quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Conversando sobre Arte entrevistado Roberto Müller








Quem é Roberto Müller ?
Nasci em São Paulo, capital, em julho de 1964, filho de pai contador e mãe enfermeira; permaneci em São Paulo até os meus 19 anos quando mudei-me para o Rio para estudar Arquitetura e aqui permaneci. Ainda em São Paulo,  fiz um curso tecnico de Arquitetura onde formei-me com 16 anos.

 

 

Como a arte entrou em sua vida?
Lembro-me de já gostar de ver arte, mas os primeiros contatos mais fecundos deram-se na faculdade onde tive o privilégio de ter aula com Lygia Pape e Nelson Felix entre outros professores. Deste contato com eles nas aulas de plástica, surgiu meu interesse, passei a frequentar todas as exposições da cidade.

 

 Como foi sua formação artística?
Quando criança, já gostava de desenhar, mas do contato com estes artistas na faculdade e através de revistas , acabei indo estudar no Parque Lage, isto no final dos anos 80, era uma época diferente , eramos matriculados em núcleos e tínhamos aulas diariamente, com Daniel Senise, Beatriz Milhazes, Charles Watson e outros, então era como um aprofundamente intenso, inclusive com atividades nos finais de semana, com isto eu frequentava a Escola de Artes Visuais diariamente. Logo depois, fiz vários workshops no Centro Cultural São Paulo, onde tive aulas com Nuno Ramos, Amilcar de Castro, Iole de Freitas entre outros. Deste contato com a Iole acabei tornando seu assistente por cerca de 4 anos, trabalhando em seu ateliê e na montagem de diversas exposições suas. Já recentemente fiz outros cursos no Ateliê da Imagem e retornei ao Parque Lage.
Embora meu contato com a arte ter se dado nesta época, só mais recentemente, em 2010 voltei a produzir de forma mais contundente.

 

 

Que artistas influenciam seu pensamento?
Difícil enumerar sem esquecer de alguns, mas creio que de certa forma as obras de Sophie Calle, Chiharu Shiota, Waltercio  Caldas e do próprio Nuno Ramos pela diversidade de seu pensamento plástico. Mas outro nome que não posso deixar de citar é o do arquiteto Sergio Bernardes, com quem tive o prazer de trabalhar e ser seu amigo.

 

 

Como você descreve seu trabalho?
Meu trabalho desenvolve-se no estabelecimento de relações a partir de observações do cotidiano, algumas vezes a partir de questionamentos sociais e outros fatos, muitas vezes com apoio de imagens; construindo assim objetos onde estas imagens passam a ser coadjuvantes no processo.
Também em diversas obras a presença de textos se faz presente de forma isolada ou em conjunto com a fotografia.

 

É possível viver de arte no Brasil?
Acredito que sim, através de um trabalho sério e dedicado, mas até chegar exclusivamente a este ponto, pode-se desenvolver outras atividades correlatas à arte.

 

 

Que importância para sua carreira teve a exposição individual no CC da Justiça Federal?
Foi uma ótima oportunidade poder apresentar 13 obras , que cobriam 2 anos de produção aqui mesmo no Rio e assim ter a conveniência de um contato próximo com o público no decorrer de toda a mostra.

 

 O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
Como já falei anteriormente um trabalho serio e dedicado e  principalmente colocar o que seria seu objetivo como consequência e assim as coisas acontecerem de forma natural.

 

Você participou do 45 SAC Piracicaba, qual sua opinião sobre os Salões de Arte? Alguma sugestão para apromorá-los?
Acredito que grande parte dos salões está preso a antigos rótulos; seria mais produtivo que fosse distribuído um valor a todos os participantes de forma a custear o envio das obras, pois certas vezes  a inscrição de certas obras são inviabilizadoas por isto.

 

Como você estuda e se atualiza?
Estou sempre lendo ou pesquisando, além de fazer alguns cursos , assistindo palestras ou workshops especificos.

 

Você tem uma rotina de trabalho ?
Minha rotina é não ter rotina; mas uma coisa é certa como sou notívago, todo o processo de desenvolvimento das obras se dá pelas madrugadas.

