segunda-feira, 3 de março de 2014

Nelson Leirner e o Carnaval Stripencores



 
 
Nelson Leirner (16/01/1932-)    Nelson Leirner possui uma obra marcadamente política, na qual os traços de humor e corrosão crítica caminham juntos. Uma visualidade pop permeia todo o caminho contestador da obra de Nelson Leirner. Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952, onde estudou engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. De volta ao Brasil, estuda pintura com Joan Ponç (1927 – 1984) em 1956. Freqüenta por curto período o Atelier-Abstração, de Flexor (1907 – 1971), em 1958. Em 1966, funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee (1931), Geraldo de Barros (1923 – 1998), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945). Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do grupo, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público. No mesmo ano, envia ao 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado e questiona publicamente, pelo Jornal da Tarde, os critérios que levam o júri a aceitar a obra. Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi. É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra, em 1971. Nos anos 1970, cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA o prêmio melhor proposta do ano. Em 1975, a APCA encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox, por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas. Texto Galeria Silvia Cintra.
Participou das Bienais de São Paulo, Tóquio e Veneza. Ganhou o Prêmio J Walker e o Prêmio Bravo, 2012. Foi professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2012, retrospectiva no SESC, SP comemorativa dos seus 80 anos. Em 2012, exposição individual na Galeria Silva Cintra+Box 4. Suas obras estão nos grandes museus e nas melhores coleções do mundo. O artista vive e trabalha no Rio de Janeiro e é representado pela Galeria Silvia Cintra + Box 4.

 
 
 
 
Quatro manequins com perucas coloridas e máscaras negras, vestindo criação exclusiva do designer Nelson Leirner. As roupas longas são modeladas com zíper, permitindo que, ao abri-lo, sejam retiradas partes deixando, ao final, um minivestido. Cada manequim exibe uma possibilidade de transformação. Os modelos exclusivos foram criados em 1968 para o Caderno de Carnaval do Estado de São Paulo. Nelson remeteu-se ao tempo em que tinha confecção e funcionava como estilista e cenógrafo. Em 2009, houve a reconstrução do trabalho apresentado  na Galeria Silvia Cintra Box 4, Rio de Janeiro e  retrospectiva dos 50 anos de carreira do artista, Nelson Leirner 2011-1961 = 50 anos na Galeria SESI, SP A obra recebeu o título de Stripencores. 
 
 

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Maurizio Cattelan

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