sábado, 30 de junho de 2012

Imagem Semanal Casapueblo. Carlos Vilaró



"Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos Bobos
Número zero"

Vinicius de Morais









Carlos Vilaró




Carlos Vilaró (1923-) Nasceu em Montividéu. Pintor, escultor, muralista, ceramista, arquiteto e compositor uruguaio. Aprendeu desenho e foi para Buenos Aires trabalhar em artes gráficas. Ao retornar, interessou-se pela cultura afro-uruguai dedicando-se ao seu estudos e de numerosas músicas sobre o candomblé e comparsa afro-oriental. Dedicou-se a pintura, passando por vários estilos, tendo influência do Cubismo. Sua maior obra é a Casapueblo, construída por ele e conhecida como escultura viva por sua constante ampliação. Vinícus de Moraes, amigo do artista, compos La Casa durante um período hospedado na Casapueblo.






Casapueblo












Em 1958, Vilaró comprou um terreno em Punta Baleia, Uruguai e construiu um pequeno abrigo de madeira e lata. Aos poucos, ele mesmo construiu e foi aumentando a construção definitiva inspirada nos modelos das ilhas gregas. Lá, ele se estabeleceu e ampliou o imóvel incorporandoa casa e ao atelier, uma galeria de arte, loja, restaurante, museu e um hotel. A Casapueblo é conhecida como escultura viva.






Escultura de madeira








Escultura





Alfa centaurus






Caballos azulles





Abstração, 1987.






Conferência política








Cantina








Pregonando.









Miguel Contijo Exposição Brasília

Haim Steinbach




Haim Steinbach Foto: Gwen Smith


Haim Steibach (1944-) Nasceu em Rehovot, Israel. Em 1957, fixou-se em Nova York. Graduou-se pelo Pratt Institute, Brooklin. Antes ds formatura, passou um ano em França, estudando na Université d'Aix Marseille. Ao retornar, completou o curso e obteve o título de Mestre pela Yale University, New Haven. Trabalha com objetos do dia a dia tentando redefinir o status do objeto na arte. A grande maioria dos seus trabalhos é apresentada em pequenas estantes pregadas na paraede. Influenciado pelo Surrealismo e por Cézanne. Um belo currículo com participação da Documenta de Kassel e nas Bienais de Sidnei e Veneza, 1993/1997. Vive e trabalha em Nova York.






Live at red rocks, 19






Navy legacy.





Sem título (Chanel boz, snowmen) 2008.





Sem título.






Six feets under, 2006.













Wild things, 2011.






Sem título








Sem título







Ultra red, 1986. Guggenheim Museum, Nova York








Sem título.






Instalação.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Raqib Shaw






Raqib Shaw (1974-) Nasceu em Calcutá e cresceu em Kashimira. Em 1998 , mudou-se para Londres, onde graduou-se e recebeu o título de mestre na Central St Martin School of Art. Influenciado pelas ruínas da antiga Índia e pelos artistas Bosch, Bronzino, Botticelli, Holbein e Piranesi. Suas telas partem de desenhos adivindos de fontes variadas da Renascença, de gravuras japonesas e da iconografia hindu. De artista desconhecido seus quadros atingiram preços muito elevados em leilões, o que o tornou uma nova estrela da arte contemporânea. Exposições na Tate Gallery e National Gallery, Londres e no Metropolitan Museum of Art e MoMA, Nova York. Participou das Bienais de Gwangju, Sidnei, Kiev e São Paulo. Vive e trabalha em Londres. Representado pela White Club, Londres.





The Garden of Earthly Delights III, 2003.





Blue moombeam gathered, 2010. White Club





Fallen Torero, 2009.





The Garden of Earthly Delights XIV, 2005. Técnica mista sobre cartão.




The last lament of the first bird man of the universe, 2011.





Jane, 2006. Técnica mista sobre papel.






Young Henry, 2006.






Sem título, 2004. MoMA, Nova York.





The Sun King Suit.





Whimsy beasties, 2012. Galerie Thaddaeus, Paris.
















Instalação na Tate Gallery.





Exposição Absence of God, 2007.











Art Now Vol. 3 _ Taschen, 2008.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Conversando sobre Arte André Arçari

André Arçari



André Arçari vive e trabalha em Vitória,  berço de grandes artistas, mas sem grande tradição em arte contemporânea, em seu depoimento é possível identificar a seriedade de seus propósitos e pela imagens perceber a bela poesia de seu trabalho. Obrigado André.




André Nascimento Arçari.

Nome Artístico: André Arçari.