 

De que maneira um artista poderia ser conhecido além do seu estado?
Acho que através de editais para exposições e salões, o artista pode levar seu trabalho para locais que jamis poderiam ser pensados, assim levei meus trabalhos para individuais em Goiânia , Mato Grosso do Sul e Londrina.

 

 
Quais são seus planos para o futuro?
Continuar no desenvolvolvimento do meu trabalho e atento a tudo ao meu redor que possam vir a ser frutos para outras obras e preparar-me para as próximas exposições.


 
O Ministério da Saude não adverte, 2010

 

Por favor não perturbe, 2010






Ato ou efeito de observar, 2011
 
 

 
Vendo não veem, 2011


 
Tábula rasa, 2012
 

Labirinto, 2012
 
 

 
 
O Fim - A4, 2012
 
 
Jóia rara, 2013
 


Das ruínas e da morte, 2013
 
 

 
 Estudo para uma cor, 2013

 




 Roberto Müller.

“Derivações” é um conceito que poderia ser aplicado a diversos modos de produção das obras de arte contemporânea. Roberto Müller cria vínculos com as heranças da pop art e da arte conceitual agora recodificadas. Tais derivações, nas obras de Müller, afirmam que a pop e o conceitualismo deixaram como legado discussões sobre a imagem, os modos de repetição, as estratégias de circulação e as vinculações. No uso da palavra, Roberto Müller observa slogans, poemas, relatos, ativando conceitos que fazem parte do cotidiano das mídias e das cidades ou a declarações mais subjetivadas, advindas do relato. Ao mesmo tempo, temos a criação vinculando imagem e narrativas que antes freqüentavam lugares distintos. “Das ruínas e da morte” parte de fotografias que apresentam construções antigas. A partir da impressão das fotos em ladrilhos, Roberto destrói a cerâmica deflagrando ainda mais a aparência da ruína. Ao lado, um texto que ora pode tratar de um bairro, ora de uma vegetação, por exemplo. Em baixo, uma placa de localização. Nesta mistura, neste jogo de dispositivos, os trabalhos de Roberto Müller presentificam uma espécie de quebra-cabeça, mantendo imagens e legendas em flutuação.

Em “Por favor não perturbe” ou “O Ministério da Saúde não adverte”, o banal das frases - mais do que gastas pela disseminação exaustiva - se apresenta. O ato politicamente correto imposto à indústria de cigarros e a obviedade dos recados para as camareiras nos hotéis são apropriados pelo artista. Para efeito deslocado na relação entre imagem e significação, o artista modifica as fotos, altera a lógica e coloca, por exemplo, nos cigarros, imagens de populações de rua, menores abandonados, carros dispensando fumaças tóxicas. Evidencia-se uma brecha nas políticas públicas, na administração dos problemas sociais. No recado das portas de hotéis, os mendigos. Há nesta manipulação de imagens, uma certa culpabilidade da classe media, fato muito discutido desde os anos 70, quando a divisão entre morro e asfalto, no Rio de Janeiro, precisava ser problematizada. “Mineirinho”, conto clássico de Clarice Lispector, localizava os citados conflitos, mostrando uma narradora preocupara em manter a segurança de seus filhos, mas aterrorizada pela quantidade de tiros disparados pelo policial contra o marginal da época.

Além do interesse em manipular mensagens publicitárias, Roberto Müller também utiliza-se dos modos de produção comuns aos displays e anúncios. Vemos cortes a laser, impressões em metacrilato, acabamentos impecáveis. Esta reificação estética deve ser entendida como escolha conceitual. Hal Foster nos explica que toda critica é passível de reificação do conteúdo a ser criticado. Ou seja, usar os elementos que são de denúncia, na arte, cria uma inevitável estetização daqueles elementos, conferindo-lhes beleza, no mesmo átimo de tempo em que se está produzindo sua destruição. A isto chamamos de herança. A arte contemporânea eclipsa seus referentes, embaçando possíveis localizações históricas. Com isso, vemos pinturas que se utilizam dos gestos expressivos, esculturas abstrato-geométricas, efeitos impressionistas em fotografias. Nas obras de Roberto Müller, os elementos da cultura de massa se apresentam como herança pop, alavancadas na relação entre palavra e significado que fora apresentada na arte conceitual.

