quarta-feira, 31 de julho de 2013
Conversando sobre Arte entrevistado Paulo Jorge Gonçalves
O artista participou da ARTIGO-2013 com trabalhos no Escritório de Arte Marcia Zoé Ramos e na FaceArte.
Quem é Paulo Jorge Gonçalves?
Como foi sua formação artística?
Que artistas influenciam seu pensamento?
Como você descreve sua obra?
É possível viver de arte no Brasil?
A qualidade do material brasileiro para gravura já apresenta
qualidade adequada?
O que você pensa sobre o preço das gravuras em nosso meio?
Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em
seu trabalho?
Você tem uma rotina de trabalho?
O que você pensa sobre os Salões de Arte? Alguma sugestão para
aprimorá-los?
Quais são seus planos para o futuro?
Quem é Paulo Jorge Gonçalves?
Sou carioca. Sou filho de pai militar e mãe artesã. Nasci em 10 de
abril de 1969, no Rio de Janeiro – onde sempre vivi. Tenho esta cidade como
marca influente em minha vida. Falo com orgulho. O Rio que, aqui, menciono não
é só o mundinho eleito pela mídia. É, também, os cantos e recantos que nós, os
verdadeiros cariocas, conhecemos e usufruímos com alegria; como por exemplo, a
riqueza da baixada fluminense, o charme do subúrbio carioca... Sou fruto destes
lugares, dos ônibus cheios de trabalhadores, dos operários que esquentam a cabeça
no sol de 40°graus, dos artesãos que embelezam a cidade... Sou filho do Rio. Carrego
o Jorge em meu nome como santo de devoção familiar e, também, como um símbolo
de minha “carioquice”. Estudei em uma escola
religiosa que exortava em nós o desejo de conhecer o universo do mundo das
artes (em particular, o desenho e a poesia). Esse período foi de suma
importância para o encaminhamento da minha vida profissional e acadêmica; por
isso, a opção pela Arte de Lecionar: a primeira graduação em Pedagogia e a
segunda, em Arte Educação.
Cresci cercado pelos apetrechos do trabalho (que admiro) de minha
mãe – os tecidos, as tintas, os papéis de todos os tipos, as tesouras... , enfim,
tudo o que um artesão usa no dia a dia e vivenciando a genialidade (que admiro)
de meu pai para a construção.
Meu brinquedo preferido na
infância eram as canetinhas coloridadas (canetas hidrográficas). Desenhava por
horas a fio, era a coisa que mais me entorpecia naquela época.
Como sempre fui morador do subúrbio carioca, cursos de arte
ficavam bastante distantes. Então, comecei a colecionar tudo que caía em minhas
mãos sobre o assunto. Tinha coleções que se compravam em fascículos nas bancas
de jornal. Aos 11 anos, eu poderia não saber muito sobre português e
matemática; entretanto, se me pedissem para falar sobre um determinado pintor como
Alfred Sisley ou
Jean-Auguste Dominique Ingles, eu recitava todo o histórico decorado das tais
coleções. Tinha também por hábito colecionar matérias da imprensa escrita que
guardava em pastas e ia lendo e relendo sempre. Ainda bem jovem, eu já lia de
forma fragmentada sobre arte contemporânea, as pesquisas da década, o que era
um conceito de arte. O fruto deste caleidoscópio de informação foi bem
interessante.
Somente na segunda fase da minha juventude, pude me distanciar e
ir ao encontro de cursos de arte propriamente dito. Mesmo assim as viagens eram
sacrificantes. Fui para o Parque Lage aprender pintura e tive cursos com João Magalhães,
Malu Fatorelli e José Maria Dias da Cruz. Para a graduação preferi cursar a
licenciatura a fim de unir as minhas duas paixões: a arte e a educação.
Uma imensa curiosidade me fez procurar gravura e no ateliê do SESC
Tijuca. Lá, pude ter uma troca bastante enriquecedora com Gian Shimada, que em
sua metodologia de ensino, presenteava-nos com a oportunidade de desenvolver um
trabalho a partir de nossas pesquisas.
Minha primeira influencia, foi minha mãe e suas mãos
primorosas.
A segunda, foi como mencionei, minha coleção de recortes de
jornais e revistas – estes me apresentaram um panteão de ideias e um mundo de
artistas a eleger.
