terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conversando sobre Arte entrevista com a artista Claudia Dowek





Quem é Claudia Dowek?

Sou artista visual, carioca, uma ariana de 38 anos. Sou formada em Design Gráfico, estudei também moda no Senac e fiz pós em “Arte e Filosofia” na PUC-RJ, além disso possuo uma ampla formação em artes visuais, embasada por diversos cursos práticos e teóricos. Arte sempre foi o principal interesse da minha vida e para onde a minha energia me levou. Em busca de uma maior compreensão desse universo, trabalhei numa galeria e posteriormente no Museu Nacional de Belas Artes, onde aprendi muito como assistente do então atual Curador Xico Chaves. Atualmente trabalho no meu atelier, no Horto (RJ), onde embasada em muitas pesquisas e colocando a mão na massa, desenvolvo meu trabalho.


Quando você começou a se interessar pela arte?

Na minha mais antiga lembrança de infância, estou empunhando um pincel e pintando naqueles caderninhos de colorir. É como se o ato de pintar fizesse parte da minha vida e da minha alma. Apesar de hoje meu trabalho estar se misturando ao 3D e a multimídia, sempre me auto-intitulei pintora. O interesse pela arte em si, fluiu paralelamente ao interesse em fazer arte.

Qual foi sua formação artistica?

Estudei teoria e prática artísticas com diversos professores. Considero uma ampla formação, tanto no conhecimento da história, filosofia e conceito quanto na manufatura, fundamentais. Isso me permitiu, a partir de diversas experimentações, ir de encontro a minha linguagem!


Que artista influenciaram seu pensamento?

Na minha compreensão, todo o referencial de uma vida, estudando e admirando a obra de diversos artistas influenciaram meu pensamento. Posso somente citar alguns que têm me interessado nos últimos anos, como a linguagem matérica, presente em Anselm Kiefer e Nuno Ramos e a ausência dela em Armando Reverón, desconstruindo a imagem.
A Anarquia de Arman e a poesia nas sombras ampliadas, projetadas por velas, de Christian Boltanski, sem esquecer logicamente seu intuito político. A crueza de Artur Zmijewski nas suas denuncias. Um incrível pintor chinês chamado Liu Ya Ming e as esculturas esboçadas de Thomas Houseago, entre tantos outros.
Além disso, sou tremendamente influenciada pela riqueza estética da cultura popular. Suas danças e músicas, artesania e rendas completam a minha pesquisa.


Como você descreve seu trabalho?

Comecei a desenvolver minha atual linguagem a partir de minérios garimpados na região de Itabirito, material que havia recolhido em uma viagem feita muitos anos antes. Outros materiais foram se juntando a pesquisa, alguns encontrados em andanças, alguns sugeridos e outros que chegavam a mim em forma de presentes. Tudo isso mesclado a um crescente interesse em antropologia e regionalismo.
Os trabalhos são construídos como uma assemblage de matérias e superfícies. Rendas, conchas e fibras tem o intuito de traçar a estética de comunidades tradicionais, além de suas manifestações culturais. Resultando em telas de forte caráter arquetípico e impregnadas pela estética do conflito. Nelas o universo rural se mescla ao urbano e a delicadeza da renda confronta a aspereza da terra. Dentre suas múltiplas dimensões, a mais intrigante é a do tempo, que confunde a percepção do espectador
Com o desenvolvimento da linguagem, a preocupação narrativa foi diminuindo e a política, que já existia, florescendo, a partir de considerações sobre o pouco valor dado as nossas origens culturais e, sobretudo aos que a perpetuam.
Atualmente o trabalho está ganhando cada vez mais tridimensionalidade e a entrada de outras mídias.
Tenho três individuais marcadas para 2013. Em outubro, no Centro Cultural da Justiça Federal do Rio de Janeiro, pretendo apresentar uma instalação composta por uma série de objetos e um vídeo, além de algumas telas.

É possível viver só de arte no Brasil?

