quinta-feira, 3 de outubro de 2013

André Bauduin Perigo Correnteza





"Não tenham pressa em me compreender."
Chopin.

As câmeras digitais estimularam e facilitaram a prática da fotografia, tanto para os profissionais quanto para o público em geral, democratizando e popularizando um fazer artístico inesgotável. As redes sociais, paralelamente, ajudaram a divulgar inúmeros fotógrafos sensíveis e de qualidade. Foi assim que tive contato com as fotos de André Bauduin.
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Duas características compositivas logo me chamaram a atenção nas suas imagens. A primeira, a capacidade refinada na escolha dos planos, dos elementos e suas distribuições no espaço fotográfico. A segunda, as justaposições de várias fotos, formando conjuntos complexos, cujos ritmos ampliam as possibilidades visuais dos assuntos.

Identificado com ambientes externos urbanos, Bauduin recolhe fragmentos da paisagem, conduzindo-nos a recortes que normalmente não observamos devidamente, não damos a atenção necessária. Telhados, muros, calçadas, bandeiras, placas, pedras, árvores, mas também a paisagem aberta, a perspectiva ampla, onde nela a figura humana apresenta-se como elemento agregado, coadjuvante.

Autor prolífico, renova-se constantemente, contagiando-nos com seu olhar vívido sempre surpreendente. Exercita uma investigação plural do cotidiano sob a ótica plástica, dando seu parecer também como cidadão atento aos sinais e símbolos do seu entorno.

Por fim, caro André Bauduin, prefiro continuar assim, acompanhando e observando suas realizações, pois compreendê-lo seria cedo demais!

Ricardo Aprigio Fonseca
Artista plástico

"Perigo, Correnteza", políptico formado por 15 fotografias de 0,50 x 0,50 m, da série "Sinais Limite", classificada no Prêmio Pierre Verger 2013, será apresentado pela primeira vez.
 
 
André Bauduin vive e trabalha no Rio de Janeiro.
Você pode ver a entrevista do artista em http://conversaartes.blogspot.com.br

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