segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Balthus





Balthasar Klossowski de Rola Balthus (1908-2001) Nasceu em Paris num ambiente cultural rico. Seu pai era historiador e escritor sobre arte e sua mãe pintora. O seu irmão mais velho é o pintor e escritor Pierre Klossowski. Na sua adolescência, passada em França e na Suíça, convive com escritores como André Gide e Reiner Maria Rilke, cujos livros ilustrou. Iniciou a desenhar aos 16 anos. Rainer Marie Rilke escreveu a apresentação de seu primeiro caderno de desenhos. Foi influenciado por seu amigo Bonnard, Masaccio, Piero de la Francesco, Simoni Martin, Poussin, Géricoult, Ingres, Goya, Corot, Coubert e o Cubismo. Sua pintura é figurativa e tem como tema principal jovens em posições eróticas. Em 1933, instalou-se em Paris, onde permaneceu até a 2a Guerra Mundial, quando se refugiou em Berna na Suiça. Retornou a Paris e conviveu com toda a classe cultural de seu tempo. Em 1961, Balthus foi nomeado diretor da  French Academy, Roma. Foi fundada na Suiça a Fundação Balthus para divulgar sua obra. Atualmente retrospectiva no Metropolitan Museum of Arts, Nova York. É representado pela Gagosian Gallery. Portrait of Bathus por Cartier Bresson.




The Street, 1933. MoMA, Nova York.


Alice dans le Miroir, 1933.




The Barracks, 1933.




Lesson of Guittar, 1934. Metropolitan Museum of Art, Nova York.




Joan Miró and his Daughter, 1937-1938. MoMA, Nova York.



 

Girl with a Cat, 1937. The Art Institute, Chicago.





Children, 1937. Musée Picasso, Paris.


 

Pierre Matisse, 1938. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


Thérése, 1938. Metropolitan Museum of Art, Noava York.





Street, 1938. MoMA, Nova York.


Still-Life with Figure, 1940. Tate Gallery, Londres.







The Living Room, 1942. MoMA, Nova York.






The Young Girl, 1947. MoMA, Nova York.


Solitaire, 1949. The Art Institute, Chicago

The Room, 1952-1954. Coleção particular.











domingo, 29 de setembro de 2013

Imagem Semanal Pitágoras

"Educai as crianças e não será preciso punir os homens".
 
Pitágoras
 
 
 



Pitágoras de Samos (580/572-500 a.C) Filosófo e matemático grego. Pouco se sabe sobre sua história, mas teria nascido em Samos e era casado com a física Thamos com a qual teve duas filhas. Foi fundador da Escola Pitagórica, cujo o símbolo era o pentagrama. A essência de tudo seriam os números. Sua contribuição mais importante foi o Teorema de Pitágoras: Em todo triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. A Escola acreditava ser a terra esférica e na rotação da terra para explicar a sucessão de dias e noites. eve influência científica e filosófica dos filósofos gregos Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes.

Enquanto visitava o
Egito, impressionado com as pirâmides, desenvolveu o famoso Teorema de Pitágoras. De acordo com este teorema é possível calcular o lado de um triângulo retângulo, conhecendo os outros dois. Desta forma, ele conseguiu provar que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

Atribui-se também a ele o desenvolvimento da tábua de multiplicação, o sistema decimal e as proporções aritméticas. Sua influência nos estudos futuros da
matemática foram enormes, pois foi um dos grandes construtores da base dos conhecimentos matemáticos, geométricos e filosóficos que temos atualmente




Giovanni dal Ponte (1307-1365) The Seven Liberal Arts with Pythagoras, 1345. Rijksmuseum, Amsterdã.



Giorgione (1477-1510) Three Philosophers Phytagoras, Thales and Pherekydes,1508-1509. Kunsthistoriches Museum.
 
 


Rafael (1483-1520) School of Athenas Pythagoras, 1510-1511. Afresco. Apostolico Palace, Vaticano.
 
