quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Gonçalo Ivo :: Novo artista representado Laura Marsiaj





Gonçalo Ivo (1958), tornou-se conhecido quando de sua participação, em 1984, da grande exposição organizada por Marcus Lontra no Parque Lage, “Onde está você geração 80?”, exposição esta que revelou importantes nomes da pintura contemporânea como Luiz Zerbini e Beatriz Milhazes, entre outros. 

Oriundo dessa geração, Gonçalo aprofundou e ampliou sua pesquisa no campo da pintura, interrogando continuamente a experimentação no ato de pintar em um fazer rudimentar incrementado pela tecnologia, buscando refletir sobre as relações que abarcam imagens, suportes, técnicas, estilos, materiais, gestos, formas, cores, figuras etc. 

Gonçalo, residindo em Paris há 14 anos, nunca deixou de expor no Brasil apesar de sua intensa agenda internacional. É com satisfação que anunciamos sua mostra individual na galeria em junho de 2014. 

“Explorando a diversa variabilidade da abstração de Volpi e Aluísio Carvão a Paul Klee, da azulejaria às estampas africanas, por exemplo. Trata-se de uma constante e incessante experiência da miscigenação abstrata que, me parece, assume a forma incessante de um jogo, da experiência lúdica e transversal entre esses dois mundos; abstrato e concreto.  Isso ao lado de uma insistência irredutível da artesania específica do meio e de sua rotina do fazer, que é a relação entre o pintor e seus materiais, na sua forma mais íntima possível, mais absorvente e que leva a crer que o dominado é o pintor a vítima de seu ofício; viciado no seu jogo. 

Para a profusão e amplitude das cores desta pintura, seria preciso encontrar um termo que designasse esta necessidade intransigente, imperiosa. Cada tela parece que busca a sua expressão cromática máxima e única. Embora não seja uma pintura lisa, tampouco de forte gestualidade há um registro sutil da expressividade, uma frequência tênue, mas também de quase ilimitadas gamas de texturas que parecem desejar absorver o olhar na amplitude da escala das telas. E é preciso aceitar a exigência que fazem ao olhar”. 

Paulo Venancio Filho  
(trecho do texto para individual do artista - Salvador, 2013)    




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Maurizio Cattelan

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