quinta-feira, 31 de maio de 2012

Conversando sobre Arte Entrevistado Alê Souto.



Alê é um dos talentosos artistas da nova geração que ocupa um importante papel no Rio de Janeiro. Trabalhando com vários meios e com sua excelente formação e competência capacita-se para um destacado lugar na arte brasileira. Registro sua simpatia e agradeço. Marcio

Quem é Alê Souto?
Nasci no Rio de janeiro em Realengo, já desde pequeno variava de hiper agitado a melancólico.Os Souto são bastante afetivos, e unidos como toda típica família suburbana,o que me influenciou no trato com as pessoas ao longo da vida, tenho poucas , mas boas e duradouras amizades. Minha mãe tinha atuado como pianista e desenhista de projetos, quando nasci ela já se dedicava só a casa, me lembro bem quando criança ela cantando o tempo todo enquanto eu coloria plantas baixas que ela fazia pra eu me entreter, a televisão era sempre a segunda opção.


Como a Arte entrou em sua vida?
A arte acho que foi pelo cordão umbilical, já a contemporânea foi em um curso que fiz em 2003 visitando a UERJ procurando um curso de línguas, caí numa aula da Ana Bella Geiger, permaneci um semestre, fiquei perplexo como as várias formas de materialização de uma idéia e encontrei nela (a linguagen contemporânea) o veículo que procurava desde sempre para me expressar,tinha tentado com a música,mas sempre faltava algo, a plasticidade.


Como foi sua formação artística?
A partir desse primeiro contato fui estudar na Escola Visual do Parque Lage com diversos professores, participei de um coletivo chamado Imaginário Periférico que me abriu a percepção para o uso de diversos materiais. Quando comecei a viajar com minha obra participei de residências que foram me dando mais base, o contato sobretudo com artistas mexicanos e argentinos mexeu muito com meu fazer e pensar arte.


Além do estudo sobre Arte o que ajuda em seus trabalhos?
Quando adolescente ajudava meu pai na loja da família, trabalho manual de bastante paciência e precisão, trabalhava com vidros. Ele é um cara rigoroso e me fez desenvolver uma espécie de abstração do esforço, então estou sempre superando os limites impostos, até os espaciais. Ás vezes até problematizo mesmo pra ficar mais forte a coisa . Acho que isso me ajudou muito na realização de trabalhos que não tinham nenhum apoio de produção ( a não ser dos amigos) ralação mesmo como Desmanche e Casulo Temporário, adoro também ver um trabalho ser construído com materiais simples.


Que artistas influenciam seu pensamento?
Caravaggio, Martin Kippenberger, Kurt Schwiterz, Keith Harring, Hélio Oiticica, Rubens Guerchmann Victor Arruda, acho que esses possuem uma espécie de iconoclastia em suas produções retirados do cotidiano, da irônica,dramática e mágica experiência humana, não consigo conceber arte pela arte.


Como você descreve sua obra?
Como uma sopa, alguns elementos ficam mais no fundo, outros sobem e descem, e um caldo grosso envolve tudo.

Você tem um belo currículo com inumeras exposições, qual delas você considera a mais significativa?
Todas são importantes, dentre as mais considero: Tumulto na Amarelonegro a que me lançou na cena da arte carioca, MetrópoleRemix em NY me abriu um universo imenso. Misterios, los nómadas el caos y oasis no Museo Macay em Yucatán, que foi uma exposão, prorrogada 2 vezes. É difícil dizer qual é a mais significativa, todas tem suas particularidades, poéticas, momentos e encontros tão distintos. Diria que Gramática Urbana no Centro de Arte Héio Oiticica foi a mais significativa pelo conjunto de artistas,momento, lugar e a curadoria da Vanda Klabin, essa realmente foi forte.


É possível viver de arte no Brasil?
Não é fácil, mas com jogo de cintura (e nós temos muito) dá sim.