 


José Ribera (1591-1652) Pitágoras, 1630. Pintor espanhol. No livro está escrioto scientia numerorum. Museo de Bellas Artes de Valência.
 
 
 


Salvador Rosa (1615-1673) Itália Pythagoras Emerging from the Underworld, 1662. Kimbell Art Museum.




Antonio Zucchi (1726-1795) Itália. A Greek Philosopher and his Disciples Pythagoras, 1767. Royal Collection, Londres.





Christo Coetzer (1929-2000) África do Sul.  Pythagoras, 1979. Coleção particular.






Monumento a Pitágoras foi construído sobre as ruínas da cidade de Samos em homenagem ao seu ilustre filho.Ilha de Samos, Grécia.

sábado, 28 de setembro de 2013

Tatiana Trouvé




 Tatiana Trouvé (1968-) Nasceu em Consenza, Itália. Sua mãe italiana e seu pai francês. Dos oito aos quinze anos viveu em Dakar, Senegal. Graduou-se na National School of Fine Arts em Villa Auson, Nice. Entre 1989 e !993 ficou na Holanda, onde fez residência no Ateliê 69, Haarle. Em 1993, retornou a Itália e dois anos depois mudou-se para Paris, onde vive e trabalha. Recebeu os prêmios Paul Ricard e Marcel Duchamp, esse do Centre Pompidou, Paris. Participou das Bienais de Veneza e  de São Paulo. Esculturas, instalações e desenhos servem para discutir a ficção e a realidade, o mental e o físico e a noção de espaço, tempo e memória. Representada pela Gagosian Gallery.



Sem título, 2005.



Rock, 2006.




Rock, 2007. Coleção particular.



350 Points Towards Infinity,2007.



Sem título, 2007. Leo Katz Gallery Foto: Mark Domage.


Hope, 2007.


Sem título, 2007.



Passagero, 2009. The Milanes Gallery.




Cuscino, 2010. Concreto e coluna de metal. Gagosian Gallery, Nova York









Matress, 2010. Cimento e metal Gagosian Gallery, Nova York.




Bureau d'Activités Implicites Instalação aberta com 10 anos de duração em forma de um escritório, onde estão os projetos em andamenta e aqueles não realizados. Bienal de Veneza.


























Art in America, março 2010.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Conversando sobre Arte entrevistado Mauricio Noblat Waissman Noblat W.





Quem é Maurício Noblat Waissman?
Nasci numa família de pai judeu e mãe não judia. Meu pai, Moisés Waissman, era um homem com um grande senso de humor e cultura clássica. Minha mãe, Rosenil Noblat Waissman, é psicanalista e uma mulher de cultura mais eclética, podemos dizer assim. A família  sempre teve essa mescla da experiência judaica como estrangeiro unido uma forte ligação com a cultura baiana. Estudei no Colégio Maristas de Salvador. Tenho 38 anos e nasci em Salvador – Bahia. Uso o nome de Noblat W nos trabalhos. Mais conciso.

 Como a arte entrou em sua vida?
A arte sempre esteve no ambiente familiar. Minha mãe sempre teve quadros bastante refinados, apesar de não serem nomes conhecidos no mercado. Tentei aos 18 anos a música como caminho, mas não era fluente em mim. Como sempre desenhei desde muito pequeno, comecei a mergulhar com tudo na literatura e desenhar sempre. A literatura marcou bastante meu imaginário visual.

 
Qual foi sua formação artística?
Fiz oficinas de desenho, pintura, cerâmica e escultura no MAM – BA. Depois de a fotografia digital ter se firmado comecei a fazer cursos de fotografia. Fui assistente de atelier  do pintor e fotógrafo Edgar Oliva em Salvador.

