quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Edward Hopper





Edward Hopper (1882-1967) Nasceu em Nyack, Estado de Nova York. Estudou arte comercial na New York School of Illustration e pintura na New York School of Art. Seu principal professor e incentivador foi Robert Henri. Após sua formatura viajou para Europa por tres vezes com a intenção de estudar os artistas europeus. Foi, então, influenciado pelo Realismo. Sua obra mostra a vida urbana e rural americana e pela iluminação utilizada reteme o espectador à solidão. Foi casado com a pintora Josephine Nivison Hopper. Ela doou as obras do marido de sua propriedade ao Whitney Museum of Modern Art, Nova York. Hopper mantinha dois ateliês, um no Greenwich Village em Nova York e o outro de verão em South Turo. Com a chegada do Expressionismo Americano, Hopper foi colocado num plano secundário, mas é considerado atualmente um dos maiores nomes da pintura americana. Escolhemos imagens menos conhecidas para ilustrar sua obra.



 
Self Portrait, 1902. Whitney Museum of American Art, Nova York.

Summer Interior,1909. Whitney Museum of American Art, Nova York.


 
American Village, 1912.Whitney Museum of American Art, Nova York.



New York Restaurant, 1912. Foto Wikipedia.




Road in Maine, 1914. Whitney Museum of American Art, Nova York.



The Locomotive, 1923. MoMA, Nova York.

 
Le Chapeau de Hopper sur la Presse en Taillé-Douce, 1924.




Self Portrait, 1925-1930. Whitney Museum of American Art, Nova York.


 
Night Windows, 1928.



New York Movie, 1939. MoMA, Nova York.



Lee Shore, 1941. Coleção particular.


El Palacio,1946.  Aquarela. Whitney Museum of American Art, Nova York.




Corn Hill (Tuto, Cape Cod), 1950. Mc Nay Art Museum, Santo Antonio, Texas.

 
 





Second History Sunlight, 1960.







 


O livro Hopper Peindre L'Attente de Emmanuel Pernoud _ Citadelles Mazenod, 2012 presenteado por uma querida amiga, foi a motivação por essa postagem.











 


Edward Hopper / Gail Levin the Art and the Artist _ Whitney Museum of American Art, 1981.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Conversando sobre Arte entrevistado João Maciel



João Maciel vive  e trabalha em Belo Horizonte. É representado pela Galeria Belizário.

Quem é João Maciel?
Nasci em Belo Horizonte, Minas Gerais no dia 14 de Abril de 1980, à tarde, sou áries com ascendente em virgem, também sou macaco de metal e guerreiro lunar. Família paterna mineira, avô de pele e olhos claros, avó cabocla. Família materna do nordeste, avô do Ceará e avó da Paraíba. Conheci apenas minha bisavó paterna, mãe de meu avô. Sei que minha bisavó materna mãe de meu outro avô, era nativa da terra, “pega no laço”.  Meu pai é de Belo Horizonte e minha mãe de Triunfo, Pernambuco, meu irmão um ano mais novo a alguns anos vive em Montevideo.

Como a arte entrou em sua vida?
Minhas memórias mais antigas são do jardim de infância, sempre gostava de explorar os materiais e de usa-los das mais variadas formas possíveis, colorir, cortar, encenar, imaginar, conhecer, simular  e reformular o mundo e suas coisas, entendo que foi a  partir destes exercícios de educação que comecei nas artes.
Como foi sua formação artística?
Prestei meu primeiro vestibular em 1996, em diferentes escolas, na época tentei o curso de artes na UFMG, fui reprovado, no ano seguinte 1997 tentei psicologia na UFMG e artes na UEMG, como não passei da segunda etapa no vestibular para psicologia mas fui aprovado na Escola Guignard – UEMG, comecei  estudos ai. Até então nunca tinha ouvido falar de Guignard e de sua relevância para a arte em Minas e no Brasil. Minha formação em bacharelado é de 2001 e a pós-graduação  na mesma escola Guignard 2004.