A grande paixão inicial foi,
como para muitos, sem dúvida, Paul Klee. Aquelas obras me encantavam e encantam
até hoje.
Traçar uma única influencia é difícil, por se tratar de um país
tão plural como o Brasil e própria arte contemporânea.
Percebo que bebi e me embriago em diversas fontes; por exemplo, como
as experiências do neoconcretismo brasileiro, a arte minimalista, a pós-
minimalistas e tantas outras. Registro, também, aqui, o meu gosto pela pesquisa
da poética por traz de um trabalho. Eva Hesse, Sol Lewitt, Carl Andre, Robert Smithson, Robert Morris,
Richard Long, Richard Serra, Matt-Clark…
Uma particularidade que não posso negar, é que sendo arte-educador
eu fomento, incentivo, estímulo meus alunos; contudo, tenho a certeza de que
sou nutrido, sustentado por eles. Pois de forma inconsciente eles me trazem a
todo instante ideias, frases, pensamentos e atitudes que vão construindo e
fortalecendo minha memoria poética.
Trabalho com algumas mídias bem conhecidas: o desenho, a pintura, a
gravura e a fotografia. O interessante é que mesmo nestas vias, fujo um pouco do peso que
elas têm na historia da arte. As minhas gravuras (as minhas composições mais expostas ao público)
representam não como um gravador típico: matriz, cópias numeradas e ponto final,
mas atípico. A matriz é gênesis de um trabalho muito maior, possibilita espalhar
uma proposta. Cumprindo sua função prática, origina cópias. Cito como exemplo,
os meus trabalhos que denomino de ocupações. Eles são matrizes que originam
cópias e que são espalhados por um ambiente no processo site específico, pois o
objetivo maior e estar em todo o espaço “contaminar” e ocupar.
Muitas das minhas copias funcionam como peças de armar. Um jogo
lúdico. Faço peças para colar na rua, intervir na paisagem e criar diálogos com
o povo. Outas cópias não são para ser
expostas diretamente, uso para experiências, performances. O que resulta disso
são fotografias destas experiências: já congelei uma gravura, já dei forma a
elas para levar a rua, já carimbei partes do corpo.
Trabalho com contrastes, com o lugar da arte, com a arte fora e
dentro do espaço tradicional. Não sou de ter apenas um assunto, estou aberto a
experiências e a transgressões.
De certa forma posso afirmar que vivo de arte; afinal, sou,
também, arte-educador. Infelizmente, a parcela que trabalha com arte não é levada a sério por
nossos camaradas artista, e no dia a dia recebem uma atenção mínima dos que
lidam com educação.
Quanto à venda da produção, é uma questão de mercado e de quem privilegia uns em detrimento de outros.
Quanto à venda da produção, é uma questão de mercado e de quem privilegia uns em detrimento de outros.
Constato que muita gente boa esta fora de galerias; pois, em
muitos casos o que vale são acordos, como a maioria das situações brasileiras.
Tudo passa por uma palavra: Articulação. Ser mais ou menos articulado é o vai
determinar – e muito – o seu sucesso na vida profissional.
O Brasil tem sérios problemas em relação ao material. Iberê Camargo já, na década de 70, travou uma verdadeira guerra
com o governo; por afirmar que a indústria de materiais de arte brasileiros não
servia nem para estudo de iniciantes.
Não há como fazer uma comparação com os materiais importados que
por sinal têm preços absurdos para nós artistas/povo.
Em relação à gravura, os materiais do exterior são melhores, principalmente,
no caso dos papéis. Eu uso atualmente um papel produzido na Argentina. Por sinal em minha última viagem à Argentina, comprei goivas
maravilhosas que estou usando na maioria dos meus trabalhos. Mais um artista
nunca se limita a isso. Picasso dizia que se não tivesse material para realizar
seus trabalhos faria com suas fezes. Bispo do Rosário, um dos maiores artistas
do mundo, criou com restos e lixo.
O que você pensa sobre o preço das gravuras em nosso meio?
Não sou adepto deste povo que carrega o estandarte da gravura como
um dogma e ao mesmo tempo como uma bola e corrente. Adoro Faiga e seu trabalho, mas não concordo com aquele papo de
que gravura é musica de câmara e o próprio trabalho dessa dama da arte
brasileira era na verdade uma ópera completa.