Em “Ato ou efeito de observar”, outra seara é aberta., Roberto Müller utiliza-se da definição dicionarizada do significado de observar, mas obstaculiza a leitura, mantendo o escrito coberto por uma placa. Entrevemos o que está dito numa brecha lateral, num intervalo. Tal qual no buraco da fechadura ativado por Duchamp no Etant Donné, aqui o espectador se torna intruso.

Pensar a imagem e sua circulação, as legendas e suas aderências à informação lança o trabalho de Roberto Müller num exercício de dissociação, fazendo da materialidade o objeto precioso, como na série “Jóia rara”. Ainda assim, o endereçamento de tais elementos a produtos, arquiteturas históricas ou às sarjetas das cidades torna-se, cada vez mais, um modo de tratar os dispositivos. Para Foucault, o dispositivo é um jogo de poder servindo para a castração, o controle, a regra. Na arte, pensar os dispositivos é, antes, observar a flutuação de conceitos que perpassa por evidências imagéticas e objetuais. Olhar uma fotografia, observar uma cena na rua, consumir produtos produzem cisões nos sujeitos. Podemos exercitar certa cegueira, deixar-se inerte e inatingível aos anúncios. Ainda assim, há algo inapreensível, como comenta outro filósofo, Giorgio Agamben, no momento em que consumimos as mesmas imagens e giramos em volta da máquina. O jogo que se apresenta na arte trata, então, de um processo ambíguo com mensagens fortemente destinadas a subjetivação em ambientes, cubos brancos, que estimulam o oposto, contribuindo para uma dessubjetivação. Vivemos num tempo impossível de se contar segredos.

 

 

Marcelo Campos

 
 
 
CURRICULUM

 

      Roberto Müller

      São Paulo, 1964

      Vive e trabalha no Rio de Janeiro

 

 

      Formação

 

1983-1988 _ Arquitetura Universidade Santa  Úrsula, RJ

1988-1989 _ Nucleo de Pintura com Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Aluisio Carvão, Katie Van Scherpenberg, Luiz Ernesto, Milton Machado, Charles Watson_ EAV Parque Lage, RJ

1988 _ História da Arte com Viviane Matesco, EAV Parque lage,RJ

1990_ Workshops com Nuno Ramos, Amilcar de Castro e Iole de Freitas, Centro Cultural São Paulo,SP

1990_Workshop com Tunga, Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro, RJ

1992-1997_Assistente da artista Iole de Freitas, RJ

2010_Cursos de Fotografia com Cesar Barreto, Claudia Tavares, Leonardo Ramadinha, Thiago Barros, Ateliê da Imagem, RJ

2010_Workshops de Fotografia com Miguel Chikaoka e João Castilho, Paraty em Foco, RJ

2011_ Workshop com Gui Mohalem, Paraty em Foco, RJ

2011-2012_ Grupo Alice com orientação de Brígida Baltar e Pedro Varela, RJ

2012_Arte fora do cubo com Daniela Labra, EAV Parque Lage,RJ

2012_Arte Contemporânea com Marcelo Campos, EAV Parque Lage, RJ

2013_Teoria e Portfolio com Marcelo Campos, Efrain Almeida e Brigida Baltar, EAV Parque Lage,RJ

 

 

 

Exposições Individuais

 

2013

Urbanidade - Sesc Londrina, Londrina - PR

Derivações - Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro - RJ - Curadoria Marcelo Campos

 

2012

Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, MARCO,  Campo Grande - MS

Museu de Arte de Goiânia, MAG - GO

 

2011

Centro Cultural Fase, Petrópolis - RJ

 

 

Exposições Coletivas

 

2013

12º Salão de Artes Visuais de Guarulhos , Guarulhos - SP

45º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Piracicaba - SP

12º  Salão Nacional de Arte de Jataí, Jataí - GO

4º Salão dos Artistas sem Galeria, - Galeria Zipper e Casa Xiclet, São Paulo - SP