Bio:

Os estudos das imagens do meu trabalho captam as buscas essenciais sobre a existência em corpos distantes. As nuvens apresentadas como metáforas sobre a passagem do tempo e as temporalidades completam a ideia de que a marca do percurso humano nos espaços é efêmera. Nas imagens em que há ausência de corpos e os pontos de vista baixo predominam, muito se vê sobre um olho que vive em constante busca (metafísica). Os personagens que surgem diante
da imagem, por vezes, soam distantes. A falta de nitidez, a dupla exposição e o filme utilizado despertam no espectador, em certos momentos, uma espécie de alusão ao passado.
Entrevista a Marcio Fonseca:

Quem é André Arçari?
Nasci no interior do Espírito Santo, em Linhares (a mesma cidade que a Adriana Chiclete da Casa da Xiclet nasceu), no ano de 1990. Meus pais tem uma profissão completamente distinta da qual estou seguindo. O meu pai é cafeicultor há mais de vinte anos, todavia no antes ele fora bancário. Minha mãe, agora aposentada, fora funcionaria publica durante toda a sua vida. Apesar disso, ela sempre teve um anseio por querer discutir questões relacionadas ao pensamento artístico. Em meados da década de 70, ingressou em oficinas de pintura na cidade e começou a participar de um grupo de leitura junto a algumas amigas, cujo a função era debater e ampliar um diálogo semanalmente e quinzenalmente sobre publicações literárias. Ela chega a comentar que, em 1973, com a fundação da editora Círculo do Livro sob um acordo firmado entre uma editora brasileira e uma alemã, começou-se uma organização e uma definição mais nítida de ler as obras lançadas por eles (mais acessível de se encontrar na cidade que quase não tinha/tem livrarias). Na mesma sequência, ela cursava pintura livre nos finais de semana no ateliê da artista linharense Saula Caliman. Isto me influenciaria depois, já que na minha família, além da minha casa, as de outros parentes continham obras de arte e estudos pendurados nas paredes. Atualmente moro em Vitória, ainda no Espírito Santo.

 Como você encontrou a arte?
Meu primeiro contato com o pensamento artístico, em questões práticas fora em 2008, período do qual, pela necessidade de entender as pinturas da minha mãe, comecei a cursar pintura livre no mesmo ateliê que ela. Saula Caliman portanto, apesar de seu pouco reconhecimento, me ensinou questões técnicas sobre a pintura. Como seu processo tem como base o figurativismo e o naturalismo, minha maior intenção era fazer do ateliê um jogo de diálogos. Eu levei meses para finalizar minhas primeiras pinturas, que eram de pequena escala (30 x 40cm). Era mais acessível para eu poder transporta-las, logo optei por pequenas telas. Em 2009, iniciei o curso de Publicidade e Propaganda na cidade, o qual cursei três períodos até tranca-lo. Mesmo fazendo o curso, meu desejo era prosseguir com a arte, que me trazia mais satisfação. Não posso dizer que o contato com o curso fora em vão, já que tive boas disciplinas, p. ex: “Teoria dacomunicação, Cultura e identidade brasileira”, das quais iniciaram meu pensamento crítico. Fora em 2009, a partir do curso e das teorias que comecei a pensar arte. Alguns dos professores que eu tive na formação inicial, eram artistas e não publicitários.

 Como foi sua formação artística?
Minha formação artística não se findou por completo, atualmente sou estudante de licenciatura do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Faço o curso desde que abandonei a publicidade. Considero alguns cursos livres, palestras, mesas redondas e seminários, processos essenciais na minha formação. Em 2011, tive a oportunidade de fazer um curso de formação em arte contemporânea ministrado pelo artista Bruno Dunley, em Vitória, através de uma seleção do Instituto Tomie Ohtake, pelo programa EDP- 2011-Vitória. Bruno me auxiliou no confronto com minha própria criação.Tivemos um debate extenso antes de eu expor a série de videoartes “Entreolhos”. Considero também artista-pesquisador e professor Pedro Meyer alguém no qual, em debates, ampliou meu olhar sobre o pensamento contemporâneo. Além desses, o artista e professor Marcos Martins confrontou minhas idealizações em certas orientações à série “Ausência | Presença”. Alguns questionamentos e processos da fotografia alemã contemporânea tem me instigado e influenciado bastante, p ex: Thomas Ruff, e os artistas da “Nova Objetividade” alemã, intitulada no original "Neue Sachlichkeit Gerard Richter, com uma série de fotopinuras, o brasileiro com o qual tive algum contato, Alberto Bitar (que este anos estará na nossa Bienal), o debate efêmero de Joseph Beuys e de Oiticica, a construção crítica de Mario Pedrosa, essencialmente importante à arte brasileira, as teorias líquidas do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o pensamento e a construção do novo paradigma de Hal Foster, colocando a intevenção artística como uma etnografia em "Thea Return of the Real", os brasileiros Sofia Borges e Nino Cais (que também estarão na Bienal este ano) estão me influenciando muito no hoje.