Sabemos do histórico da gravura como reprodutora de imagens, desde
a idade média até a revolução modernista, quando essa técnica artística
torna-se uma mídia tão importante quanto à pintura e à escultura.
O artista que se dispõe a trabalhar com gravura na
contemporaneidade tem que ter em mente que a gravura é apenas um meio, um viés
de comunicação como qualquer outro, nem pior, nem melhor, nem superior ou
inferior. Um meio que atenda suas pesquisas e objetivos. Os “dogmas” e o descaso de galeristas e
colecionadores criaram o que chamo de preconceito e fetiche por esta arte.
Preconceito por classificá-la como arte menor, devido a sua
difícil conservação e de ser menos valorizada por não ser única.
Fetiche por ter uma questão de idolatria conturbada pela técnica e
o encanto artesanal envolvido E todo aquele papo de “cozinha da arte”
relacionado aos ateliês de gravura.
Juntos estas questões e o que temos é: Consequentemente o preço da
gravura sempre será bem inferior às outras artes (o desenho e aquarela também
pagam este débito).
Tudo isso leva a um ledo engano.
Podemos constatar que há livros manuscritos da idade média, que são obras
de arte feitas em papel.
Sei por leitura que em leilões sérios (internacionais) que uma boa
gravura de Picasso sai por preço bem mais elevado que um quadro em óleo de
qualidade menor dele. – é claro, que foi analisado o nível e a qualidade tendo
como base o próprio Picasso, deixando bem claro.
Como em muitas coisas em nossa terra falta estrutura e empreendimento. É sabido que tanto nos Estados Unidos da América do Norte como
na Europa a indicação da gráfica onde foi impressa a gravura e suas técnicas somam
um peso considerável ao trabalho (ajudando assim a determinar o preço).
Como referência, menciono a Gemini e a Tyler Graphics que oferecem
um recurso imenso aos artistas contemporâneos no desenvolvimento de seus
trabalhos. Artistas como Jonathan Borofsky, Robert Longo, Jennifer Bartlett,
Chuck Close e muitos outros que são pedras da contemporaneidade, puderam
produzir uma excelente obra gráfica e com preços significativos porque contam
com uma sofisticação e uma estrutura que nos faltam.
Uns dos estímulos, já mencionados, são os meus discentes, por
serem portadores de uma bagagem interminável de diálogo. Acredito que fazer arte e ser artista é ter um canal de energia,
que purgará as influências diversas a todo o instante. Cinema, teatro, dança musica, aspectos sociais, sexo, religião...
Tudo age como fator de influencia e estímulo.
As manifestações nas ruas tem feito com que eu vomite diversas
aquarelas e desenhos.
Trabalho com aglutinação repetida e me empolgo com a massa das
pessoas no metro, nas feiras, nas ruas. Mesmo não sendo figurativo o humano
está muito presente em minha obra.
Eu tenho uma rotina pesada e estressante de trabalho, mas minha
mente pensa em arte o tempo todo. Seleciono, julgo, elaboro, decido o que pode ou não ser
transformado pela fatura em objeto de arte. Dedico alguns dias da semana para esta fatura, mas claro que há
aqueles filhos que teimam em nascer na madrugada de insônia depois de um longo
e extenuante dia de trabalho. O que fazer? Criar e deixar o filho/obra vir ao
mundo.
Existem salões sérios e existem alguns “picaretas” – aqueles que
não oferecem ao artista participante qualquer patrocínio, como se fizessem um
grande favor em expor sua arte. Questiono, então, o valor de nosso trabalho. Pois, desde o profissional que irá trocar a
lâmpada quando, por ventura, se queimar ao curador do salão de arte, todos
receberão por seu trabalho; mas, quanto ao artista, ele terá apenas uma
etiqueta ao lado da obra que ele que produziu. Isto é um lado bem negativo do
nosso trabalho.
Outra questão que me intriga são os critérios de seleção.
Participei de uma palestra onde curadores de um determinado salão estavam se
propondo a “explicar” que tipo de trabalho os artistas deveriam produzir para
poder participar desse salão. Fica a pergunta: Devemos nos adequar aos salões
de arte? Ou eles estão ai para propagar nossas experiências?