Como você descreve sua obra?
Coisa torta, magia + biologia + tecnologia.  Trabalho nos meios e  com mídias que se fizerem necessários dependendo do desenvolvimento de cada trabalho. Tenho a maioria de meus trabalhos em desenho e pintura, depois escultura, vídeo,  ações. Meus assuntos? Vários, aqueles que estão entre os simples e transcendentais?

 Que artistas influenciam seu pensamento?
Os artistas que influenciam meu pensamento variam de tempos em tempos, não sei sé há referencias que servem para todos os projetos. Posso citar alguns nomes que  estão comigo por décadas, por meses ou por dias, Jigoro Kano, Jean-Michel Basquiat, Hundertwasser, Arthur Bispo do Rosário, Isaac Asimov, Aldous Huxley, James Cameron, Moebius, Bob Marley, Hélio Oiticia, Ligia Clark, Yayoi Kusama,  Milo Manara, Technotronic, Krishna, Finn e Jake, Olodum, Ilê Aiyê,  etc... muitas vezes não busco saber a autoria de determinados trabalhos.
O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
 Tem de todo os formatos, antes enviava para qualquer um, hoje escolho os que  oferecem alguma premiação ou contrapartida econômica que valha o esforço, ou então um salão cujo conjunto a ser montado e a seriedade da curadoria funcione de forma a orientar as pessoas a levar a mostra a sério. Mesmo assim tudo é muito relativo, já deixei de enviar propostas por consecutivamente ser desconsiderado nas seleções, as vezes as coisas parecem um jogo de cartas marcadas, enfim penso que os salões são não sei o que, mas quando se participa de algum parece ser algo sempre bom, pois o trabalho circula.

Você é representado pela Galeria Belizário, Belo Horizonte, o que isso significou em sua carreira?
É a galeria com a qual trabalho aqui em Minas, acho excelente ter a possibilidade de  participar de um espaço que mostra e comercializa meu trabalho, embora certos trabalhos e projetos não possam ser ainda desenvolvidos neste ambiente justamente por que a principio não seriam vendáveis ou cujas dimensões extrapolariam a estrutura do prédio, mas  acredito que com a inauguração do novo espaço, novas perspectivas para o trabalho surgirão.
Que comentários você faz sobre o mercado de arte em Belo Horizonte?
Primário.

É possível viver de arte no Brasil?
Para alguns é.
Como você avalia sua participação na ARTIGO?
Meu trabalho foi mostrado e vendido. Queria ter vendido mais, já que o objetivo da feira era este.  Espaço para mostrar tive, fui presente.
Qual a importância da Residência Artística?
De acordo com as experiências que tive , valeram por eu  ter tido a liberdade e a possibilidade de desenvolver e apresentar o que se faço sem necessitar estar sobre a pressão do mercado.  Tempo de testar, de por em prática. De amadurecer. Tempo de combate.

 

 
Quais são seus planos para o futuro
Mostrar de forma individual ou coletiva os trabalhos em Belo Horizonte e fora. Em Belo Horizonte, há uma data em abril na inauguração da nova sede da galeria Orlando Lemos (Belizário) e em São Paulo uma residência na PHOSOPHORUS para Fevereiro e Março, em Março ou Abril uma coletiva em Portugal. Mais algumas coisas por vir mas não é hora de dizer e muitas, espero muitas outras a conquistar.


 
Atelier Aberto-Escultura02-sin titulo-90x25x18cm-base-40x20x30cm2011
 

 
Atelier Aberto-Instalacion-260x600x230cm-2011
 

 
Atelier Aberto-Obra sin titulo-acrilico latex y guache sobre-137x295cm-2011.jpg (1)
 

 
 
Caderno Marratanga 2011, 60 paginas.

 
 
Escultura, 2013, 22 x 13 x 11 cm, sem titulo 
 

 
Máscara1.0 08, serie Mascaras, 2012, 30 x 20 cm, pintura sobre papel.
 
 

 
Pindorama 01, serie Pindorama, 2011, 30 x 30 cm, tecnica mista.
 

 
 Pintura acrílica, spray e latex sobre tecido, sem titulo, 150 x 100 cm, 2011.
 



Sem titulo, 60 x 40 cm, 2010, pintura acrilica e guache sobre madeira.







www.flickr.com/mu108

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conversando sobre Arte entrevista com a artista Claudia Dowek





Quem é Claudia Dowek?

