segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mark Rothko


Rothko in his studio.



Mark Rothko (1903-1970) Nascido em Daugavipils, Letônia, mudou-se para os Estados Unidos aos 13 anos. Estudou na Lincoln High School, Portland e depois na Yale University. Intelectual de grande cultura, apreciador de literatura, filosofia, poesia e música. Ligado ao Expressionismo Abstrato era da Escola de Nova York. Integrou o grupo de Color Fields. Em 1938,naturalizou-se americano e obteve grande sucesso comercial e de crítica. Suicidou-se. Rothko descreveu sua arte como a: "Eliminação de todos os obstáculos entre o pintor e a idéia, entre a idéia e o observador".





Irene, 1933. National Gallery of Art, Washington.







Slow svirl at the edges of sea, 1944. MoMa, Nova York




Sem título (Purple, white and Red), 1953. The Art Institute, Chicago.



White, Red on Yellow (1985) Metropolitam Museum of Arts, Nova York.





Sem título (1953-1954) Art Institute of Chicago





Magenta, Black, Green on Orange (1949) MOMA



Sem título (Black on gray), 1969-1970. Guggenheim Museum, Nova York.
Four darks in red, 1953. Whitney Museum of American Art, Nova York.

Sem título, 1969. Brooklin Museum.





Red on maroon, 1998. Tate Gallery.


Rothko Chapel, Houston. Foto Melissa Gasser, 2004. Aqui as obras de Rothko decoam as paredes da igreja.





Rothko Chapel, Houston. Interior.







Mark Rothko _ National Gallery of Art Whashington / Yale Press, 1998.

domingo, 29 de abril de 2012

Imagem Semanal O Trabalho


"Pela forma como  trabalha se avalia o artista"
La Fontaine





Annibale Caracci (1560-1609) Nasceu em Bologna. Junto com seu irmão Agostino e seu primo Ludovico criaram a Academia de Desiderosi e fundaram a Escola Bolonhesa. Trabalhou em Parma, Veneza e Roma, onde decorou o Palácio Farnese. Foi influenciado por Ticiano. The Butcher's shopp, 1580. Kimbel Art Museum, Texas.





Johannes Vermeer (1632-1675) Nasceu em Delft, Holanda. Há poucas informações sobre sua vida. Foi casado com Catharina e teve 15 filhos. Além de pintor, foi comerciante de arte e morreu em pobreza absoluta. Ficou esquecido até 1886, quando o historiador Thoré o revelou como grande mestre. Há cerca de 37 quadros atribuídos a ele.  The Milkmaid, 1658-1660. Rijiskmuseum, Amsterdam.






Vincent van Gogh (1853-1890) The Diggers (After Millet), 1889. Stadelijk Museum, Amsterdam. O artista explorou o tema em vários trabalhos.Pintor pós impressionista holandês. Desde criança tinha dificuldades psicológicas. Antes de dedicar-se à pintura trabalhou com um comerciante de arte e como pregador religioso. Esteve em Paris, mas não se adaptou. Mudou-se para Harles onde a doença mental se manifestou de maneira mais clara. Teve em seu irmão Theo o grande parceiro e que muito o ajudou na carreira. Cometeu suicídio depois de internações em hospitais psiquiátricos. Deixou cerca de 2100 trabalhos entre óleos, desenhos, esboços e gravuras. Amsterdam o Museu van Gogh.







Jean-François Millet (1814-1875) Nasceu em Gréville, França. Começou cedo com o desenho. Estudou na Écolle de Beaux-Arts, Paris com Paul de la Roche. Mudou-se para Barbizon onde fundou a Escola de Barbizon.  Foi influenciado por Poussin. Seu tema predileto foi o trabalho dos camponeses.  Walking to work, 1851. Coleção particular.





Gustav Courbet (1819-1879) Nasceu em Besançon, França. Ligado ao Realismo. Pintor de paisagens campestres e marítimas. Mais adiante, retratou o erotismo e fez severa crítica social com suas pinturas sobre a exploração dos trabalhadores.The stone breakers, 1850. A obra mostra um jovem e um idoso no duro trabalho para quebrar pedras. O quadro foi destruído num bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial.





Frank Moss Bennet (1874-1953) Nasceu em Liverpool. Estudou na St John's Wood School of Art. Pintor de grande sucesso comercial pelo uso da pintura de gênero, baseada em artistas do passado. The Gardner, 1924. Coleção particular.