 

Que artista influenciam seu pensamento?
Nas artes plásticas a geração de pintores ingleses como Bacon, Auerbach, Freud, Hockney. Também Balthus, Paula Rego e Hopper. De outro lado, o Neoconcretismo brasileiro, Mira Schendel e outros como Louise Bourgeois, Richard Serra, Klee , Anish Kapoor.  Porém, mais me influencia a literatura e a filosofia: Kafka e Giorgio Agamben principalmente. Brueghel, Velásquez e Goya sempre me marcaram. muito também. Algo de Naif é legal também.


Fale sobre os meios utilizados e os assuntos discutidos em seu trabalho.
Comecemos pelos assuntos: basicamente a idéia de labirinto e palco. Esses dois temas se desdobram visualmente em grafismos, figuras, texturas, espaços arquitetônicos que me deixam bastante livre para transitar entre pintura, desenho, gravura, escultura, fotografia e trabalhos tridimensionais, além de ser uma metáfora da linguagem como elemento da vida e abrir um leque para a sátira. Os meios usados são tecidos das mais variadas texturas com objetivo de equilibrar as composições entre linha, cor e luz. Penso mais na forma/e conteúdo do que nos materiais em si. Os meios e materiais( técnica), de algum modo surgem no processo do trabalho.  A técnica usada influencia a forma, mas não é a forma. Pode surgir algo intenso com a técnica mais tradicional de uma pincelada, como pode também demandar para atingir a forma o uso de certas técnicas não tradicionais. Sempre penso em forma/ conteúdo primeiro para só depois investigar que técnica será usada. Houve recentemente uma busca pela excentricidade de técnicas que descambou para a técnica pela técnica. Em mim, o que gera o impulso são os limites da própria linguagem( forma) em si mesma, mas não desligada dos questionamentos a elementos do nosso tempo. Tento não me ater apenas ao universo do mundo das artes e do mercado como objeto de ironia também. A vida real é mais rica em  nuances.

 Como você estuda e se atualiza?
Desenho, desenho e desenho. No mais devorar literatura e se desligar da hemorragia de imagens que nos bombardeiam na internet. Fotografar sempre. Ver o que  está sendo exposto tanto de artistas consagrados como seleções de Salões de Artes também é bom, mas sempre filtrando o que  interessa.

 
Que outros fatores contribuem para elaboração de seu trabalho?
Um fator que hoje me intriga é a experiência entre o original e a imagem copiada. A experiência com um original de Van Gogh , Bacon e outros é única, mas a cada dia essa experiência com o objeto, com o original se dilui, pois a grande maioria das pessoas tem acesso às imagens em livros e pela internet. Outro fator que está muito no meu trabalho é o tema de que vivemos uma Idade Média invertida. Em nenhum momento da história tanta informação e conteúdo estiveram à disposição de todos como hoje em dia. Isso, de algum  modo, gerou um efeito contrário. Tem-se informação demais e conhecimento de menos. Cada vez mais somos empurrados a sermos rasos e superficiais em diversos assuntos. É uma época de muitas “certezas”, apesar da intensa instabilidade/velocidade em que vivemos. Todos, desde religiosos, cientistas, artistas, psicanalistas até o simplório homem do povo, chegam a um ponto que não mais fazem perguntas e se apegam a suas certezas. Isso é uma angústia de nosso tempo, pois se tem uma ilusão de estarmos numa nova Renascença, numa “era do novo”, mas  se olhar com mais atenção veremos que pertencemos a uma época e atmosfera Goyesca.  Tento chegar ao ponto que essas sensações se expressem por si nos trabalhos, sem necessitar de grandes explicações sobre ele.  Ao menos esse é um objetivo.


O que você pensa sobre o desenvolvimento e do mercado da arte contemporânea em Goiás?
Eu, quando me mudei para Goiás, não imaginava que se estava tendo tamanho movimento na área. Brasília (mesmo não sendo Goiás), Goiânia e Anápolis apresentaram artistas muito versáteis nas exposições que vi por aqui. O mercado está se consolidando como em todo Brasil. Existe certa reticência a investir  em arte ainda, mas se deve também a um princípio básico de mercado : oferta e procura. Hoje é muita oferta e muita insegurança acerca do que se insere como contemporâneo ou não e o que tem qualidade ou não. Curadores, colecionadores e potenciais compradores vivem um momento difícil em termos de definir o que tem potência real para se manter e crescer  e  o que efêmero,  datado e raso a médio/longo prazo.