Sou artista visual, carioca, uma ariana de 38 anos. Sou formada em Design Gráfico, estudei também moda no Senac e fiz pós em “Arte e Filosofia” na PUC-RJ, além disso possuo uma ampla formação em artes visuais, embasada por diversos cursos práticos e teóricos. Arte sempre foi o principal interesse da minha vida e para onde a minha energia me levou. Em busca de uma maior compreensão desse universo, trabalhei numa galeria e posteriormente no Museu Nacional de Belas Artes, onde aprendi muito como assistente do então atual Curador Xico Chaves. Atualmente trabalho no meu atelier, no Horto (RJ), onde embasada em muitas pesquisas e colocando a mão na massa, desenvolvo meu trabalho.


Quando você começou a se interessar pela arte?

Na minha mais antiga lembrança de infância, estou empunhando um pincel e pintando naqueles caderninhos de colorir. É como se o ato de pintar fizesse parte da minha vida e da minha alma. Apesar de hoje meu trabalho estar se misturando ao 3D e a multimídia, sempre me auto-intitulei pintora. O interesse pela arte em si, fluiu paralelamente ao interesse em fazer arte.

Qual foi sua formação artistica?

Estudei teoria e prática artísticas com diversos professores. Considero uma ampla formação, tanto no conhecimento da história, filosofia e conceito quanto na manufatura, fundamentais. Isso me permitiu, a partir de diversas experimentações, ir de encontro a minha linguagem!


Que artista influenciaram seu pensamento?

Na minha compreensão, todo o referencial de uma vida, estudando e admirando a obra de diversos artistas influenciaram meu pensamento. Posso somente citar alguns que têm me interessado nos últimos anos, como a linguagem matérica, presente em Anselm Kiefer e Nuno Ramos e a ausência dela em Armando Reverón, desconstruindo a imagem.
A Anarquia de Arman e a poesia nas sombras ampliadas, projetadas por velas, de Christian Boltanski, sem esquecer logicamente seu intuito político. A crueza de Artur Zmijewski nas suas denuncias. Um incrível pintor chinês chamado Liu Ya Ming e as esculturas esboçadas de Thomas Houseago, entre tantos outros.
Além disso, sou tremendamente influenciada pela riqueza estética da cultura popular. Suas danças e músicas, artesania e rendas completam a minha pesquisa.


Como você descreve seu trabalho?

Comecei a desenvolver minha atual linguagem a partir de minérios garimpados na região de Itabirito, material que havia recolhido em uma viagem feita muitos anos antes. Outros materiais foram se juntando a pesquisa, alguns encontrados em andanças, alguns sugeridos e outros que chegavam a mim em forma de presentes. Tudo isso mesclado a um crescente interesse em antropologia e regionalismo.
Os trabalhos são construídos como uma assemblage de matérias e superfícies. Rendas, conchas e fibras tem o intuito de traçar a estética de comunidades tradicionais, além de suas manifestações culturais. Resultando em telas de forte caráter arquetípico e impregnadas pela estética do conflito. Nelas o universo rural se mescla ao urbano e a delicadeza da renda confronta a aspereza da terra. Dentre suas múltiplas dimensões, a mais intrigante é a do tempo, que confunde a percepção do espectador
Com o desenvolvimento da linguagem, a preocupação narrativa foi diminuindo e a política, que já existia, florescendo, a partir de considerações sobre o pouco valor dado as nossas origens culturais e, sobretudo aos que a perpetuam.
Atualmente o trabalho está ganhando cada vez mais tridimensionalidade e a entrada de outras mídias.
Tenho três individuais marcadas para 2013. Em outubro, no Centro Cultural da Justiça Federal do Rio de Janeiro, pretendo apresentar uma instalação composta por uma série de objetos e um vídeo, além de algumas telas.

É possível viver só de arte no Brasil?

Se estivermos falando de viver de arte a partir da venda de trabalhos e encomenda de projetos, sem dar aulas ou realizar outro ofício paralelo, isso é para poucos! O que facilita um pouco é o mercado internacional. Mas tudo isso vem mudando muito nos últimos anos, talvez por ser o Brasil a “bola da vez”, a nossa cultura está sendo olhada de outra forma, inclusive pelos próprios brasileiros. Vamos ver...