Qual a importância da residência atística, que você participou no México?
Aconteceram duas na verdade em 2009 e 2010 e foram experiências inesquecíveis,atualmente venho desenvolvendo uma série sobre a fronteira que acredito que começaram aí quando fiz amigos de Tijuana, aprendi muito. Me impressionou muito a forma como Demián Flores articula os apoios para os residentes em Oaxaca, uma cidade que respira arte social, onde os aparelhos culturais foram todos fundados por Francisco Toledo e seguem mantidos por ele, uma coisa que aprendi aí foi a criação de uma rede trilateral, composta por artistas, estado e sociedade (comerciantes, ativistas, cidadãos comuns)


 Ser casado com uma artista plástica (Simone Tomé) ajuda ou atrapalha na criação do seu trabalho?
Caramba, é bem legal, na verdade em aguns momentos mistura tudo, aí tem que conversar, separar os papéis de cada um devagarinho pra gente não confundir as coisas, acredito que sempre é assim quando acontece uma relação entre dois artistas, ela me ajuda muito e procuro corresponder.


 O que é necessário para ser um ícone nas artes plásticas?
Como disse na pergunta sobre os artistas que me influenciaram, gosto dos iconoclastas, eles até acabam virando ícones depois, porque é inevitável,fico pensando, será que é preciso ser iconoclasta primeiro pra depois ser ícone? não sei.


Quais são seus planos e sonhos para o futuro?
Viver, viajar, sentir, sonhar, ou seja, continuar !






Desmanche, 2007. Acrílica, papelão sobre carro abandonado. Registro de ação em Santa Teresa. Foto: Almir Soares.





Desmanche casulo, 2007. Pintura sobre papelão colado 6x3,8 m. Registro da ação no Espaço Clarabóia. Foto: Julio Ferreti.







O Caminhante e sua metrópole móvel, 2012. Diversos materiais, pintura mural - NY _Caixa Cultural (RJ e SP) foto pessoal.







CT 3 Módulo de proteção penetrável. Papelão colado, fita adesiva colorida 12 mm, texto xerográfico e corpo. Foto: Simone Tomé.







Next stop, 2009. Acrílica sobre tela. diptico. 210x280 cm. Foto: Alex Topini.







Ladrões na fronteira do Ouro Negro - colagem, impressão fotográfica moeda e caneta dourada, 50x50 foto Rafael Adorján







O êxtase do ouro negro, 2012. Diversos materiais. Site specific. Centro de Arte Helio Oiticica. Foto: Rafael Adorján







 Ladrões na fronteira do Ouro Negro, 2012 .Instalação no cofre,diversos objetos medidas variadas. Foto Henrique Madeira 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conversando sobre Arte Entrevistado Jairo Valdati





Jairo é um intelectual e cientista, cursou o doutorado e tornou-se pesquisador da Universidade de Módena, Itália. Com esse perfil, ele procura uma integração entre arte e ciência. Obrigado Jairo.


Jairo, fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci em uma pequena cidade no Sul do Estado de Santa Catarina, Jacinto Machado. Desde pequeno sempre tive contato direto com a natureza: plantas,   animais, rios, montanhas... fui a Florianópolis onde me graduei em Geografia física, depois cursei Mestrado também em Geografia Física sobre o tema dos desastres naturais. Ali comecei a perceber o quanto somos efêmeros diante dos processos da natureza.



Como você concilia sua vida profissional com a de artista?
Não vejo muita diferença, os conceitos são sempre os mesmos.



Como a Arte entrou em sua vida?
Desde pequeno sempre tive uma predisposição às atividades artísticas, mas nunca  fiz estudos, cursos sobre arte ou técnicas artísticas. Iniciei a expor quando vim para a Itália quando, casualmente, um curador notou meu trabalho.


Como foi sua formação artística?
Foi lendo, conversando com artistas, estudando muito. Arte é muito trabalho, daqueles duros. Se realmente houver o desejo de expor um conceito, uma ideia, por traz tem que haver muito trabalho, principalmente na arte contemporânea onde existe espaço para muitos tipos de expressões artísticas.


Além do estudo sobre Arte o que ajuda em seus trabalhos?
O que me ajuda muito é a minha formação acadêmica científica, pois uso os mesmos conceitos que estudei, principalmente a relação homem/ambiente ou natureza.