 

É possível viver de arte no Brasil?
Sim e não. Cada pessoa tem uma história de vida singular. Um grande artista pode ser descoberto pelo mercado precocemente e ter bons contratos, como pode passar boa parte de vida correndo atrás. Para o segundo exemplo, que é maioria, o lance é continuar produzindo e se mantendo com atividades outras até entrar. Por mais apertado que seja o que tem qualidade mesmo uma hora entra e terá o devido reconhecimento.  Sempre haverá canastrões que ficam ricos precocemente e não são nada. É o famoso caso do artista que vale mais vivo do que morto, pois tem bons contatos e sorte, claro. O importante é não entrar na “glamorização da rejeição”, querendo reviver o romantismo de um Van Gogh e outros. Nosso tempo é um tempo pragmático. Não há espaço para subjetivar demais o êxito e o fracasso. Tudo é muito rápido e efêmero. Van Gogh viveu em outra época. A competitividade do mundo atual não favorece os neuróticos. Para o mercado de arte um psicótico é mais útil. Pode ser marketeado  e bem vendido.
 
O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Os Salões de Arte são ótimos para estimular os novos artistas produzirem, pensarem e repensarem a produção. O fator mais positivo que vejo nos salões de arte é que hoje temos curadores em número suficiente para discordarem entre si. Quanto mais variedade de percepção entre os curadores melhor para os artistas.

 

Quais são seus planos para o futuro?
Produzir com fluência  algumas idéias suficientes para poderem ser expostas em conjunto. No mais, é  tentar não se seduzir pelo fácil  e se policiar para filtrar esse excesso de imagens em que vivemos. O mercado... uma hora as coisas rolam.  



 
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Clock II.


Women Clock.


Estrutura em Branco


Fêmea Gráfica.
 


Lágrima e Chuva

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Adel Abdssemed




Adel Abdssemed (1971-) Nasceu em Constantine, Argélia. Estudou na École de Beaux-Arts de Botna, Argélia. Na Guerra Civil, o diretor da escola foi assassinado pela polícia, o que o levou a mudar-se para Lion, onde terminou seus estudos na École de Beaux-Arts, Lyon. Continuou sua formação no programa np PS1 Contemporary Art. Desenhos, vídeos, fotografia e instalações são os meios utilizados. Entre seus assuntos discutidos em seu trabalho estão exílio, violência, exodus. Faz referências a Ulisses e a Masaccio,  Grünewald, Goya e Géricault. Seus vídeos são considerados agressivos por mostrarem deficientes físicos, briga de cães e abate de animais.  Participou das Bienais de Seoul,  Lion, Instambul, Havana, Gwangju e Veneza. Vive e trabalha em Paris e é representado pela David Zwirner Gallery. O próprio artista considera sua obra autobiográfica.
 
 
 
 
 

Cri, 2013.
 
 
Soldaten, 2013. David Zwirner Gallery
 
 
 
Cheval Turin, 2012. David Zwirner Gallery.
 
 
Coupe de Téte, 2011-2012 A gigantesca escultura representa a cabeçada do jogador Zinedine Zidade no jogador italiano durante a final do campeonato mundial na Alemanha.
 

Greve Mondiale, 2011. Neon. Coleção particular.
 
 


Hope, 2011-2012.

Exposição L'Age d'Or, 2011-2012. Mathaf Museum of Modern Art, Doha.
 
 
 

Bourek, 2011. Centre Georges Pompidou, Paris.
 
 


Exposição David Zwirner, 2013.
 
 
 
Art Now vol 4 -Taschen, 2013.

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
Now