Como você descre seu trabalho?


Na minha obra, costumo descrever que, é plausível ver aquilo que se deseja. Permito que o fruidor veja não só o que está contido na imagem, todavia o que se tem no dentro dele. Esta contido em minha obra, um pensamentoexistencialista. A efemeridade também é parte do meu processo. Comumente digo que meu trabalho se efetua na relação “Corpo-espaço-tempo”. Minha obra inteira está contida aí, assim como acredito, o mundo também.


Fotografia ou vídeo?


É difícil falar de preferências entre fotografia e vídeo, já que meu trabalho encontra-se no entre. Se eu argumentar por exemplo, que prefiro a fotografia, como irei explicar minha série “Ausência | Presença”, provinda do vídeo? Minha preferencia então é estar no entre. Minha preferência é a não-preferência.

É possível viver de arte no Brasil?


No Brasil, talvez seja possível viver de arte, entretanto, apenas para um restrito grupo de artistas (essencialmente restrito, comparado ao número de artistas). No meu caso isto ainda não aconteceu. Não sei se posso dizer que é possível. Tenho dedicado todo o meu tempo e investimento nisto. Talvez no porvir posso dizer outra coisa. Muitos dos meus trabalhos ainda são projetos, eles não acontecem pela falta de verba para aquisição de materiais e produção.



Que considerações você faz sobre o mercado de arte em Vitória?
O mercado de arte em Vitória é extremamente complicado. O curso de artes existe ha mais de 30 anos na universidade, e hoje, temos apenas duas galerias de arte com programas mais sóbrios. Vitória confronta outros problemas, além da carência de mercado, há por excelência uma precariedade dos laboratórios da universidade, poucos cursos extras, etc. Não possuímos um grande centro cultural como outras cidades. Durante muito tempo não houve grandes investimentos em arte por aqui. Não existe uma Caixa Cultural, CCBB, Itaú Cultural e afins. Há por parte dessas instituições um bairrismo em aceitar artistas capixabas. Dificilmente você consegue citar um número de artistas capixabas extenso que estão vivendo de arte por aí a fora, ou que estão sendo representados por galerias, ou até mesmo que são aprovados em editais nacionais.

O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Penso que para ser representado por uma galeria sendo jovem, há de ter uma força de vontade alta. Costumo parafrasear Arnaldo Jabor que cita sob a construção sempre difícil, dos filmes dele no Brasil. Ele filma na tentativa de alegria junto fluxo de afetividade e seu desejo de felicidade. Para ser representado, deve-se tentar exaustivamente, até se conseguir.


O que influencia seu pensamento?
Meu trabalho é influenciado pela poesia (as vezes a prosa), pelo ensaio (asvezes pela tese), além da necessidade do não-enquadramento da minha obra nas categorias formalistas da obra de arte em meu tempo. Sou muito influenciado pelo pensamento do Andrei Tarkovski e a poesia de seu pai Arseni Tarkovski, muitas vezes apresentada em seus filmes. Ingmar Bergman em“Sonata de Outono”, por exemplo, me marcou fortemente. Liv Ullman em seu livro “Mutações”. O polonês que já citei acima, Zygmunt Bauman, e Krzysztof Kieslowski, Quentin Tarantino, Wong Kar Wai etc.

Estou em um processo de construção de um livro-poesia, de artista, que pretendo lançá-lo até o próximo ano. Alguma coisa do trabalho tem influência de Rimbaud e de Ferreira Gullar. Muito do pensamento neo-concreto e da reconvocação do espectador na arte está em meu inconsciente. Como começo este ano uma pesquisa sobre a arte brasileira sessentista e setentista, algo se perdurará ao meu processo.

Você tem rotina de trabalho?