 

2012

XI Bienal do Recôncavo, São Félix-BA

3º Prêmio Belvedere Paraty de Arte Contemporânea, Paraty-RJ

Salão de Arte de Mato Grosso do Sul, Campo Grande - MS

6B - Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro - RJ

Fio Condutor, Galeria Graphos : Brasil, Rio de Janeiro - RJ

21º Encontro de Artes Plásticas de Atibaia, Atibaia - SP

Mostra Panorama Terra, Centro Cultural Brasil Argentina, Rio de Janeiro - RJ

 

2011

Assim sem Você, Galeria Oscar Cruz, São Paulo-SP

Desvenda, Museu Murillo de La Greca, SPA das Artes , Recife-PE

36º Salão de Arte de Ribeirão Preto, SP

 

 

 

Prêmios

 

2012

Prêmio Aquisição Salão de Arte de Mato Grosso do Sul,  MARCO, Campo Grande - MS


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Rudolf Stingel







Rudolf Stingel (1956-) Nasceu em Merano, Itália. Vive e trabalha em Nova York e Merano,eno MAC, Los Angeles, Whitney Museum of American Arts, Nova York. Participou da Whitney Biennial e da Bienal de Veneza. Pintura conceitual, esculturas e instalações. Em várias de suas obras, ele cobre as paredes das galerias e museus com tapete, borracha stimulando o espectador a participar escrevendo, riscando ou colando algo nas paredes. É representado pela Gagosian Gallery.







Sem título,  1994    Colezionne privata      Foto: D. James Dee.


Sem título, 1999. Coleção particular.



Sem título,2000. Styrofoan 120x240x10 cm. Paula Cooper Gallery


Sem título, 2002. Coleção particular.


Sem título, 2005-2006.  After Sam. Óleo sobre tela baseada numa fotografia de Sam Samone Whitney Biennial. Em primeiro plano obra de Urs Fischer.


Sem título, 2010. Óleo sobre tela.




 Sem título, 2011. Óleo sobre tela.



Sem título, 2011. Óleo sobre tela.


Sem título Instalação no Whitney Museum of American Arts, Nova York. As paredes foram cobertas de celotex e os espectadores poderiam interferir.



Sem título Instalação em galeria comercial em Nova York. Stingel forrou o chão da galeria com um tapete laranja,e com uda da iluminação inundou as paredes brancas com a cor do tapete.



Instructions Saatchi Gallery, Londres. Silk scream.




Sem título, 2012. Chapa de cobre galvanizada. Gagosian Gallery.


Sem título, 2013.



Instalação, 2013 Palazzo Grassi, Veneza. As paredes cobertas de tapetes.




Instalação, 2013 Palazzo Grassi, Veneza. As paredes cobertas de tapetes.


























100 Contemporary Artists _ Taschen, 2009.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Conversando sobre Arte Entrevistado Lucas C Simões





O artista vive e trabalha em São Paulo. É representado pela Galeria Emma Thomas.

Quem é Lucas C Simões?
Nasci no interior do estado, A minha formação acadêmica é arquitetura e urbanismo. Estudei na Puc-Campinas e no Politecnico di Milano, na Itália.
Não acho que o fazer artístico me situe em uma área fora da arquitetura. As duas práticas se atravessam e borram seus contornos. A minha formação acadêmica é em arquitetura, trabalhei em projetos residenciais, comerciais, escolares etc. e ainda faço alguns projetos para amigos. Na arquitetura, que é parte técnica e parte humana, o desenho é mais do que um desenho, é uma intenção de que algo concreto se realize através de um processo de construção.
Mas muito antes desse tipo de desenho, ainda criança, desenhava e pintava, já com a intenção que fosse uma prática, um ofício. Talvez essa vontade do desenho como ofício tenha me levado à arquitetura. E talvez a formação como arquiteto tenha resignificado o fazer artístico para mim e tenha aberto novos caminhos de pesquisa

Como a arte entrou em sua vida?
Acho que sempre fez parte...