Edward Burtynsky (1955-) Nasceu em Ontário, Canadá de pais imigrantes da Ucrânia. Estimulado pelo pai tornou-se fotógrafo. Recebeu o título de Mestre pelo Ryeson Polytechinical Institute. Trabalha com fotografias de grandes dimensões em que registra situações específicas em diferentes partes do mundo. Da série China é o trabalho Manufactering # 17, 1975. Deada Chicken Processing Plint. Suas obras estão nos maiores museus do mundo.

sábado, 28 de abril de 2012

4th Plint Trafalgar Square.


Fourth plint Trafalgar Square.


 Trafalgar Square  praça no centro de Londres tem quatro pilares. Dois deles são ocupados por esculturas de Henryn Havelock e Charles James Napier, a terceira exibe a estátua de Georege IV, a quarta, idealizada em 1841 por Charles Barry, ficou vazia por 150 anos. Em 1998, a Royal Society of Art criou o projeto do Fourth Plinth, para ser ocupado temporariamente por uma obra de arte contemporânea comissionada e escolhida por concurso. Os vencedores até agora foram:





Katharina Fritsch _ Cock/Hahn, 2013.







Elmgreem & Dragset _  Powerless Structures, 2012.









Inka Shonibare _ Nelson ship in a Bottle.  2010.









Anthony Gormley _ One & Other, 2009.






Thomas Schütte _ Model for a Hotel, 2007.







Marc Quinn Alison Lapper Pregnant, 2005.





Rachel Whiteread  _ Monument, 2001.








Bill Wooder _ Regardless of History, 2000.








Mark Wallinger _ Ecce Homo, 1999.



Outros participantes não selecionados:



Allora and Cazzadila _ Sem título (ATM/Orgão)




Brian Criffiths _ Battemberg.


  Hew Locke _  Silkandar



Mariele Neudecker _ It's never to late and you can't go back.





Tracey Enemi _  Something to the future.





















Convite CEDIM

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea 2012

Luciana Brito Galeria Performance da Abstração

Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea Rafael Adorjan

JB Lazarinni Exposição. Texto. Fotos Entrevista









Sem título




Sem título


Sem título



Sem título



Sem título



Sem título


Fale algo sobre sua vida pessoal
Nasci em Belo Horizonte, em 1967, cidade onde sempre morei. Meus pais nasceram no interior, minha mãe em Conceição do Mato Dentro-MG e meu pai em Ferros-MG. Essa proximidade com o universo do interior de alguma forma é refletida na minha formação e no meu trabalho.


Como foi sua formação artística?Eu sempre desenhei desde menino e me interessava essa expressão, era uma coisa que sentia que fazia parte de mim e foi se evidenciando ao passar do tempo. Não só as artes plásticas mais também a música, sempre fizeram parte da minha vida. Comecei a pintar aos 7 anos sem freqüentar nenhuma escola ou curso e como trabalhava desde os 16, entrei para a Escola Guignard aos 20 anos. E a formação, acredito que é uma coisa que mora na alma do artista, ele está sempre em formação e transformação.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Sinceramente, foram e ainda são muitos, acho que toda esta informação que temos fica de certa forma gravada no nosso subconsciente e na verdade nunca fui de seguir ou estudar nenhum artista em particular. Gosto de muita coisa diferente, se o trabalho tem alma e emociona é o que importa. Apesar de achar que Picasso, foi na minha opinião o artista mais completo do mundo moderno e é até hoje, pela qualidade e quantidade da sua produção e a forma com que mudava seu caminho mantendo sua originalidade, é certo que os tempos eram outros e ninguém poderia dizer o que seria sua obra se tivesse nascido há 40 ou 50 anos atrás.