O que você estuda? Como você se atualiza?

Estudo assuntos diversos, que permitam acrescentar ao meu trabalho e ao meu crescimento pessoal. Afinal compreendo que a maturidade da expressão depende da minha integridade como um todo.
Além disso, realizo viagens em busca do conteúdo que irão preencher as lacunas da minha obra, como alguns materiais e pesquisas das manifestações culturais e do cotidiano dentro das comunidades tradicionais.


Qual sua opinião sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Considero a avaliação de um “Salão” ou “Edital” um pouco confusa. Afinal, como realmente avaliar o trabalho de um artista sem conhecer seu histórico? Além disso, mais do que seguir uma linha, alguns são tremendamente tendenciosos.


O que é necessário para se tornar um ícone em artes plásticas?
Estou tentando descobrir rsrsrs... O caminho que busco seguir é o de galgar cada degrau, sem atropelar nenhuma etapa do processo.


Que dificuldades encontra um jovem artista para ser representado por uma galeria?

O artista precisa despertar o interesse, além de merecer a confiança de um galerista que decida investir no seu trabalho. Existe muita concorrência e muitas vezes é necessária uma indicação, para que seu trabalho ao menos seja olhado.


Quais são seus planos para o futuro próximo e distante?

Acho que gostaria de expor na China, em Berlim. De imediato, gostaria de entrar no mercado de São Paulo. Fui selecionada em diversos editais de exposição pelo país, mas não lá!
Além disso, espero vir a trabalhar com um galerista Londrino que vem me acompanhando. Ele me traçou muitos elogios, mas só trabalha com artistas com currículos bem maiores que o meu, então estou me esforçando para chegar lá!


Como você aproveita o seu tempo livre?

Adoro atividades ao ar livre como caminhar, ir a praia, cachoeiras. Outra coisa que me deixa muito feliz é viajar. Entrar no carro, pegar a estrada e ver a paisagem e as pessoas mudando é mágico!
Como não poderia deixar de ser, também gosto muito das atividades culturais, exposições, um bom filme, boa música...
Mas, no momento tenho dedicado muito do meu tempo livre ao Gustav Klimt que ganhei de Natal. Um lindo filhotinho de Border Collie. Em vez de “O Beijo”, ganhei muitas lambidas!



Interview given to the art website


 

 

 

Who is Claudia Dowek?

 

I’m a visual artist, born and raised in Rio de Janeiro, 38 years old (born in 1974 under the sign of Aries). I have a BA in Graphic Design, I also studied fashion at Senac and did a graduate degree in “Art and Philosophy” at PUC-RJ, I’ve also done a lot of other visual-arts courses, with emphasis on practice and theory. Art has always been the main interest in my life and the place where my energy has taken me. In trying to get a greater understanding of this universe, I worked for a gallery and afterwards for the Museu Nacional de Belas Artes, where I was able to gain knowledge from having worked as an assistant to the current curator, Xico Chaves. Nowadays I have my own atelier, in the Horto neighborhood (RJ), where by doing lots of research and with my sleeves always rolled up, I carry out my work.

 

When did you start getting interest in doing art?

In my earliest childhood memories, I was brandishing a paintbrush and painting one of those coloring books. It was as if painting had become part of my life and soul. Even though nowadays my work is incorporating 3D and multimedia resources, I’ve always called myself a painter. My interest in art itself has always flowed parallel to my interest in producing art.

 

What kind of fine-arts education did you get?

I studied art and art theory with a variety of teachers. For me a general education, whether in History, Philosophy and concept or manufacturing is fundamental. This is what has made it possible for me, after a number of experimentations, to find my own language!


Which artists influenced your way of thinking?

As I see it, my references in life, the work of a number of artists whom I’ve studied and admire, have influenced my way of thinking. I will only quote a few who have interested me in the last few years, as a material language, present in the work of Anselm Kiefer and Nuno Ramos and the absence of such a language in Armando Reverón, deconstructing image.

