quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Feliz Aniversário Nelson Leiner.





 
Associo-me as manifestações de alegria pelo aniversário do artista Nelson Leirner. 55 anos de carreira produtiva com uma produção gigantesca e inovadora. Como professor formou inumeras gerações. Caro Mestre e querido amigo vida longa e feliz.



 Nelson Leirner (1932-)    Nelson Leirner possui uma obra marcadamente política, na qual os traços de humor e corrosão crítica caminham juntos. Uma visualidade pop permeia todo o caminho contestador da obra de Nelson Leirner. Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952, onde estuda engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. De volta ao Brasil, estuda pintura com Joan Ponç (1927 – 1984) em 1956. Freqüenta por curto período o Atelier-Abstração, de Flexor (1907 – 1971), em 1958. Em 1966, funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee (1931), Geraldo de Barros (1923 – 1998), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945). Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do grupo, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público. No mesmo ano, envia ao 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado e questiona publicamente, pelo Jornal da Tarde, os critérios que levam o júri a aceitar a obra. Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi. É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra, em 1971. Nos anos 1970, cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA o prêmio melhor proposta do ano. Em 1975 a APCA encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox, por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas. Texto Galeria Silvia Cintra.
Participou das Bienais de São Paulo, Tóquio e Veneza. Ganhou o Prêmio J Walker e o Prêmio Bravo, 2012. Foi professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2012, retrospectiva no SESC, SP comemorativa dos seus 80 anos. Em 2012, exposição individual na Galeria Silva Cintra+Box 4. Suas obras estão nos grandes museus e nas melhores coleções do mundo. O artista vive e trabalha no Rio de Janeiro e é representado pela Galeria Silvia Cintra + Box 4.



Que Horas São Dona Cândida, 1965. Coleção particular.



Cadeira e tronco. Série Matéria e Forma, 1966.


 
O Porco. Série Matéria e Forma, 1966. Pinacoteca do Estado de São Paulo.


 

 
Adoração, 1966

 

  Homenagem a Fontana. 1967. Apresentado na Bienal de Tóquio. 

Esporte é Cultura,1975. 22 uniformes de tamanho exagerado. Foto Marcos Ribas. Blog Cesar Giobbi.


 
 
 
Romaria, 1999. Coleção particular 
 
Era uma Vez.... 2006. Galeria Silvia Cintra+Box 4.
 
 
Sinfonia Hilariante, 2007.
 
 
 

Jornal do Não Artista, 2007. Coleção do artista.

 


Branca de Neve e os Anões, 2008.
 
 
 
 Vestidas de Branco, 2008. Instalação Museu da Vale, Vila Velha.











Paca Voa, 2009. Bienal de São Paulo. Foto Odir.


  


Detalhe da instalação Hobby Um, Nenhum, Cem Mil, 2011.
 
 
 
 Exposição na FIESP, SP, 2011.
 


 Cem Monas. 2012. Exposição na Galeria Silvia Cintra+Box4, RJ.
 
 
 
O Grande Baile, 2012. Miami Art Basel. Galeria Silvia Cintra + Box4;
 

Rex Time e Grupo Rex Foto Fernanda Lopes. Bienal de São Paulo, 2010 e livro de Fernanda Lopes.



Simultaneamente, foi lançado o documentário sobre o artista Assim é, Se Lhe Parece dirigido por Carla Galo.




 

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Maurizio Cattelan

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