Se estivermos falando de viver de arte a partir da venda de trabalhos e encomenda de projetos, sem dar aulas ou realizar outro ofício paralelo, isso é para poucos! O que facilita um pouco é o mercado internacional. Mas tudo isso vem mudando muito nos últimos anos, talvez por ser o Brasil a “bola da vez”, a nossa cultura está sendo olhada de outra forma, inclusive pelos próprios brasileiros. Vamos ver...


O que você estuda? Como você se atualiza?

Estudo assuntos diversos, que permitam acrescentar ao meu trabalho e ao meu crescimento pessoal. Afinal compreendo que a maturidade da expressão depende da minha integridade como um todo.
Além disso, realizo viagens em busca do conteúdo que irão preencher as lacunas da minha obra, como alguns materiais e pesquisas das manifestações culturais e do cotidiano dentro das comunidades tradicionais.


Qual sua opinião sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Considero a avaliação de um “Salão” ou “Edital” um pouco confusa. Afinal, como realmente avaliar o trabalho de um artista sem conhecer seu histórico? Além disso, mais do que seguir uma linha, alguns são tremendamente tendenciosos.


O que é necessário para se tornar um ícone em artes plásticas?
Estou tentando descobrir rsrsrs... O caminho que busco seguir é o de galgar cada degrau, sem atropelar nenhuma etapa do processo.


Que dificuldades encontra um jovem artista para ser representado por uma galeria?

O artista precisa despertar o interesse, além de merecer a confiança de um galerista que decida investir no seu trabalho. Existe muita concorrência e muitas vezes é necessária uma indicação, para que seu trabalho ao menos seja olhado.


Quais são seus planos para o futuro próximo e distante?

Acho que gostaria de expor na China, em Berlim. De imediato, gostaria de entrar no mercado de São Paulo. Fui selecionada em diversos editais de exposição pelo país, mas não lá!
Além disso, espero vir a trabalhar com um galerista Londrino que vem me acompanhando. Ele me traçou muitos elogios, mas só trabalha com artistas com currículos bem maiores que o meu, então estou me esforçando para chegar lá!


Como você aproveita o seu tempo livre?

Adoro atividades ao ar livre como caminhar, ir a praia, cachoeiras. Outra coisa que me deixa muito feliz é viajar. Entrar no carro, pegar a estrada e ver a paisagem e as pessoas mudando é mágico!
Como não poderia deixar de ser, também gosto muito das atividades culturais, exposições, um bom filme, boa música...
Mas, no momento tenho dedicado muito do meu tempo livre ao Gustav Klimt que ganhei de Natal. Um lindo filhotinho de Border Collie. Em vez de “O Beijo”, ganhei muitas lambidas!



Interview given to the art website


 

 

 

Who is Claudia Dowek?

 

I’m a visual artist, born and raised in Rio de Janeiro, 38 years old (born in 1974 under the sign of Aries). I have a BA in Graphic Design, I also studied fashion at Senac and did a graduate degree in “Art and Philosophy” at PUC-RJ, I’ve also done a lot of other visual-arts courses, with emphasis on practice and theory. Art has always been the main interest in my life and the place where my energy has taken me. In trying to get a greater understanding of this universe, I worked for a gallery and afterwards for the Museu Nacional de Belas Artes, where I was able to gain knowledge from having worked as an assistant to the current curator, Xico Chaves. Nowadays I have my own atelier, in the Horto neighborhood (RJ), where by doing lots of research and with my sleeves always rolled up, I carry out my work.

 

When did you start getting interest in doing art?

In my earliest childhood memories, I was brandishing a paintbrush and painting one of those coloring books. It was as if painting had become part of my life and soul. Even though nowadays my work is incorporating 3D and multimedia resources, I’ve always called myself a painter. My interest in art itself has always flowed parallel to my interest in producing art.

 

What kind of fine-arts education did you get?

I studied art and art theory with a variety of teachers. For me a general education, whether in History, Philosophy and concept or manufacturing is fundamental. This is what has made it possible for me, after a number of experimentations, to find my own language!