Tenho uma rotina de trabalho que se baseia essencialmente em teoria e pesquisa. Eu costumo dizer que, se em algum momento conseguir apoio, publicarei um livro de ensaios, processos e diálogos de artistas capixabas.
Costumo visitar ateliês e iniciar discussões a partir dos trabalhos deles que visitei em algum lugar. É extremamente importante acreditar na leitura e no estudo como tópico gerador de um trabalho. Para formular uma peça e uma obra, deve-se engendrar um pensamento que irá catalisar todo o processo e formular a obra. Claro que, em alguns momentos, isto pode vir posteriormente.
Prática e teoria estão em sintonia. Não há como realizar uma obra sem estar pensando em nada. Até porque o “nada” já é algo. Esse vazio, o “nihil”, está muito presente no processo artístico contemporâneo. Essa efemeridade do pensamento, o pensamento como ato (escrita, poesia, textos em geral), acabam gerando muitas vezes, obras de arte que não podemos intitular. Acredito que muito das obras dadas como “Sem Título” vem desse processo.Não se pode enquadrar o efêmero, assim como não se pode pegar nas nuvens, na fumaça, no vento, no sopro, como não se pode tocar nos raios solares e na
emissão das coisas. A minha rotina é o meu cotidiano. As insignificâncias e a banalidade são motes do meu trabalho.

O que você pensa sobre os salões de arte?
Os salões de arte no Brasil, são extremamente concorridos. É preciso uma legitimidade para participar deles. Até hoje, não sei informar como conseguir isto. Talvez o acumulo de “conhecimento” auxilie nesse processo. Parece-me que, se você tem um diploma de formação, você está legitimado a concorrer a eles. Enviei alguns portfólios para os salões, porem não obtive muito sucesso no geral. As vezes, penso que eles sequer usam seu tempo para ver meus trabalhos. Claro que há exceções, juris que olham seu trabalho e não seu curriculum. Em 2011, fui selecionado e premiado com a primeira colocação no salão capixaba de arte “Levino Fanzeres”, criado a alguns anos atrás pelo município de Cachoeiro de Itapemirim. Os salões pedem um dossiê sobre seus trabalho, sobre sua obra, releases, recortes de jornais e afins... entretanto, como conseguir isto se você é sempre negado? Para alguns dos salões, o trabalho do artista soa como um favor, como se a Instituição com I maiúsculo dissesse: “Estou fazendo um favor a você para que faça uma exposição aqui”.Muitos deles não custeiam as idas e vindas das suas obras e o seguro. Em muitos casos o prêmio é apenas expor. Quando você submete um trabalho a um salão de arte e é aprovado, há um status dúbio, entre chorar e rir. Como você vai custear a sua ida a vernissage? Como você vai ficar eternamente custeando seu processo de construção das obras sem retorno? Os salões de arte no Brasil funcionam mais ou menos assim. Tenho isto não só por minhas tentativas frustradas, mas por depoimentos de artistas reconhecidos. A melhora estaria contido no aumento, por via de verbas públicas. Sabemos que a quantia destinada a cultura e a arte no Brasil é vergonhosa. Em alguns momentos as políticas privadas ampliam esse processo

Fabio Cypriano em matéria originalmente publicada na Ilustrada no jornal Folha de S. Paulo em 30 de maio de 2012 entrevistou um colecionador de arte brasileiro João Carlos Figueiredo Ferraz. Ele diz na entrevista que "se não fosse o colecionismo privado, não existiria arte contemporânea brasileira, porque as instituições públicas não têm uma política consistente de aquisição". Eu, artista brasileiro, não tenho dúvida nenhuma dessa afirmação.

Quais são seus planos para o futuro?


Tenho como planos para o futuro, o desejo de produzir meus trabalhos, expor em espaços reconhecidos e atuar como arte-educador. Atualmente estou colocando meus anseios e torcendo para ser selecionado a expor no projeto atual que participo intitulado “SELF A CREATIVE COMPETITION 2012”. Trata-se, para o artista selecionado, de ganhar um valor incentivo a produção e uma exibição solo em Nova York. O projeto é realizado pela ONG artística novaiorquina
“Artists Wanted”. Fiz a submissão do meu portfolio que pode ser acessado em http://andrarari.artistswanted.org/self2012.

O que você faz nas horas vagas?
Nas horas vagas costumo perder meu tempo entre as coisas. Por exemplo, antes de finalizar essa resposta, fui a feira comprar legumes, verduras e visitar a barraca de flores para sentir o cheiro de angélicas. É bom as vezes você apenas sentar no sofá e ouvir um jazz sem pensar em algo como “As iniciativas partem de quem?






“Transeuntes” | Fotografia da série “Espaços fragmentados” | 50 x 70cm (P.A. Unica) |2011








Sem Título (Fotografia da Série Entre-Mentes) 25x38 cm (1 + 1 P.A. montagem sobre chassis de madeira pintado de preto) 2010-2011.








