierre Lapalu, o qual também assina a curadoria da mostra. Trata-se de uma instalação narrativa, com 36 desenhos, sobre a vida e obra de um artista fictício criado por Pierre, chamado Joaquim Nunes de Souza, o qual teria produzido uma série de desenhos retratando pessoas no espaço urbano.

De natureza introvertida e origem humilde, Joaquim não tem formação acadêmica e nem aplica rigor científico em seus desenhos de observação, seu único meio de interação com a sociedade. Seu trabalho apresenta recortes de cenas do dia a dia - relances do cotidiano que permanecem em nosso imaginário -, revela protagonistas de pequenos detalhes da vida. Joaquim age como um “etnógrafo naïf”, fazendo um levantamento do tipo físico e do comportamento desses habitantes da cidade de Curitiba, em uma tentativa intensa de perceber a realidade social e entender a configuração local, da qual se sente excluído.

Apesar da linearidade em relação à cronologia da história de Joaquim, mostrada na exposição com disposição clara de início e fim, os desenhos foram feitos aleatoriamente, sendo que todas as pessoas retratadas, os locais dos textos e dos retratos, de fato existem (ou existiram). Acerca do processo criativo, Pierre comenta: “A escolha do desenho, basicamente nanquim sobre papel, dá-se pela facilidade que um artista teria de desenhar na rua, já que todos os desenhos seriam supostamente produzidos durante observações de populares em praças, terminais de ônibus e demais locais de convivência comum, mas que passam despercebidos pelos que ali transitam”.

Tomando a urbanidade como tema e o uso da ficção como mediação com o público, Pierre Lapalu nega a premissa do artista como um executor do próprio estilo, emprestando seus traços e jeito de desenhar a Joaquim. “(...) entendi que deveria procurar desenvolver a metamorfose que o traço e o estilo de um artista teria durante toda sua vida, pois o estilo muda conforme sua percepção vai se descolando da realidade, o que é observável pelo traço”.

Autorretrato




Paralelo abre mostra sobre a vida e a obra de Joaquim Nunes de Souza, o Etnógrafo Naïf, de Pierre Lapalu


A Galeria Paralelo exibe O Etnógrafo Naïf, do artista plástico curitibano Pierre Lapalu, o qual também assina a curadoria da mostra. Trata-se de uma instalação narrativa, com 36 desenhos, sobre a vida e obra de um artista fictício criado por Pierre, chamado Joaquim Nunes de Souza, o qual teria produzido uma série de desenhos retratando pessoas no espaço urbano.

De natureza introvertida e origem humilde, Joaquim não tem formação acadêmica e nem aplica rigor científico em seus desenhos de observação, seu único meio de interação com a sociedade. Seu trabalho apresenta recortes de cenas do dia a dia - relances do cotidiano que permanecem em nosso imaginário -, revela protagonistas de pequenos detalhes da vida. Joaquim age como um “etnógrafo naïf”, fazendo um levantamento do tipo físico e do comportamento desses habitantes da cidade de Curitiba, em uma tentativa intensa de perceber a realidade social e entender a configuração local, da qual se sente excluído.

Apesar da linearidade em relação à cronologia da história de Joaquim, mostrada na exposição com disposição clara de início e fim, os desenhos foram feitos aleatoriamente, sendo que todas as pessoas retratadas, os locais dos textos e dos retratos, de fato existem (ou existiram). Acerca do processo criativo, Pierre comenta: “A escolha do desenho, basicamente nanquim sobre papel, dá-se pela facilidade que um artista teria de desenhar na rua, já que todos os desenhos seriam supostamente produzidos durante observações de populares em praças, terminais de ônibus e demais locais de convivência comum, mas que passam despercebidos pelos que ali transitam”.

Tomando a urbanidade como tema e o uso da ficção como mediação com o público, Pierre Lapalu nega a premissa do artista como um executor do próprio estilo, emprestando seus traços e jeito de desenhar a Joaquim. “(...) entendi que deveria procurar desenvolver a metamorfose que o traço e o estilo de um artista teria durante toda sua vida, pois o estilo muda conforme sua percepção vai se descolando da realidade, o que é observável pelo traço”.


O artista
Pierre Lapalu nasceu em Curitiba-PR, onde vive e trabalha. Bacharel em Gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (2008), ganhou uma bolsa produção da Fundação Cultural de Curitiba (2009), foi vencedor do Prêmio Tulio Vargas - Salão Graciosa de Artes Plásticas 2013 (Curitiba) e participou da Bienal Internacional de Curitiba 2013. Possui diversas exposições coletivas em seu currículo, como Abertura (Galeria Serendipe, Curitiba, 2011), Autorretrato (Casa Andrade Muricy, Curitiba, 2010) e Eussoutro Soumos (Museu da Gravura – Solar do Barão, Curitiba, 2010), entre outras. Realizou as exposições individuais Projeto Muro: Pierre Lapalu – SESC da Esquina (Curitiba, 2008); Ensaios – Porão Loquax (Curitiba, 2008); O Etnógrafo Naïf – (Museu da Gravura - Curitiba, 2010; Galeria Serendipe – Curitiba, 2011; Instituto Cultural Cervantes – São Paulo, 2011); e Impressões – Museu da Gravura, Curitiba (2013).

A galeria
A Paralelo foi criada em 2010 por Andrea Rehder e Flávia Marujo, com foco na criação contemporânea em suas últimas manifestações. Tem como objetivo construir uma ponte entre o Brasil e a América Latina, promovendo a pluralidade de pesquisas e linguagens desenvolvidas por artistas emergentes ou já estabelecidos, de ambos os lados do oceano. Para tanto, a galeria trabalha com renomados e também novos curadores nacionais e internacionais.  São priorizadas, além disso, as parcerias com galerias, museus e fundações internacionais, possibilitando aos artistas da Paralelo que exponham seu trabalho fora do país. Na sua atividade de produção, exibição, promoção e comercialização da obra de seus artistas, a galeria Paralelo investe em residências artísticas, incentivando o trabalho conjunto entre eles e a troca de experiências na diversidade das expressões plásticas.

SERVIÇO
Exposição: Joaquim Nunes de Souza – O Etnógrafo Naïf
Curadoria: Pierre Lapalu
Coordenação: Andrea Rehder e Flávia Marujo
Abertura: 29 de março de 2014, sábado, às 15h
Período: 31 de março a 3 de maio de 2014
Local: Paralelowww.paralelogaleria.com
Rua Artur de Azevedo, 986, Pinheiros – São Paulo, SP
Tel: (11) 2495-6876
Horário: segunda a sexta das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h


Zeca
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Balady Comunicação
Tel.: 11-3814.3382

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Maurizio Cattelan

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