Se arte é pesquisa, é estudo, é holística, é ao mesmo tempo
coletiva e individual, ocorre, nesse tipo de situação, o que já mencionei, muita
produção boa ficando fora das vistas do público. Alguns são selecionados
meramente por se articular ou se enquadrar na proposta que a bancada quer. O que
a curadoria anseia em mostrar.
Acredito que os salões deveriam buscar pesquisas sérias em arte e
não um molde do que se deve ou não estar fazendo. Respeitar os universos
poéticos de cada um. Estamos, hoje, voltando ao tempo da academia, quando o
artista devia seguir uma determinada norma. Gosto muito das coisas que fogem
aos modelos impostos.
Quero administrar e articular melhor o
meu trabalho, para assim participar com mais afinco das questões de venda, do
mercado, das mostras... Produzir cada vez mais que, sem dúvida, é o mais
gostoso nesta brincadeira toda. Jamais
parar de buscar esta inquietação e esta pesquisa de possibilidades, a
transgressão que tanto me encanta. Trocar constantemente com o publico e ter
estas respostas que alimentam a todos nós.
Ocupação I
Ocupação II
Oferenda, 2012.
Totem.
Sem título.
Sem título
Sem título.
Ascendente.
Coluna.
Curva.
Luste Editores Um Olhar sobe Elas Doris Bicudo.
Luste Editores lança o livro Um Olhar Sobre Elas, com concepção e texto de Doris Bicudo e imagens de doze fotógrafos contemporâneos, cujos trabalhos investigam, questionam e valorizam o universo feminino. André Schiliró, Daniel Aratangy, Debby Gram, Felipe Morozini, Guilherme Licurgo, Hanna Vadazs, Isabel Garcia, Mariana Maltoni, Mauricio Nahas, Paulo Bega, Thomas Baccaro e Vania Toledo expressam suas visões únicas sobre as mulheres de nosso tempo.
O livro apresenta uma discussão visual sobre a subjetividade feminina no momento presente, através dos múltiplos olhares dos fotógrafos convidados. Os trabalhos selecionados discorrem temas como: Mulher Mundo, Mulher Solidão, Mulher Movimento, Mulher Fragmento, entre outros.
‘Mulheres’ sempre foi tema recorrente em obras de toda a história da arte, geralmente retratando e difundindo determinados estereótipos femininos de determinados períodos. Do mesmo modo, hoje a mulher vive um momento único de transformações, possibilidades, e conquistas do que antes não lhe era permitido.
A arte contemporânea e a fotografia, como uma de suas expressões, atingem nos dias atuais, um grau de possibilidades altamente diversificado. Os fotógrafos que compõem esta edição, homens e mulheres, iniciantes e consagrados, exibem um conjunto que representa a singularidade e os caminhos visuais de cada um; a maneira e a forma como cada artista enxerga o universo feminino.
Isabel Garcia.
Felipe Morozini.
Debby Gram
Hanna Vadazs
Mariana Maltoni.
Blakeley McGuire.
Isabel Garcia.
Felipe Morozini.
Debby Gram
Hanna Vadazs
André Schiliro
Blakeley McGuire.
SERVIÇO
Evento: Lançamento do livro Um Olhar Sobre Elas
Autora: Doris Bicudo
Editora: Luste Editores - http://www.lusteditores.com.br/
Artistas: André Schiliró, Daniel Aratangy, Debby Gram, Felipe Morozini, Guilherme Licurgo, Hanna Vadazs, Isabel Garcia, Mariana Maltoni, Mauricio Nahas, Paulo Bega, Thomas Baccaro e Vania Toledo
Data: 8 de agosto de 2013, às 19h.
Local: Cartel 011
Endereço: Rua Artur de Azevedo, 517 - Pinheiros
LIVRO
Um Olhar Sobre Elas
Editora: Luste Editores
Patrocínio: Renner
Número de páginas: 160
Dimensão: 26,0 x 32,0 cm
Preço de venda: R$ 80,00
---
Zeca - Balady Comunicação
Tel.: 11-3814.3382
Marcadores:
Luste Editores Um Olhar sobe Elas Doris Bicudo
terça-feira, 30 de julho de 2013
Conversando sobre Arte entrevistado Guilherme Ginane
Quem é Guilherme Ginane?