Que artistas influenciam seu pensamento?
Eu gosto do trabalho de vários artistas, mas talvez isso não queria dizer que eles me influenciam diretamente, gosto dos trabalhos que são coerentes, corajosos, espertos, mas não absorvo isto para o meu trabalho, o que me inspira nestes artistas talvez seja mesmo a coerência. Como Antonin Artaud, Nuno Ramos, Arto Lindsay, Andrey Tarkovsky, Fernando Pessoa, James Turrel, Dona Onete, Waltercio Caldas, Alain Resnais, Virginia Wolf, Clarice Lispector, Felix Gonzales Torres, James Turrel, Michelangelo Antonioni, Gilles Deleuze etc




Como você descreve sua obra?
Não me ocupo de um único suporte, para mim o suporte também é linguagem então cada série diferente de trabalho que faço usa um suporte e técnica diferente. Mas algumas coisas se repetem como o uso de papel, intervenções com cortes e sobreposições.
Acho que neste sentido se assemelha muito a um raciocínio arquitetônico que eu acho interessante, que cada situação é a geradora de uma resposta que pode ser completamente diferente formalmente, e o que define isto é, no caso do trabalho de arte, é a mensagem.




Como você estuda e como se atualiza?
Participando de discussões, vendo filmes, indo à palestras, etc. e como cada trabalho é um novo isto me força sempre a fazer novas pesquisas.

É possível viver de arte no Brasil?
Sim, acho que agora existem mais possibilidades por causa do crescimento do mercado de arte.

Qual sua opinião sobre os salões de arte?
Acho interessante no sentido que toda vez que vou me inscrever em um salão/edital eu tenho que parar, refletir sobre meu trabalho até ali, propor algo novo, é um processo importante para o artista. O resultado é consequência.

Como é possível um artista ser conhecido além dos limites do seu estado?
No meu caso, o jeito mais fácil de divulgar meu trabalho tem sido virtualmente. Isso já me rendeu dezenas de publicações no exterior. Isto mostra que existem muitos meios de fazê-lo além dos modelos tradicionais, acho que cada um pode descobrir o seu.
Você foi um dos vencedores do prêmio Bradesco da ArtRio, 2013. O que você comentaria sobre o fato?
Fiquei feliz com o resultado, por me possibilitar mostrar meu trabalho onde ele é pouco conhecido, e principalmente pelo prêmio estar conectado com uma residência artística.
Eu vou fazer a residência no Espaço Fonte, em Recife. Eu acredito muito que é a partir destas experiências de contatos e deslocamentos que o trabalho vai caminhando para pesquisas mais interessantes.

O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
Ser representado por uma galeria é consequência do seu trabalho, e não a intenção pela qual você trabalha. A galeria é a parte mercadológica da arte, e nem todo tipo de trabalho vai se encaixar neste perfil.
Se você consegue expor em instituições, divulgar seu trabalho fora do mercado, participar de discussões e entrar em contato com outros artistas, assim você pode fazer seu trabalho ser visto e assim despertar o interesse em algum galerista.

Quais são seus planos para um futuro próximo e longícuo?
A curto prazo gostaria de tirar férias logo, este foi um ano muito cheio de trabalho e exposições, foram mais de 10... Depois realmente não sei, só minha residência em Recife, que será a partir de abril.


Desmemória.


Desmemória.

Nesta série de trabalhos fotografei, durante uma conversa, velhos amigos com quem já não tenho mais contato e também pessoas que eu acabei de conhecer.
Deste encontro, separei 10 fotos de cada um e na maioria dos retratos não tratei as fotos com cor alguma, deixei a cor e a luz como no momento em que as fotografias foram feitas, sem tratamento. Em alguns poucos casos achei necessário o uso da cor .
Os padrões destas fotos são mais geométricos, parecem ser um padrão contínuo, mas que na verdade não se repetem, não se encaixam.

Desretratos  Mora na Filosofia.