 Also important are Arman’s Anarchy and the poetry in expanded shadows, as projected by candles, by Christian Boltanski, naturally, without forgetting his political designs in this work. There’s also the rawness of Artur Zmijewski in his denouncements. And finally an incredible Chinese painter called Liu Ya Ming and the sculptures sketched by Thomas Houseago, among so many others.

Besides these artists, I have been enormously influenced by the aesthetic wealth present in traditional folk cultures. Folk dance and music, arts and crafts and embroidery have completed my research.

 

How would you describe your work?

I started developing my current language from mineworkers mining in the Itabirito region, using material that I had collected in a trip many years before. Other materials were incorporated into the research, some of which were found during wanderings, some suggested and others that fell into my hands as presents. All of this blended with a growing interest in Anthropology and regionalism.

This work may be considered as an assemblage of materials and surfaces. Embroidery, shells and fibers aim at sketching an aesthetics of traditional communities, besides their diverse cultural manifestations, the result of which are canvasses with a strong archetypical character and impregnated with the aesthetics of conflict. On these screens, the rural universe mixes into the urban universe and the delicacy of the embroidery confronts the roughness of the earth. Within its multiple dimensions, the most intriguing is time, which confuses the viewer’s perception.

As this language developed, concerns about narrative decreased and a politics, that already existed, flourished from considerations about how little value is given to our cultural origins and especially to perpetuating them.

This work is currently becoming more and more three-dimensional and also taking on other media.

I have three individual shows scheduled in 2013. In October, in the Centro Cultural da Justiça Federal in Rio de Janeiro, I would like to present an installation made up of a series of objects and a video, besides canvasses.

 

Is it possible to make a living off of art in Brazil?

If this means making a living off of art by selling work and getting proposals for projects, without giving classes or doing something else, few can make it! The international market can make things a little bit easier. Yet all of this has been changing in the last few years, perhaps because Brazil has become the up-and-coming art market of the moment; our cultural scenario is being seen in a new light, including by Brazilians themselves. Let’s see what happens...

 

What are you studying now? How do you keep updated?

I study a lot of different subjects which helps me add my own personal growth to my artwork. Basically for me, maturity means understanding that expression depends on my own personal integrity as a whole.

Besides this, I travel in search of contents that will fill the blanks in my work, such as materials and research on cultural manifestations and daily life within traditional communities.

 

How do you feel about private funding? How would you suggest improving it?

I feel that “gallery fund” and “public grant” evaluations are kind of confusing. After all, how can you evaluate an artist’s work without having any sort of familiarity with his or her career? In any case, more than merely following one single trend, they are just very biased.

 

What does it take to become an icon in the art world?

That’s what I’m trying to figure out (laughter)... I trying to take it step by step without skipping any of the phases of the process.

 

What are a young artist’s difficulties in getting private representation?

An artist needs to raise interest, besides merely deserving a gallery owner’s confidence since this person has decided to invest in the artist’s work. There’s a lot of competition and often getting a recommendation from someone is necessary just so artists can get their work evaluated.

 

What are your short and long-term plans? Tell us more about your plans for the Biannual, the international market, etc...

I would like to do a show in China, in Berlin. Right now I would like to enter the Sao Paulo market. I was selected for a number of public grants throughout the country, but not there!

Besides these dreams I also hope to produce work for a London gallery owner who has been following my career. He has greatly praised my work, but he only takes on artists whose resumes are much bulkier than mine, so I’m making quite an effort to beef up my resume!

 

What do you do with your free time?

I love outdoor activities such as taking walks, going to the beach, waterfalls. Travelling also makes me very happy. Hopping into the car, getting onto the highway, and looking at people and scenery changing as I pass by is magical!

Obviously, I also really enjoy cultural activities, art shows; cinema, good music...

Nowadays, however, I’ve been spending a lot of my free time with Gustav Klimt, a lovely little Border collie pup; my Christmas present. Instead of “The Kiss” I got a lot of licks!





