quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Conversando sobre Arte entrevistado João Maciel



João Maciel vive  e trabalha em Belo Horizonte. É representado pela Galeria Belizário.

Quem é João Maciel?
Nasci em Belo Horizonte, Minas Gerais no dia 14 de Abril de 1980, à tarde, sou áries com ascendente em virgem, também sou macaco de metal e guerreiro lunar. Família paterna mineira, avô de pele e olhos claros, avó cabocla. Família materna do nordeste, avô do Ceará e avó da Paraíba. Conheci apenas minha bisavó paterna, mãe de meu avô. Sei que minha bisavó materna mãe de meu outro avô, era nativa da terra, “pega no laço”.  Meu pai é de Belo Horizonte e minha mãe de Triunfo, Pernambuco, meu irmão um ano mais novo a alguns anos vive em Montevideo.

Como a arte entrou em sua vida?
Minhas memórias mais antigas são do jardim de infância, sempre gostava de explorar os materiais e de usa-los das mais variadas formas possíveis, colorir, cortar, encenar, imaginar, conhecer, simular  e reformular o mundo e suas coisas, entendo que foi a  partir destes exercícios de educação que comecei nas artes.
Como foi sua formação artística?
Prestei meu primeiro vestibular em 1996, em diferentes escolas, na época tentei o curso de artes na UFMG, fui reprovado, no ano seguinte 1997 tentei psicologia na UFMG e artes na UEMG, como não passei da segunda etapa no vestibular para psicologia mas fui aprovado na Escola Guignard – UEMG, comecei  estudos ai. Até então nunca tinha ouvido falar de Guignard e de sua relevância para a arte em Minas e no Brasil. Minha formação em bacharelado é de 2001 e a pós-graduação  na mesma escola Guignard 2004.

Como você descreve sua obra?
Coisa torta, magia + biologia + tecnologia.  Trabalho nos meios e  com mídias que se fizerem necessários dependendo do desenvolvimento de cada trabalho. Tenho a maioria de meus trabalhos em desenho e pintura, depois escultura, vídeo,  ações. Meus assuntos? Vários, aqueles que estão entre os simples e transcendentais?

 Que artistas influenciam seu pensamento?
Os artistas que influenciam meu pensamento variam de tempos em tempos, não sei sé há referencias que servem para todos os projetos. Posso citar alguns nomes que  estão comigo por décadas, por meses ou por dias, Jigoro Kano, Jean-Michel Basquiat, Hundertwasser, Arthur Bispo do Rosário, Isaac Asimov, Aldous Huxley, James Cameron, Moebius, Bob Marley, Hélio Oiticia, Ligia Clark, Yayoi Kusama,  Milo Manara, Technotronic, Krishna, Finn e Jake, Olodum, Ilê Aiyê,  etc... muitas vezes não busco saber a autoria de determinados trabalhos.
O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
 Tem de todo os formatos, antes enviava para qualquer um, hoje escolho os que  oferecem alguma premiação ou contrapartida econômica que valha o esforço, ou então um salão cujo conjunto a ser montado e a seriedade da curadoria funcione de forma a orientar as pessoas a levar a mostra a sério. Mesmo assim tudo é muito relativo, já deixei de enviar propostas por consecutivamente ser desconsiderado nas seleções, as vezes as coisas parecem um jogo de cartas marcadas, enfim penso que os salões são não sei o que, mas quando se participa de algum parece ser algo sempre bom, pois o trabalho circula.

Você é representado pela Galeria Belizário, Belo Horizonte, o que isso significou em sua carreira?
É a galeria com a qual trabalho aqui em Minas, acho excelente ter a possibilidade de  participar de um espaço que mostra e comercializa meu trabalho, embora certos trabalhos e projetos não possam ser ainda desenvolvidos neste ambiente justamente por que a principio não seriam vendáveis ou cujas dimensões extrapolariam a estrutura do prédio, mas  acredito que com a inauguração do novo espaço, novas perspectivas para o trabalho surgirão.
Que comentários você faz sobre o mercado de arte em Belo Horizonte?
Primário.

É possível viver de arte no Brasil?
Para alguns é.
Como você avalia sua participação na ARTIGO?
Meu trabalho foi mostrado e vendido. Queria ter vendido mais, já que o objetivo da feira era este.  Espaço para mostrar tive, fui presente.
Qual a importância da Residência Artística?
De acordo com as experiências que tive , valeram por eu  ter tido a liberdade e a possibilidade de desenvolver e apresentar o que se faço sem necessitar estar sobre a pressão do mercado.  Tempo de testar, de por em prática. De amadurecer. Tempo de combate.

 

 
Quais são seus planos para o futuro
Mostrar de forma individual ou coletiva os trabalhos em Belo Horizonte e fora. Em Belo Horizonte, há uma data em abril na inauguração da nova sede da galeria Orlando Lemos (Belizário) e em São Paulo uma residência na PHOSOPHORUS para Fevereiro e Março, em Março ou Abril uma coletiva em Portugal. Mais algumas coisas por vir mas não é hora de dizer e muitas, espero muitas outras a conquistar.


 
Atelier Aberto-Escultura02-sin titulo-90x25x18cm-base-40x20x30cm2011
 

 
Atelier Aberto-Instalacion-260x600x230cm-2011
 

 
Atelier Aberto-Obra sin titulo-acrilico latex y guache sobre-137x295cm-2011.jpg (1)
 

 
 
Caderno Marratanga 2011, 60 paginas.

 
 
Escultura, 2013, 22 x 13 x 11 cm, sem titulo 
 

 
Máscara1.0 08, serie Mascaras, 2012, 30 x 20 cm, pintura sobre papel.
 
 

 
Pindorama 01, serie Pindorama, 2011, 30 x 30 cm, tecnica mista.
 

 
 Pintura acrílica, spray e latex sobre tecido, sem titulo, 150 x 100 cm, 2011.
 



Sem titulo, 60 x 40 cm, 2010, pintura acrilica e guache sobre madeira.







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Maurizio Cattelan

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