Which artists influenced your way of thinking?

As I see it, my references in life, the work of a number of artists whom I’ve studied and admire, have influenced my way of thinking. I will only quote a few who have interested me in the last few years, as a material language, present in the work of Anselm Kiefer and Nuno Ramos and the absence of such a language in Armando Reverón, deconstructing image.

 Also important are Arman’s Anarchy and the poetry in expanded shadows, as projected by candles, by Christian Boltanski, naturally, without forgetting his political designs in this work. There’s also the rawness of Artur Zmijewski in his denouncements. And finally an incredible Chinese painter called Liu Ya Ming and the sculptures sketched by Thomas Houseago, among so many others.

Besides these artists, I have been enormously influenced by the aesthetic wealth present in traditional folk cultures. Folk dance and music, arts and crafts and embroidery have completed my research.

 

How would you describe your work?

I started developing my current language from mineworkers mining in the Itabirito region, using material that I had collected in a trip many years before. Other materials were incorporated into the research, some of which were found during wanderings, some suggested and others that fell into my hands as presents. All of this blended with a growing interest in Anthropology and regionalism.

This work may be considered as an assemblage of materials and surfaces. Embroidery, shells and fibers aim at sketching an aesthetics of traditional communities, besides their diverse cultural manifestations, the result of which are canvasses with a strong archetypical character and impregnated with the aesthetics of conflict. On these screens, the rural universe mixes into the urban universe and the delicacy of the embroidery confronts the roughness of the earth. Within its multiple dimensions, the most intriguing is time, which confuses the viewer’s perception.

As this language developed, concerns about narrative decreased and a politics, that already existed, flourished from considerations about how little value is given to our cultural origins and especially to perpetuating them.

This work is currently becoming more and more three-dimensional and also taking on other media.

I have three individual shows scheduled in 2013. In October, in the Centro Cultural da Justiça Federal in Rio de Janeiro, I would like to present an installation made up of a series of objects and a video, besides canvasses.

 

Is it possible to make a living off of art in Brazil?

If this means making a living off of art by selling work and getting proposals for projects, without giving classes or doing something else, few can make it! The international market can make things a little bit easier. Yet all of this has been changing in the last few years, perhaps because Brazil has become the up-and-coming art market of the moment; our cultural scenario is being seen in a new light, including by Brazilians themselves. Let’s see what happens...

 

What are you studying now? How do you keep updated?

I study a lot of different subjects which helps me add my own personal growth to my artwork. Basically for me, maturity means understanding that expression depends on my own personal integrity as a whole.

Besides this, I travel in search of contents that will fill the blanks in my work, such as materials and research on cultural manifestations and daily life within traditional communities.

 

How do you feel about private funding? How would you suggest improving it?

I feel that “gallery fund” and “public grant” evaluations are kind of confusing. After all, how can you evaluate an artist’s work without having any sort of familiarity with his or her career? In any case, more than merely following one single trend, they are just very biased.

 

What does it take to become an icon in the art world?

That’s what I’m trying to figure out (laughter)... I trying to take it step by step without skipping any of the phases of the process.

 

What are a young artist’s difficulties in getting private representation?

An artist needs to raise interest, besides merely deserving a gallery owner’s confidence since this person has decided to invest in the artist’s work. There’s a lot of competition and often getting a recommendation from someone is necessary just so artists can get their work evaluated.

 

What are your short and long-term plans? Tell us more about your plans for the Biannual, the international market, etc...

I would like to do a show in China, in Berlin. Right now I would like to enter the Sao Paulo market. I was selected for a number of public grants throughout the country, but not there!

Besides these dreams I also hope to produce work for a London gallery owner who has been following my career. He has greatly praised my work, but he only takes on artists whose resumes are much bulkier than mine, so I’m making quite an effort to beef up my resume!

 

What do you do with your free time?