Fotógrafos:

Ciclos - Marco Rodrigues

Todas as outras - Leonardo Viana
 
 
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Claudia Dowek
claudiadowek.com


 



Adobe . técnica mista (pigmento bruto, resina e taboa) . 100x170cm . 2009


 
Airequecê . técnica mista (pigmento bruto, especularita, renda frivolitê e resina) . 94x180cm . 2012

 
Pituna . técnica mista (pigmento bruto, rendas variadas, fio de cobre e resina) . 80x120cm . 2012
 

 
Prelúdio . técnica mista (pigmento bruto, renda frivolitê e resina) . 80x160cm (díptico) . 2009
 

 
Ciclos . Instalação . técnica mista (pigmento bruto, especularita, brita, resina e acrílico) . 160x160cm . 2010


Obs.: Instalação feita na Chacara do Céu em 2010.



 Elemento Trágico II . Objeto . técnica mista (pigmento bruto, água oxigenada, vidro e resina) . 53x38cm . 2012








Elemento Trágico . Objeto . técnica mista (santo de gesso, base em madeira, tinta dourada, pigmento bruto e resina) . 2012



Claudia Dowek . Currículo


Claudia Dowek, carioca, 1974; Pós-Graduada em Arte e Filosofia pela PUC-RJ e Graduada em Design Gráfico pela Faculdade da Cidade. Seu interesse em artes a levou ainda jovem a trabalhar numa Galeria de Arte e posteriormente no Museu Nacional de Belas Artes, RJ, como assistente do então atual Curador Xico Chaves, onde se envolveu principalmente com pesquisas referentes à cultura indígena.



Ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1987, estudando pintura com o professor Fernando Lopes e seguindo a trajetória com a orientação de Carli Portela. Entre diversos cursos práticos e teóricos ao longo dos anos, estudou “Modelo Vivo” com Gianguido Bonfanti, “Pintura” com Luiz Ernesto, “Da Observação a Expressão” com Orlando Mollica (1998/2001), “Materiais” com Katie van Scherpenberg (2000), “Conceito” com Ricardo Basbaum e “Ateliê” com Franz Manata. Frequentou também cursos em ateliers particulares de diferentes artistas, como o de desenho com Bandeira de Melo e workshops com os professores Richard Wilde e Jack Endewelt da New York School of Visual Arts.



Trabalha em seu atelier, no bairro do Horto, zona sul do Rio de Janeiro, onde divide seu dia a dia entre a experimentação dos materiais utilizados em suas obras, e pesquisas teóricas e visuais. Em seu trabalho atual, vem se utilizando de pigmentos naturais extraídos dos barrancos de Minas Gerais, misturados a resinas, palhas e rendas garimpadas, dando às suas pinturas, texturas, cores e tridimensionalidade. Inspiradas numa profunda pesquisa das raízes culturais, as telas espelham manifestações originarias nas comunidades quilombolas, caiçaras e ribeirinhas, estudadas e visitadas pela artista.



Próximas exposições individuais, em 2013: Maio - Espaço Cultural 508 Sul (Brasília). Junho – MAG (Goiânia). Outubro – CCJF (Rio de Janeiro).



Entre suas principais exposições:



Individuais - 2011 - Galeria Colorida (Lisboa), 1999 - Solar Grandjean de Montigny (RJ), 1998 - Casa de Cultura Estácio de Sá (RJ)



Coletivas: 2012 – ELEMENTA 5 (Centro Cultural Correios), Trânsito Caótico (Maria Teresa Vieira), Lá Vai a Noiva (CEDIM E SESC Nova Iguaçu), 2011 - Salve São Jorge - CAZA (RJ), 2011 - Cor de Rosa Choque (Zona Oculta) - CEDIM (RJ), 2010 - Participou como artista convidada da exposição da fotografa Cristina Oldemburg - Chácara do Céu (RJ), 2010 - Imaginário Periférico – Projeto Mola (Circo Voador) (RJ), 2008 - Museu do Retrato (Recife, PE), 2004 - Poematrix - Dama de Ferro (RJ), 2004 - Vestível - Imaginário Periférico (Friburgo, RJ), 2003 - Banheiro de Portas Abertas - Dama de Ferro (RJ), 2001 - Xavenas (Lisboa, Portugal), 2001 - Linguagem - Espaço Cultural Antônio Bernardo (RJ), 2001 - Salão da Primavera (Resende, RJ), 2000/2001 - Jardinvenção I, II e III - Evento no Jardim de Alah (RJ), 1998/2001 - Univercidarte - Estácio de Sá (RJ).