"Entre-Olhos" “Entre-olhos: Conceitos Mistos” | Vídeo-projeção | 6’41’’ (5 + 1 P.A.) | 2011 (Still de Videoarte)







 "N. 6" (Políptico)| Fotografia da série “Ausência|Presença” | Backlight (Projeto) | Work in Progress | 2011-2012


"Sem Título” | Fotografia da série “Entre-traços” | 20 x 30cm ( 2 + 1 P.A) | 2011






"N. 41" ou "Escrevendo o futuro manuscrito guardado num bolso" | Fotografia da série “Ausência|Presença” | Pintura-Projeção | 100 x 170cm (Unica) | Work in Progress | 2011-2012






 "N. 39" (Tríptico) | Fotografia da série “Ausência|Presença” | 50 x 70cm (cada) (P.A. Unica) | Work in Progress | 2011-2012




"N. 4" | Fotografia da série “Ausência|Presença” | Pintura-Projeção | 100 x 170cm (Projeto) | Work in Progress | 2011-2012







“Varanda” | Fotografia da série “Entre-mentes” | 25 x 38cm (10 + 2 P.A.) | 2010-2011





 


“Melancolia” (Tríptico) | Fotografia da série “Entre-mentes” | 25 x 38cm (10 + 2 P.A.) | 2010-2011



POEMA 14
contido na produção do livro-poesia (pensamento como ato) intitulado: A experiência de inserir-se no nada.
Feito um verme



feito um verme,

como um bicho que corrói minhas entranhas,

feito do fato



É, eu errei.



E de quando como, subalterno

coço-me e sinto uma queimação no estomago.

Aos poucos

ela vai se ajustando e fazendo-me

sentir e fingir (fingir nada). E essa boca de palavras

essa carne crua, esses lábios secos e inóspitos.

Uma estupidez dizer-me aos olhos, ouvidos e bocas

ironias do contemporâneo.

Não dizer as palavras,

os versos, os verbos ou aquilo que me mostra,

que nos mostra o ódio por entre meus dentes.



A carne é fraca e, no muito, aquele amor

fora bruto. Amor cego das coisas do aqui.

É uma escrotisse, é bizarro, é tosco eu lhe dizer que

cabe aqui. Que se cabe aqui.



Novamente passa-me sobre a cabeça, o som daqueles aviões.

Seria então, agora, a voz do ATR 72-500,

ou o boeing 737, ou o boeing 747?

A maldição

instaurou-se no aqui. Eles só dormem

por algumas horas.

Horas são segundos sob/sobre/por/em

meus ouvidos a fio.



Feito do fato, daquele verme escroto.

Está tudo entalado aqui.



Instaura-me a merda de sempre



O que me salva é o som de Bill Evans.

Não aquele

perfume importado com cheiro de cigarro velho.

Não as músicas do rádio. No muito, no pouco e do soco,

dessas maldita dor de estomago e desses aviões que emitem esse ruído do qual mal sei identificar.









                                      A noite acorda







                   Mais uma vez era uma vez.









Os bares

e as pessoas da cidade

querem

me dizer algo.

Finjo-me de surdo.







"antes a casa estava cheia. No agora é império do silêncio, ditador no desespero da rima alterada”
















1














Nome Artístico: André Arçar

andre_nascimento_br@hotmail.com






















PORTFÓLIO ARTÍSTICO










1990 – Linhares ES

Vive, estuda e trabalha em Vitória ES











Formação










- Graduando em Artes Visuais – Licenciatura pela Universidade Federal do Espírito Santo

- Estudante pesquisador no Cnpq do grupo MITA, Estudos Multi, Inter e Trans em Artes










2011

- Curso de formação em Arte Contemporânea EDP-Vitória 2011 Instituto Tomie Ohtake ministrado por Bruno Dunley









- Montagem das exposições: Água-Viva (Museu Vale). Base 2 – Plataforma de experimentação (Galeria Homero Massena). Territorialidades/Urbanidades, [Im]pressões da Gravura (Galeria de Arte e Pesquisa - Universidade Federal do Espirito Santo).
- Ministrou a oficina de “Corpografias” na 1ª Semana do Audiovisual capixaba (SEDA-ES)












Exposições Coletivas

2011

- VI Salão de Artes Levino Fanzeres – Cachoeiro de Itapemirim ES










- Coletivo Desvenda. SPA das Artes 2011 – Recife PE

- Base 2-Plataforma de experimentação (Galeria Homero Massena) - Vitória ES
















Prêmio











- VI Salão de Artes Levino Fanzeres – Cachoeiro de Itapemirim ES

Prêmio aquisitivo (1º lugar)
















Publicações










- Revista “Nós” volume 4. Texto curatorial. (Transeuntes) ISSN: 2236-0425

- Revista “Nós” volume 3. Artigo. (Diálogos lomográficos: da construção a desconstrução

fotográfica) ISSN: 2236-0425

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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