quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Nelson Leirner









 Nelson Leirner (16/01/1932-)    Nelson Leirner possui uma obra marcadamente política, na qual os traços de humor e corrosão crítica caminham juntos. Uma visualidade pop permeia todo o caminho contestador da obra de Nelson Leirner. Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952, onde estudou engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. De volta ao Brasil, estuda pintura com Joan Ponç (1927 – 1984) em 1956. Freqüenta por curto período o Atelier-Abstração, de Flexor (1907 – 1971), em 1958. Em 1966, funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee (1931), Geraldo de Barros (1923 – 1998), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945). Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do grupo, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público. No mesmo ano, envia ao 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado e questiona publicamente, pelo Jornal da Tarde, os critérios que levam o júri a aceitar a obra. Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi. É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra, em 1971. Nos anos 1970, cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA o prêmio melhor proposta do ano. Em 1975, a APCA encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox, por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas. Texto Galeria Silvia Cintra.
Participou das Bienais de São Paulo, Tóquio e Veneza. Ganhou o Prêmio J Walker e o Prêmio Bravo, 2012. Foi professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2012, retrospectiva no SESC, SP comemorativa dos seus 80 anos. Em 2012, exposição individual na Galeria Silva Cintra+Box 4. Suas obras estão nos grandes museus e nas melhores coleções do mundo. O artista vive e trabalha no Rio de Janeiro e é representado pela Galeria Silvia Cintra + Box 4.



Que Horas São Dona Cândida, 1965. Coleção particular.



Cadeira e tronco. Série Matéria e Forma, 1966.


 O Porco. Série Matéria e Forma, 1966. Pinacoteca do Estado de São Paulo.


Matéria e Forma, 2009. O porco virou presunto ou o presunto que acompanhava o porco desaparecido, foi reabilitado na nova obra.





Adoração, 1966

 Homenagem a Fontana. 1967. Apresentado na Bienal de Tóquio. Prêmio de aquisição para a coleção da embaixada. O embaixador recusou  exibir o trabalho.

Esporte é Cultura,1975. 22 uniformes de tamanho exagerado. Foto Marcos Ribas. Blog Cesar Giobbi.


Futebol, 1997. Coleção Dr. José Ribamar Saboia.


Terra à Vista, 1998. MAC, Niterói. 




Romaria, 1999. Coleção particular


A Primeira Missa, 1999.



Construtivismo Rural, 1999-2012.



Missa, 2000.

 
Era uma Vez.... 2006. Galeria Silvia Cintra+Box 4.


Sinfonia Hilariante, 2007.

Jornal do Não Artista, 2007. Coleção do artista.


Branca de Neve e os Anões, 2008. Coleção particular.




Vestidas de Branco, 2008. Instalação Museu da Vale, Vila Velha.




Javali Voa, 2009. Bienal de São Paulo. Foto Odir.


Estante, 2009.


Homenagem a Mondrian, 2010.



Detalhe da instalação Hobby Um, Nenhum, Cem Mil, 2011. Coleção Liliana Leirner,



 Exposição na FIESP, SP, 2011.


Cem Monas. 2012. Exposição na Galeria Silvia Cintra+Box4, RJ.




Paletó com Cabeças, 2012.

O Grande Baile, 2012. Miami Art Basel. Galeria Silvia Cintra + Box4;


Poster Oficial da FIFA para Copa do Mundo de 2014, 2014. Múltiplo.


Rex Time e Grupo Rex Foto Fernanda Lopes. Bienal de São Paulo, 2010 e livro de Fernanda Lopes.



Simultaneamente, foi lançado o documentário sobre o artista Assim é, Se Lhe Parece dirigido por Carla Galo.


Vida longa Mestre.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ourinhos 16 de Novembro de 2017.
Olá Nelson Leirner.
Meu nome é Michel estou aqui com mina amiga Amanda, somos da escola E.M.E.F PROFª AMÉLIA ABUJANRA MARON. Na matéria de Arte estávamos pesquisando sobre artistas contemporâneos e tivemos a sorte de pesquisar sobre o senhor e suas obras. gostamos muito delas, principalmente das obras: ”Homenagem a Mondrian “ e “ Construtivismo Naval “.
Admiramos muito seus trabalhos e gostaríamos de fazer algumas perguntas: Quais materiais o senhor usa para fazer suas obras?, o que motiva o senhor a fazer suas obras? E qual foi sua maior dificuldade no mundo da arte para o senhor?.
Esperamos que nos responda.
Atenciosamente: Michel e Amanda

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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