Claudia Dowek tem quadros em coleções particulares no Brasil e no exterior.



. Nome Completo: Claudia Chonchol Dowek



. Nome Artístico: Claudia Dowek



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Textos:

Sobre a série “Nação Jongo”





Mesclando o universo rural ao urbano e a delicadeza da renda à aspereza da terra, tramo telas banhadas pela poética do conflito. Dentre suas múltiplas dimensões, a mais intrigante é a do tempo, que confunde a percepção do espectador. Paralelamente, seu forte caráter arquetípico nos projeta a uma dimensão quente e acolhedora, confrontando-nos com experiências pessoais. Plasticamente, a terra expõe a superfície mais fina e suscetível da pele. “Flores de Pedra” transbordam entre rachaduras, expondo a essência oxidada. Em outro plano, uma camada onírica projeta nas sombras memórias felizes. A tela como caixa, vela e desvela entre fendas nosso Ente original.



Explorada em múltiplos sentidos, a tela deixa de ser plana. A manufatura é executada em técnica mista, onde minérios e resinas oscilam entre tinta e matéria escultórea. A partir de uma profunda pesquisa de antropologia cultural, fitas são tramadas, escamas bordadas e rendas tecidas, revelando as cores e as texturas do motivo narrado.



Reverenciando a linguagem matérica presente em Anselm Kiefer e Nuno Ramos e a ausência dela em Armando Reverón, pesquiso a força da percepção, presente na interatividade de Lygia Clark. Dessa confluência, o que resulta são trabalhos recheados de histórias e conteúdo estético.





Claudia Dowek



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“Traçando a Linha das Almas”



Claudia Dowek esculpe telas que remetem a uma memória identitária compartilhada.



Tramando arquétipos a partir de elementos retirados da natureza,



pedras e terras viram pigmentos, escamas são bordadas, palhas tramadas, redes e rendas tecidas.



Os quadros narram histórias que parecem ter passado e deixado somente seu rastro.



Então é hora de acender a fogueira, afinar os tambores e dançar até "saravá a barra do dia".




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“Claudia Dowek experimenta as possibilidades da superfície de vários modos diferentes,

desde de rendilhados, asperezas e vazados para sugerir outras superfícies imaginárias e

misteriosas que estão aí postas para cada um de nós investigar, e talvez decifrar.”


Luiz Aquila



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Com obras que fixam o olhar e aguçam a curiosidade do observador, Claudia Dowek apresenta em sua nova série pinturas confeccionadas com pigmentos naturais (terras e pedras moídas), onde a rusticidade confronta a delicadeza de rendas, palhas e outros objetos garimpados em comunidades ribeirinhas, caiçaras e quilombolas.

Suas obras tem cor de terra, numa variada pigmentação. Com maestria a artista manipula o material, compondo suas pinturas cheias de relevos e veios, em sutil tridimensionalidade carregada de histórias.

Paulo Branquinho - Produtor de Arte
--
Claudia Dowek
claudiadowek.com



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A tragédia de Santa Maria.

 " E se o alvará estivesse regularizado, as pessoas deixariam de morrer?"
    Prefeito de Santa Maria

 
     A tragédia de Santa Maria é o resultado da impunidade crescente em nosso país. Uma casa notuna habilitada sem as mínimas condições de segurança para seus frequentadores. Uma única porta para entrada e saída e de tamanho diminuto com bloqueio em seus caminhos, extintores sem manutenção, material inflamável no isolamento, falta de preparo dos funcionários, excesso de lotação e alvará vencido. Fica a sensação de incompetência ou conivência das autoridades locais. Esses assumem o poder e sentem-se acima do bem e do mal. Nada mais fazem do que repoduzir o comportamento do governo central, dos ministros, governadores, prefeitos e significativa parcela do legislativo. Exemplo maior disso é a provavel eleição de Renan Calheiros para presidente do Senado Federal apoiado por uma significativa parcela dos senadores da maioria dos partidos. As acusações de improbidade com emissão de notas frias e de crime ambiental deveriam ser suficientes para sua cassação e nunca para reconduzí-lo a presidência.
   As mortes em Santa Maria são inaceitáveis, pois ocorreram por responsbilidade da Prefeitura, assim como a eleição de Renan é uma agressão à sociedade brasileira. Ambos os fatos caminham juntos e só com a moralização das instituições políticas será possível criar uma nação melhor.
   Está na hora da sociedade reagir.
    