Nasci
em 1980 no Méier, zona norte do Rio de Janeiro. Teria uma infância e
adolescência de um menino comum, não fosse uma crise de depressão que eu tive
por volta dos onze anos. Esse estado me fez conviver com questões diferentes do
normal entre crianças e adolescentes daquela idade. Durante minha educação não
tive nenhum contato formal com qualquer tipo de disciplina artística.
Somente quando
entrei na faculdade de Comunicação Social tive este contato. Disciplinas como
filosofia e história da arte me encantavam. Comecei a fazer constantes visitas
ao Museu do Inconsciente, no Engenho de Dentro, que ficava próximo à minha casa.
Me formei na universidade com especialização em Propaganda, e fui trabalhar em
agências como Diretor de Arte.
Como a Arte entrou em sua vida?
Essa
pergunta me lembra um vídeo que eu assisti no Youtube, onde o Rubem Fonseca,
durante uma palestra em Portugal, fala: “A maneira de criar um poeta é quando
ele for criança o deixar mais, e mais, e mais, e mais neurótico”. Nesse sentido, acredito que foi assim que a arte entrou
na minha vida. rs.
Como foi sua formação artística?
Minha
formação artística se deu de uma maneira bem peculiar. A opção pela pintura veio
através de um grande interesse pela literatura. Por um período tive uma imersão
nos clássicos literários. Machado era o meu preferido. Esse interesse, unido a
inteligência visual que eu vinha adquirindo no dia a dia como diretor de arte em
agências de propaganda, me fez procurar um curso de pintura no Parque Laje. A
partir daí as coisas foram se desenvolvendo. Mas foi quando eu me mudei pra São
Paulo, e tive contato com o curso do artista Paulo Pasta que meu trabalho de
pintura se solidificou e se profissionalizou.
Como você descreve sua obra?
Acredito que
essa resposta seja difícil até para artistas com muito tempo de estrada. Mas se
há uma coisa que eu posso afirmar é: uma espécie de autonomia que eu tento dar a
experiência da pintura.
Que meios utiliza para construí-la?
Os
métodos tradicionais da pintura. O que vou pintar está intimamente ligado a como
vou pintar. Por isso me sinto um artista de ateliê, onde a experiência da
pintura é fundamental. Tento não trazer, pelo menos de uma maneira consciente,
problemas intelectuais para esse espaço.
Que artistas influenciam seu pensamento?
Cézanne,
Picasso e Matisse estão sempre ao meu lado. Mas eu tenho fases. Por exemplo, no
momento o Manet é quem mais vejo. Mas Goeldi, Iberê, Sean Scully, Paulo Pasta,
são pintores dos quais eu sofro grandes influências. Outra coisa que me
influência muito é a literatura. Tenho quase um ritual, eu só começo a pintar
depois de ter lido algumas páginas de poemas, atualmente Drummond.
Além do estudo de arte, que outras influências entram em sua obra?
Caminhar na praia de Copacabana, onde eu moro. Inclusive, ultimamente, vem da praia muitos dos assuntos que me estão sendo sugeridos.
É possível viver de Arte no Brasil?
Seja
pro bem ou pro mal é uma realidade o crescimento do mercado. Acredito que, se
isso tem um lado positivo, é o fato de novos artistas já ganharem seu dinheiro e
conseguirem pagar suas contas. Mas em contraponto, também acho saudável o
artista tentar desvincular ao máximo sua poética de uma relação direta com o
mercado, o que é muito difícil, mas é o que eu tento fazer.
O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
Trabalhar muito.
Como você estuda, como se atualiza.
A
internet é um lugar onde estou sempre pesquisando e me atualizando. Também gosto
de frequentar livrarias atrás de livros de arte e filosofia. Além disso, quando
tem algum artista que vai me gerando mais interesse eu escrevo um ensaio crítico
sobre ele. É uma maneira de me aprofundar mais sobre sua obra.
O Brasil já produz material de boa de qualidade para pintura?
Infelizmente não.
Você foi o único artista do Rio selecionado para o SARP-2013, o que espera?
Quando vi a
lista dos selecionados também reparei esse detalhe. Mas essa questão regional
não tem muita relevância pra mim, afinal ainda hoje mantenho contato com o curso
do Paulo Pasta, que é em São Paulo. Espero que o SARP-2013 seja uma oportunidade
para o público ter, de forma expressiva, um panorama do que os artistas de
diferentes características estão produzindo.
Quais são seus planos futuros?
Continuar trabalhando sete dias por semana.