Que artistas influenciam seu pensamento?
Sempre gostei dos trabalhos de Burle Marx, como também dos trabalhos dos naturalistas do período que vai de 1700 a início de 1900, dentre eles Von Martius.
De Burle Marx admiro o percurso que ele fez. Tenho ele como referência principal. Porém mais que influenciarem meu pensamento, eles me deram coragem de enfrentar o mundo das artes usando técnicas não convencionais. Atualmente o trabalho (filme) de Terrence Malick “The tree of life” me ajudou a compreender melhor a questão temporal e confirmar a efemeridade do ser humano e a não reconciliação entre tempo histórico e aquele geológico da natureza.



Como você descreve sua obra?
É sempre difícil descrever algo que você realiza sem usar a escrita. Como mencionei anteriormente, tento colocar em evidência a efemeridade do ser humano diante da grandiosidade da natureza.
Como técnica, uso somente sementes, principalmente grãos de plantas leguminosas (feijões).
Nos meus últimos trabalhos, “Serie Botânica”, inicio com expedições de campo, identificando as espécies, catalogando, anotando na caderneta e fotografando-as. O passo seguinte é representá-las sobre uma tela. Antes disso, a tela é preparada com diversas demãos de base branca e acrílico. Após a secagem, inicio, sem nenhum desenho preparatório, a colar as sementes. Nesta passagem, tenho em mente todas as características da árvore principalmente o seu porte. Terminada, o que eu chamo de tábua (ilustração) botânica, começo a colocar os pequenos homenzinhos.
Gosto muito do texto que foi escrito sobre a minha pesquisa artistica e que foi apresentado na Bienal de Veneza. Ele descreve muito bem o meu trabalho:

 

“A primeira razão da poesia de Wordsworth é aquela, celebre,  das emoções  lembradas em tranquilidade «emotions recollected in tranquillity »: emoções procuradas, desejadas por uma necessidade íntima. As sensações são recebidas através de uma aventura do espírito, isto é, o contato sem mediações, ímpar e impetuoso com a natureza  e seus elementos, em seguida, as emoções recolhidas são desdobradas em uma perfeita solidão, descontraídas com paixão, decodificadas e colocadas em ordem, tanto quanto possa ser possível a um clima romântico.

A criação  é dividida em dois momentos: o primeiro é expor-se ao ataque, ao poder da natureza e as suas misteriosas simetrias, o segundo é retirar-se; há a passagem do limite e existe uma vontade de lembrá-la, traduzindo-a em um significado de amizade, reconfortante. Um: a busca do sublime; dois: proteção do sublime. O segundo movimento é a tentativa de trazer essas mesmas emoções para nós, deste lado do inefável, longe da experiência liminar. Em uma madura conjunção incomum de experiências, a poética de Jairo Valdati harmoniza este tipo de idealismo, com sua histórica oposição naturalista. Ao fundir os opostos, a instabilidade romântica encontra finalmente realização em um terceiro movimento: aquele da observação participante, através do qual a sugestão se torna sistema enquanto a cientificidade naturalística torna-se emoção participativa e se projeta a partir de uma caderneta de campo como uma estrutura  de sinais falantes. Sinais que falam de simplicidade e emoção, ou seja, de tudo que é vida e somente o que é a vida, nada mais. Precisamente a razão que levou Thoreau a ir para a floresta (para viver em sabedoria e profundidade, para derrotar tudo o que não era a vida) é a mesma razão que nos detém a pensar nos jardins de Jairo Valdati.”

(Texto de Giulia Gibertoni que traduzi da Língua italiana para a Língua portuguesa. O texto original se encontra no final da entrevista)





Como seus desenhos dialogam com suas instalações?
À primeira vista parecem desenhos, mas não os considero assim. Acho que está mais ligado ao campo da pintura. Mas sinceramente nunca tentei inseri-los em uma categoria específica.
As telas, assim como as instalações, tratam sempre do mesmo tema, uma relação de escala, de desproporção.


O que o fez ir morar na Itália?
Vim para Itália cursar doutorado em geomorfologia, e desde o início comecei a trabalhar nas horas vagas em minhas obras. Mas o que me trouxe aqui foi a pesquisa científica.