Escritório de Arte inaugurado no Rio de Janeiro



Marepe







Marepe Marcos Reis Peixoto (1970-) Santo Antônio de Jesus, Bahia. Artista de projeção internacional graduou-se na em Artes Plásticas da Universidade da Bahia. Estudou Escola de Belas Artes em Salvador. Ganhou bolsa para aperfeiçoar-se na Alemanha. Os temas de Marepe estão vinculados à sua terra e à cultura afro brasileira. Ele usa com frequência objetos do dia a dia em suas instalações. Participou das Bienais de São Paulo, Sidnei, Instambul, Veneza e do Merco Sul. Fez exposições no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, PS1 Art, Centro George Pompidou e Tate Gallery. É representado pela Galeria Luisa Strina.



A Bica, 2011. Inhotim.



Cânone, 2006. Bienal de São Paulo.



Pai Nosso, 1985. Coleção particular.


Cabeça Acústica, 1966.



Mudança


Touxa 04




Embutido, 1985. Inhotim.








Art Now Vol. 3 _ Taschen, 2008.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Imagem Semanal Instrumentos Musicais



Os instrumentos musicais são representados com frequência na arte. Alguns museus tem coleção dos próprios instrumentos como objeto de arte.


Goto Teijo (1603-1673) Era filho de Keijo importante artista japonês, que criou a Goto School e por 500 anos produziu inúmeros instrumentos musicais. Koto. Metropolitan Museum of Art, Nova York



Giovanni Antonio Buffo  Importante fabricante de instrumentos musicais localizado em Veneza. Harpischord-Buffo, 1574. Victoria and Albert Museum, Londres.


Hans Memmlling (1430-1494) Nasceu na Alemanha e iniciou sua carreira em Colônia. Mudou-se para Bruges, onde estudou com Rogier van der Weyden. Permaneceu a sua vida nessa cidade, onde morreu. Algel's Musicians, 1480. O painel fez parte de um retábulo desaparecido. Vários anjos são representados com diferentes instrumentos musicais. A referência ao céu está nas nuvens em primeiro plano. Koninkly Museum, Antuérpia.



Jan Steen (1626-1679) Nasceu em Leiden e foi reconhecido artista associando perícia e humor. The Family Concert, 1666. The Art Institute, Chicago. É um exemplo da pintura de gênero, tão admirada pela população holandesa da época. Num ambiente doméstico a família se reúne para tocar seus instrumentos musicais.



Jean-Baptiste-Siméon Chardin (1699-1779). Foi discípulo de Coypel e um dos mais importantes pintores do Barroco. Continuou a tradição holandesa de retratar cenas domésticas. Pintou inúmeras naturezas mortas. Foi membro da Academia de Paris. Musical Instruments and  Basket of Fruits, 1732. Coleção particular. 


Otto Piltz (1846-1910) The Quintet, 1890. Victoria  and Albert Museum, Londres. O artista nasceu em Alested e radicou-se em Munique, onde morreu. Importante pintor de cenas de gênero envolvendo músicos.
 


Pier Paolo Calzolari (1943-) Nasceu em Bologna. Ligou-se ao movimento de Arte Povera italiano. Utiliza em suas obras materiais orgânicos associados a instrumentos tecnológicos. Une Flaute Dolce Per Farm Sonare.


 Rebecca Horn (1943-) Artista contemporânea alemã. Utiliza-se de performance, filmes, instalações, desenhos e fotografias. Em sua fase inicial discutiu a relação do corpo com o espaço por meio de instrumentos especialmente construídos para sua performance. Vive e trabalha em Berlim e Paris. Time Goes By, 1999. Instalação sonora. Coleção particular.

Maurizio Cattelan

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