Óleo sobre tela, 2013. 170x100 cm.
Óleo sobre tela, 2013. 40x60 cm.
Óleo sobre tela, 2013. 100x190 cm.
Óleo sobre tela, 2013. 40x50 cm.
Óleo sobre tela, 2013. 100x170 cm.
Pastel, 2012. 21x28 cm.
Óleo sobre tela, 2012.120x90 cm.
Óleo sobre tela, 2012. 30x40 cm.
Óleo sobre tela, 2011. 40x60 cm.
Óleo sobre tela. 30x40 cm.
Marcadores:
Conversando sobre Arte entrevistado Guilherme Ginane,
RJ
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Rineke Djkstra
Rineke Dijkstra (1959-) Nasceu em Sittard, Holanda. Seu treinamento foi na Gerrit Rictueld Academy, Amsterdam. É fotógrafa produzindo trabalhos de grande tamanho, geralmente de modelos adolescentes ou jovens, remetendo à pintura holandesa do século XVII. Utiliza-se de séries diferentes criando grupos de fotografia sobre determinado tema: praia, soldado, toureiro e mãe com filho. Algumas vezes fotografa a mesma pessoa por meses ou anos como na série Almerisa. Participou das Bienais de Veneza e São Paulo. Em 2012, retrospectiva no Guggenheim Museum, Nova York. Recebeu vários prêmios, entre eles: Kodak Award Nederland (1987), the Art Encouragement Award Amstelveen (1993), the Werners Mantz Award (1994), the Citibank Private Bank Photography Prize (1998), and the Macallan Royal Photography Prize (2012). Vive e trabalha em Amsterdam. É representada pela Marian Goodman Gallery. Foto de Koos Breukel.
Série Praia.
Série Soldado
Olivier
Série Toureiro
Série Mãe e filho:
Tecla Amsterdam.
Série Almerisa.
Almerisa Asylum Center, 1994.
Almerisa Worner, 1998.
Almerisa Leidschendan, 2002
Almerisa Zoetermee, 2008.
domingo, 28 de julho de 2013
Imagem Semanal Moisés
Moisés teria sido adotado pela filha do faraó, que o encontrou enquanto se banhava no rio Nilo e o educou na corte como o príncipe do Egito. Aos 40 anos, após ter matado um feitor egípcio partiu para exílio, a fim de escapar à pena de morte. Fixou-se na região montanhosa de Midiã. Casou-se com Zípora e com ela teve dois filhos, Gérsonn e Eliézer. Quarenta anos depois é escolhido pelo Deus de Abraão para libertar Israel.
Ele conduziu o povo de Israel a Canaã, a Terra Prometida a Abraão. No início da jornada, encurralados pelo Faraó, ocorreu a divisão das águas do Mar Vermelho, para que o povo, por terra seca, fugisse dos egípcios. No Monte de Horebe, na Península do Sinai, Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos do Deus de Abraão. As tábuas eram guardadas na Arca do Concerto. Em seguida, os israelitas vaguearam pelo deserto durante 40 anos até chegarem a Canaã. Moisés teria morrido aos 120 anos.
Lorenzo Monaco (1370-1425) Moses, 1408-1410. Metropolitan Museum of Art, Nova York
Lorenzo Ghiberti () Gates of Paradise, Moses Panel, 1425. Batistery, Florença.
Michelangelo Buonarroti (1475-1564) Moses, 1513-1515. San Pietro e Vincoli, Roma.
Master of Dintiville Allegory (século XVI) Moses ana Aaron before Faraoh: An Allegory of Dinteville Family, 1537. Metropolitan Museum of Art, Nova York.
José de Ribera (1591-1652) Moses, 1638. Museo Nazionale di San Martino, Nápoles.
Sebastien Bourdon (1618-1671) Moses and the Burning Bush,1642-1645.
Philippe de Champaigne (1602-1674) Moses and the Ten Commandments, 1648. The Hemitage Museum, São Petesburgo.
Rembrandt (1606-1669) Moses with the Ten Commandments, 1659. Gemäldegallery.
Lawrance Alma-Tadema (1836-1912) The Finding of Moses, 1904. Coleção particular.
Marc Chagall (1887-1975) Moses Breaks the Tablets, 1930.
Frida Kahlo (1907-1954) Moses, 1945.
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