Como você descreve sua obra?Acredito que sigo uma linha onde procuro ser o mais verdadeiro possível comigo mesmo e meu trabalho. Nada vem pronto, o processo criativo é um conjunto de experiências que vamos acumulando, muitas vezes vejo coisas antigas que fiz que não me agradam muito, mas também vejo coisas que me deixam satisfeito, acho que vai ser assim sempre, é um processo que está em transformação o tempo inteiro e para mim ter essa consciência é muito bom, é ter noção da busca, não da busca que seja algo definitivo, mas da busca por procurar fazer algo melhor, diferente dentro da sua proposta. Acho que não é papel do artista definir seu próprio estilo, a não ser quando a sua expressão for bastante clara, como é o caso do abstracionismo, surrealismo e outros tantos ismos. Neste sentido vejo alguns críticos situarem meu trabalho em alguns estilos, mas sem definir exatamente um. Tenho uma identidade muito forte com a cor, talvez seja a principal característica do meu trabalho, acredito na emoção que elas carregam, quis juntar dois elementos aparentemente difíceis de relacionarem, que é o concreto e o orgânico, dentro dessa referências acredito ser este o meu caminho, junto com a expressão da natureza e da música, de alguma forma penso que seus ritmos estão impressos junto com a obra. Tem uma frase, que não sei de quem é que gosto muito, me acompanha sempre, em tudo: “A natureza não dá saltos”.
Está sendo produzido um documentário sobre o meu trabalho, que foi uma coisa bem legal, pois o convite nasceu de um amigo que procurou trabalhar sem invencionices, Luiz Dias, que ficará pronto em novembro e tem a trilha assinada por outro amigo, Yamandú Costa, grande músico e violonista brasileiro, que me deu a honra de fazer quatro músicas inéditas para o filme. Segue o link do trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=FBjDnt5KKII

Qual a importância da Escola Guignard no ensino e formação dos artistas mineiros?A Escola Guignard, sempre teve como referência uma liberdade no ensino das artes plásticas, acho que é sua marca registrada e foi muito importante na minha formação. Esse contato acadêmico é muito importante para o crescimento do artista, mas de forma alguma, torna o aluno um artista.

Que exposição sua, você considera a mais importante?Sem dúvida foi a Exposição “Metamorfose” no Museu Inimá de Paula, BH em 2010, onde foi apresentado mais de 30 trabalhos e dois objetos em grandes formatos.

Como você descreve o mercado de arte em Belo Horizonte?
Ruim, como acredito que seja em todo o Brasil. Acho que existem poucas galerias na cidade, que tem uma representação muito grande de bons artistas. É uma situação um pouco complicada para os artistas, se por um lado é muito importante que ele esteja representado por uma boa Galeria, por outro lado isto só não é o bastante, o artista precisa acompanhar o que acontece com o seu trabalho e também ter uma responsabilidade direta no que diz respeito a sua carreira.

O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?Fundamentalmente é o seu trabalho e a sua proposta, e lógico, ter isto caminhando ao lado do que a galeria representa e se propõe.

Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?A própria vida, posso dizer que faz parte da minha vida, é uma necessidade fisiológica.
Outras coisas importantes são a natureza, o que ela nos mostra, a sua força, sua beleza e a capacidade de estar sempre em transformação em qualquer circunstância. A música, que acho que tem uma relação direta com o processo criativo, mesmo que seja inconsciente, é um alimento da alma e de alguma forma está presente no meu trabalho.

É possível viver de arte no Brasil?
Como diz aquele ditado: “Já vendi muito almoço para comprar a janta”.
Acho que é possível sim, mas ao mesmo tempo é muito difícil, a caminhada é longa até o artista começar a se estabelecer e seu trabalho começar a ser reconhecido. Outro problema é a falta de incentivo do poder público, ainda mais aqui no Brasil, onde não tratam a educação da forma como deveria ser tradada, é complicada essa questão cultural aqui no Brasil, onde os meios de comunicação de massa, na grande maioria só apresentam lixo e consegue atingir a grande maioria dos cidadãos. Sem educação este problema vai continuar a existir. Viver de arte, eu costumo dizer que a primeira coisa que a pessoa tem que ter é teimosia, acreditar no seu trabalho, procurar desenvolver uma linguagem própria e mais original possível.

Você tem uma rotina de trabalho?
Tenho sim, trabalho todos os dias até sábado e domingo, quando posso. A disciplina, para mim é muito importante, esta ligada diretamente a concentração e até a abstração. Não acredito nessa estória de inspiração, inspiração até existe, é claro, mas mesmo assim a gente tem que proporcionar uma situação favorável para quando ela aparecer. Acredito que estamos ligados a uma infinita fonte de pensamentos, emoções e expressões em todo o planeta, isto se explica que às vezes vemos trabalhos que se parecem muito uns com os outros e as pessoas nunca tiveram nenhum contato ou viveram em épocas diferentes. Na verdade, sou um trabalhador, que trabalha com artes plásticas.