I love outdoor activities such as taking walks, going to the beach, waterfalls. Travelling also makes me very happy. Hopping into the car, getting onto the highway, and looking at people and scenery changing as I pass by is magical!

Obviously, I also really enjoy cultural activities, art shows; cinema, good music...

Nowadays, however, I’ve been spending a lot of my free time with Gustav Klimt, a lovely little Border collie pup; my Christmas present. Instead of “The Kiss” I got a lot of licks!





Fotógrafos:

Ciclos - Marco Rodrigues

Todas as outras - Leonardo Viana
 
 
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Claudia Dowek
claudiadowek.com


 



Adobe . técnica mista (pigmento bruto, resina e taboa) . 100x170cm . 2009


 
Airequecê . técnica mista (pigmento bruto, especularita, renda frivolitê e resina) . 94x180cm . 2012

 
Pituna . técnica mista (pigmento bruto, rendas variadas, fio de cobre e resina) . 80x120cm . 2012
 

 
Prelúdio . técnica mista (pigmento bruto, renda frivolitê e resina) . 80x160cm (díptico) . 2009
 

 
Ciclos . Instalação . técnica mista (pigmento bruto, especularita, brita, resina e acrílico) . 160x160cm . 2010


Obs.: Instalação feita na Chacara do Céu em 2010.



 Elemento Trágico II . Objeto . técnica mista (pigmento bruto, água oxigenada, vidro e resina) . 53x38cm . 2012








Elemento Trágico . Objeto . técnica mista (santo de gesso, base em madeira, tinta dourada, pigmento bruto e resina) . 2012



Claudia Dowek . Currículo


Claudia Dowek, carioca, 1974; Pós-Graduada em Arte e Filosofia pela PUC-RJ e Graduada em Design Gráfico pela Faculdade da Cidade. Seu interesse em artes a levou ainda jovem a trabalhar numa Galeria de Arte e posteriormente no Museu Nacional de Belas Artes, RJ, como assistente do então atual Curador Xico Chaves, onde se envolveu principalmente com pesquisas referentes à cultura indígena.



Ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1987, estudando pintura com o professor Fernando Lopes e seguindo a trajetória com a orientação de Carli Portela. Entre diversos cursos práticos e teóricos ao longo dos anos, estudou “Modelo Vivo” com Gianguido Bonfanti, “Pintura” com Luiz Ernesto, “Da Observação a Expressão” com Orlando Mollica (1998/2001), “Materiais” com Katie van Scherpenberg (2000), “Conceito” com Ricardo Basbaum e “Ateliê” com Franz Manata. Frequentou também cursos em ateliers particulares de diferentes artistas, como o de desenho com Bandeira de Melo e workshops com os professores Richard Wilde e Jack Endewelt da New York School of Visual Arts.



Trabalha em seu atelier, no bairro do Horto, zona sul do Rio de Janeiro, onde divide seu dia a dia entre a experimentação dos materiais utilizados em suas obras, e pesquisas teóricas e visuais. Em seu trabalho atual, vem se utilizando de pigmentos naturais extraídos dos barrancos de Minas Gerais, misturados a resinas, palhas e rendas garimpadas, dando às suas pinturas, texturas, cores e tridimensionalidade. Inspiradas numa profunda pesquisa das raízes culturais, as telas espelham manifestações originarias nas comunidades quilombolas, caiçaras e ribeirinhas, estudadas e visitadas pela artista.



Próximas exposições individuais, em 2013: Maio - Espaço Cultural 508 Sul (Brasília). Junho – MAG (Goiânia). Outubro – CCJF (Rio de Janeiro).