Nesta série de trabalhos convidei amigos íntimos para me contarem um segredo enquanto eu fotografava seus retratos. Mas a minha intenção não era escutar seus segredos, mas sim capturar as expressões de cada um na hora de revelar este segredo. Então pedi para que cada um escolhesse uma música para eu ouvir no meu fone de ouvido enquanto eu os fotografava. E depois desta sessão de fotos eu perguntei a cada um deles se o segredo tinha alguma cor, e são essas cores que os retratos carregam. Desta sessão de fotos eu escolhi 10 retratos diferentes, recortei e sobrepus.

Brinquedo e Fantasia.
 
 
 
Brinquedo e Fantasia.


Educação Moral e Cívica.


 Verdade É uma Colagem Continua
 
Verdade É uma Colagem Continua.

fotografias costuradas em madeira e tecido

 Nesta série me aproprio de imagens de edifícios cuja monumentalidade é reflexo de uma ideologia por trás de seu comissionamento. Com essas imagens crio uma paisagem onde coloco lado a lado edifícios feitos com intenções e conceitos muito díspares, alguns deles já em ruínas. Por exemplo, edifícios nacionalistas da Ex-Yugoslávia ao lado de pavilhões da Serpentine Gallery, ao lado de construções comunistas, ao lado de projetos ícones da arquitetura moderna como os de Le Corbusier e Frank Lloyd Wright, ao lado também de arquiteturas anônimas, criando uma paisagem construída de utopias.
Isso resultou quase-cinemas muito longos, alguns com 4 metros de comprimento, onde o observador precisa caminhar ao longo da obra para poder observar todas as imagens que ela contém, tornando esse movimento o potencializador do trabalho.


Ser e Estar.

o íntimo é infinito
o meu e o seu
não tem começo nem fim
mas acaba em você



Quem Brinca com Fogo.


Quem Brinca com Fogo.
 

Queimadura sobre fotografia, maneira de apagar fisicamente uma memória, com o tempo o que falta na imagem some da memória.
As imagens que me apropriei nesta série vieram de várias mídias diferentes; a tarja colorida abaixo das imagens é o meu jeito de mostrar que as fotografias não foram feitas por mim, e que as vejo como “tinta sobre papel”

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Urs Fischer





Urs Fischer (1973-) Nasceu na Suíça. Estudou fotografia na Schule Gestaltung, Zurique. Residência artística em Delfina Studio Londres. Vive e trabalha em Nova York. Sua obra é realizada com objetos da vida diária transformados em instalações ou esculturas. Sua intenção é perpetuar a memória deles. É considerado um grande nome da nova geração da arte contemporânea. Participou da Manifesta 3, das Bienais do  Whitney Museum, Nova York e Veneza. Individuais no Centre George Pompidou, Paris, New Museum, Nova York e MOCA, Los Angeles. Vive e trabalha em Zurique e Los Angeles. É representado pela Gagosian Gallery.



Instalação, 2013. MOCA, Los Angeles Foto Brian Forrest.


Instalação, 2013. MOCA, Los Angeles Foto Brian Forrest.



Horses Dream of Horses, 2013. MOCA, Los Angeles.



Yes, 2013. Projeto financiado pela DESTE Foundation na ilha de Hydra. As esculturas foram produzidas por alunos e adultos moradores e turistas.


Yes, 2013. Outra visão.


Sem titulo (Soft Bed) 2011.
 Instalação, 2010. Bienal de Veneza.
Instalação, 2010. Detalhe. Bienal de Veneza.




Madame Fisscher, 2009. Palazo Grassi, Veneza.


In Violent Capputino, 2009.


Lie to a Dog, 2009.
 Old Croissant, 2008.


Nosty Tongue, 2008.
In dubio pro reo, 2007.

Bad Timming, Lamb Chopi, 2004-2005. Gagosian Gallery. Foto: Erich Koyama.


Standing. Coleção particular. Preço no leilão US$ 1100000,00



Jet Set Lady, 2005. Fundazione Nicola Trussardi, Milão.
Tea set, 2002.



Skinny Sunrise, 2000.




Lamp Bear. Intervenção urbana, Nova York.










Cream 3 _ Phaidon, 2009.

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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