É possível viver de arte na Itália?
Sim, é possível, como em qualquer outra parte do mundo, depende das suas exigências. Certo é que neste período de recessão econômica é mais difícil.



Que avaliação você faz da arte contemporânea na Itália?
Morando na Itália você está sempre em contato com a arte de modo geral. A sensação é um superar-se contínuo, muitas escolas nasceram aqui, principalmente após o Renascimento. Falar de arte contemporânea em um país com uma tradição gigantesca nas artes é como jogar um balde d'água no oceano, mas mesmo assim ótimos trabalhos estão sendo desenvolvidos.
Muitos destes trabalhos encontram hoje no meio midiático uma forma de comunicação.  Outros mais envolvidos a temas conceituais permanecem nas fundações, museus ou galerias especializadas.


Você tem planos para expor no Brasil?
Gostaria muito, este ano comecei a divulgar meu trabalho no Brasil, mas ainda não tenho planos concretos para expor. No Brasil não tenho galerias que me represente como artista, minha relação aí foi sempre com as universidades, a nível acadêmico.
Este ano começo a trabalhar com galerias nos Estados Unidos. Quem sabe também não Brasil!?



O que é necessário para ser um ícone nas artes plásticas?
Depende, se como ícone se entende o que aparece na mídia, você tem que fazer um percurso bem especifico, se ao invés você vê a arte como uma pesquisa, um trabalho que vai além da estética, ou do meio pelo qual se apresenta, o percurso é outro. Eu prefiro o segundo e trabalho para isso.



Quais são seus planos e sonhos para o futuro?
Estou iniciando um trabalho que considero importante com uma galeria nos Estados Unidos, continuo expondo em algumas galerias aqui na Europa, principalmente em feiras internacionais.
Sonho para o futuro: expor no Brasil, espero em breve :-)










Impronte, 2008, dimensão variável,  galeria Magenta52, Milão.








Ragnatela, 2009. 10x8 m. Galeria Lo Squadro dell' Altro, Modena.








Morus sp, 2012. 100x150 cm. Ufobakrik contemporary art gallery, Trento.








Cornepicia Prunefira, 2011. 70x100 cm. Coleção particular.








Detalhe Cornepia Prunefira.









Phylloostachys edulis, 2010. 150x100 cm. Coleção particular.










Platymiscium florimbundum, 2011. 70x100 cm. Coleção particular.











Detalhe Platymiscium florimbundum.










Cordia Trichotoma, 2011. 100x150 cm Coleção particular.










Atelier.




(Texto critico, original em italiano, escrito por Giulia Gibertoni, presente no catalogo da 54° Bienal Internacional de Arte de Veneza)



L'EFFIGIE SUL TACCUINO

MEMORIE DI UN NATURALISTA ROMANTICO



La prima ragione di poesia per Wordsworth è quella celebre delle emozioni ricordate in tranquillità (« emotions recollected in tranquillity »): emozioni cercate, desiderate per necessità intima. Le sensazioni sono recepite tramite un'avventura dello spirito, ossia il contatto non mediato e impari e impetuoso con la natura e i suoi elementi, infine le emozioni raccolte sono dispiegate in ideale solitudine, dipanate con passione, decifrate e messe in ordine, almeno tanto quanto sia possibile a un animo romantico.

La creazione è in due movimenti: il primo è l'esporsi all'attacco, alla forza della natura e delle sue misteriose simmetrie, il secondo è il ritrarsi coerente; c'è il passaggio della soglia e c'è la volontà di ricordarlo, traducendolo in unità di senso amiche, rassicuranti. Uno: ricerca del sublime; due: protezione dal sublime. Il secondo movimento è il tentativo di riportare quelle stesse emozioni a noi, al di qua dell'ineffabile, al riparo dall'esperienza liminale.

In una insolitamente matura congiunzione di esperienze, la poetica di Jairo Valdati armonizza questo tipo di idealismo con la sua storica opposizione naturalistica. Fondendo gli opposti, la suggestiva instabilità romantica trova infine compimento in un terzo movimento: quello dell'osservazione partecipante, grazie alla quale la suggestione si fa sistema mentre la scientificità naturalistica diventa emozione condivisa e aggetta dal taccuino  come una struttura di segni parlanti. Che raccontano essenzialità ed emozione, ossia tutto ciò che è vita e solo ciò che è vita e nient'altro. Proprio la ragione che spinse Thoreau ad andare nei boschi (per vivere in saggezza e profondità, per sbaragliare tutto ciò che non era vita) è la stessa ragione che ci trattiene a pensare nei giardini di Jairo Valdati.