Entre suas principais exposições:



Individuais - 2011 - Galeria Colorida (Lisboa), 1999 - Solar Grandjean de Montigny (RJ), 1998 - Casa de Cultura Estácio de Sá (RJ)



Coletivas: 2012 – ELEMENTA 5 (Centro Cultural Correios), Trânsito Caótico (Maria Teresa Vieira), Lá Vai a Noiva (CEDIM E SESC Nova Iguaçu), 2011 - Salve São Jorge - CAZA (RJ), 2011 - Cor de Rosa Choque (Zona Oculta) - CEDIM (RJ), 2010 - Participou como artista convidada da exposição da fotografa Cristina Oldemburg - Chácara do Céu (RJ), 2010 - Imaginário Periférico – Projeto Mola (Circo Voador) (RJ), 2008 - Museu do Retrato (Recife, PE), 2004 - Poematrix - Dama de Ferro (RJ), 2004 - Vestível - Imaginário Periférico (Friburgo, RJ), 2003 - Banheiro de Portas Abertas - Dama de Ferro (RJ), 2001 - Xavenas (Lisboa, Portugal), 2001 - Linguagem - Espaço Cultural Antônio Bernardo (RJ), 2001 - Salão da Primavera (Resende, RJ), 2000/2001 - Jardinvenção I, II e III - Evento no Jardim de Alah (RJ), 1998/2001 - Univercidarte - Estácio de Sá (RJ).

Claudia Dowek tem quadros em coleções particulares no Brasil e no exterior.



. Nome Completo: Claudia Chonchol Dowek



. Nome Artístico: Claudia Dowek



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Textos:

Sobre a série “Nação Jongo”





Mesclando o universo rural ao urbano e a delicadeza da renda à aspereza da terra, tramo telas banhadas pela poética do conflito. Dentre suas múltiplas dimensões, a mais intrigante é a do tempo, que confunde a percepção do espectador. Paralelamente, seu forte caráter arquetípico nos projeta a uma dimensão quente e acolhedora, confrontando-nos com experiências pessoais. Plasticamente, a terra expõe a superfície mais fina e suscetível da pele. “Flores de Pedra” transbordam entre rachaduras, expondo a essência oxidada. Em outro plano, uma camada onírica projeta nas sombras memórias felizes. A tela como caixa, vela e desvela entre fendas nosso Ente original.



Explorada em múltiplos sentidos, a tela deixa de ser plana. A manufatura é executada em técnica mista, onde minérios e resinas oscilam entre tinta e matéria escultórea. A partir de uma profunda pesquisa de antropologia cultural, fitas são tramadas, escamas bordadas e rendas tecidas, revelando as cores e as texturas do motivo narrado.



Reverenciando a linguagem matérica presente em Anselm Kiefer e Nuno Ramos e a ausência dela em Armando Reverón, pesquiso a força da percepção, presente na interatividade de Lygia Clark. Dessa confluência, o que resulta são trabalhos recheados de histórias e conteúdo estético.





Claudia Dowek



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“Traçando a Linha das Almas”



Claudia Dowek esculpe telas que remetem a uma memória identitária compartilhada.



Tramando arquétipos a partir de elementos retirados da natureza,



pedras e terras viram pigmentos, escamas são bordadas, palhas tramadas, redes e rendas tecidas.



Os quadros narram histórias que parecem ter passado e deixado somente seu rastro.



Então é hora de acender a fogueira, afinar os tambores e dançar até "saravá a barra do dia".




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“Claudia Dowek experimenta as possibilidades da superfície de vários modos diferentes,

desde de rendilhados, asperezas e vazados para sugerir outras superfícies imaginárias e

misteriosas que estão aí postas para cada um de nós investigar, e talvez decifrar.”


Luiz Aquila



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Com obras que fixam o olhar e aguçam a curiosidade do observador, Claudia Dowek apresenta em sua nova série pinturas confeccionadas com pigmentos naturais (terras e pedras moídas), onde a rusticidade confronta a delicadeza de rendas, palhas e outros objetos garimpados em comunidades ribeirinhas, caiçaras e quilombolas.

Suas obras tem cor de terra, numa variada pigmentação. Com maestria a artista manipula o material, compondo suas pinturas cheias de relevos e veios, em sutil tridimensionalidade carregada de histórias.

Paulo Branquinho - Produtor de Arte
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Claudia Dowek
claudiadowek.com



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Maurizio Cattelan

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