 Giulia Gibertoni


terça-feira, 29 de maio de 2012

Lucia Bettencourt Lançamento de livro.




Lucio Fontana (1898-1968)  Nasceu em Rosário, Argentina. Desenvolveu sua carreira na Itália. Além da pintura, realizou esculturas. Em 1947, lançou o Manifesto Blanco. Mudou-se para Milão, onde criou o o Movimento Espacialista. Estudou escultura na Brera Academia. A partir de 1960, suas obras foram monocromáticas e furadas ou cortadas e passaram a levar o nome de Conceito Espacial. Eram trasformadas em bidimensionais. Para Fontana havia a discussão do tempo, pois o espectador imaginaria o tempo levado pelo artista para alterar a superfície das telas. Fontana teve formação clássica, passou pelo Cubismo, Futurismo e Arte Povera, mas é difícil classificá-lo. Pintor e escultor.





Rosa, 1946. Cerâmica. Coleção particular.











Sem título, 1951 Tinta sobre papel. MoMA, Nova York.






Conceptto Spaziale, 1959. É considerada a primeira obra dentro do conceito novo criado pelo artista.








Conceppto Spaziale (1959) Guggenheim Museum, Nova York






Concetto Spaziale Waiting (1960) Tate Gallery, Londres.





La Nature, 1960. Tate Gallery, Londres.






Conceptto Spaziale (1961) Coleção Particular.





Conceptto Spaziale Mezzagiornio a Plazza Des Marco (1961) Peggy Guggenheim Colletion, Veneza.







Coceptto Spaziale (1961) Coleção Farnusina.


Conceptto Spaziale. El fin de Dios, 1963. Museo Reina Sofia, Madrid.

Sem título, 1964. The Art Institue of Chicago.

Concetto Spaziale, Attesa (1965) Coleção particular.




Conceptto Spaziale Rose,1965.
Conceptto Spaziale, 1965 Aquarela. Coleção particular.





segunda-feira, 28 de maio de 2012

Andres Serrano


Andres Serrano foto Irina Moymiga


Andres Serrano (1950-) Nasceu em Nova York. Filho de um hondurenho e uma afro-ascedente. Seu pai retornou para sua terra natal e sua mãe era internada com frequência por surtos psicótios. Aos 15 anos, largou os estudos e teve que se sustentar em empregos temporários. Numa visita ao Metropolitan Art Museum, ficou encantado com as obras religiosas renascentistas. A partir daí, começou sua formação artística. Estudou no Brooklin Museum and Art School. Participou do programa de formação do PS1, Long Island, New York City. Artista cujo meio de expressão é a  fotografia, realizando séries sobre determinados assuntos. Com frequência usa fluidos corporais tais como urina, esperma, sangue e leite materno na realização de seus trabalhos. Sua obra mais polêmica é a fotografia de um crucifixo e fotografado dentro de um vaso com urina. Discute gênero, poder, religião, violênca e morte.






Piss Christ, 1987.





Black Mary, 1990.





Cabeza de Vaca, 1990








Black Soupp, 1990








Serie The Klan, The Klanman, Imperial Wizard, 1990.






Serie Nomads. Lucas, 1990.







Serie The Church Father Frank, Rome, 1991.





Serie The Morgue. Death by Drowning II, 1992





Serie Objects of Desire Colt D.A. 45, 1992.








Serie History of Sex. Bonda Ken, Kioto, 1996.







Serie Interpretations fo the Derans. The Death of Super Man, 2000






Serie America Boy Scout John Schneider. Troop 422, 2002








Serie America Jewel-Joy Steevens. America's Yankee Little Miss, 2002.






Serie Holly Works. Madalegna, 2011.






Serie Holly Works, St. George, 2011.





Serie Anarchy. Level of Disobedience, 2011.



Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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