O que você pensa sobre os Salões de Arte?Acho que são poucos e muitas vezes de qualidade duvidosa, porque nesses casos quem manda é a curadoria, já vi muita coisa de conceito duvidoso.

Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?Sobre as Bienais, sempre tive uma impressão que estão com um objetivo de apresentar expressões diferentes, como se ditassem que é isto que está acontecendo agora, tem muita coisa bacana e interessante, mas muita coisa ruim também. Lembro de uma Bienal de 1994 em que praticamente decretaram o fim da pintura, acho que este não é o caminho, tanto que a arte conceitual, a meu ver, está perdendo seu espaço. Acho que esta idéia de “vanguarda”, já nem usam este termo mais, está também ultrapassada, vivemos em um mundo onde a quantidade de informação é gigantesca e acredito que temos que ter nossos próprios filtros, assim é tudo na vida e nas artes plásticas também, não acredito em imposições neste sentido.
Sobre as feiras de arte, acho que deveria acontecer mais, principalmente aqui no Brasil e em todas as regiões, seria uma forma inclusive de o próprio povo brasileiro conhecer melhor sua cultura e expressões artísticas, nosso País é privilegiado neste sentido e muito pouco divulgado. Em muitas cidades no exterior existem feiras que já se tornaram referência para o resto do mundo, com trabalhos de vários artistas de diferentes nacionalidades, isto é muito bacana.

Quais são seus planos para o futuro?
Eu penso que é continuar trabalhando muito, procurar ser verdadeiro com minha proposta, o resto é conseqüência. Tudo depende do seu trabalho, nada cai do céu e acredito que sem esforço e perseverança não se chega a lugar nenhum. Acredito no que faço e quem sabe meu trabalho possa ser reconhecido no cenário das artes plásticas aqui no Brasil e exterior, o caminho é longo. Ainda quero ter minha casa no mato, ou no campo, ter a possibilidade de morar aqui em BH e ter este lugar como referência de vida e trabalho também.

O que você faz nas horas vagas?
Tenho uma vida simples e gosto disso, passo o tempo fora o trabalho, com meu filho João de dois anos e minha mulher Tatiana, escutar música, tomo minha cerveja, encontro com os amigos e sempre que posso procuro sair da rotina da cidade grande e estar perto da natureza, que ajuda a alimentar a alma e entrar em outra sintonia


JB Lazzarini

Colaboração de José Maria Dias da Cruz A velhice e a juventuda e os auto-retratos de Rembrandt




A Velhice e a juventude e os auto-retratos de Rembrandt, um trecho de um e-mail de Antônio Augusto Mariante e um adendo escrito por José Maria Dias da Cruz





Estou hoje lúcido como se estivesse para morrer

Àlvaro de Campos (Fernando Pessoa)










Auto retrato de Rembrandt quando jovem


“Pelo amor de Deus, não se preocupe também com o envelhecimento - é o preço de uma vida em sua extensão em franco alongamento. Sei que há percalços de natureza física, mas isso faz parte do próprio movimento da mera natureza das coisas. Vejo a velhice como o ponto de culminância de um sujeito, onde mente e espírito atingem o ápice daquela individualidade - entretanto, tal situação só se dá com criaturas de escol, e pouco importa que sejam até analfabetas, pois o relevante não é a cultura adquirida, mas a sabedoria alcançada. Adoro uma negra velha bem sábia, dessas que calejaram suas mãos num tanque e numa cozinha, e se afirmam quase puras quando a morte as abraça.

Entretanto, não é bem esse o caso da maioria dos velhos que tenho encontrado pelo caminho de minha sensibilidade: eles se impõem pelo retrocesso e pela infantilidade, negando a morte como um bom avestruz ou uma tola criança inglesa que se recusa a emprestar seu teddy bear.

Adoro John Huston que dirigiu The Death (baseado num conto de Joyce) numa cadeira de rodas e com uma sonda pavorosa entrando por uma das suas narinas. O filme é chato, mas a iniciativa dele é sublime.



Portanto, não se aflija e toque o cavalo no touro! Pinte até o fim! E o resto que se dane!”



Antônio Augusto Mariante







A velhice ontem e hoje



É na velhice que o homem pode ter uma consciência de sua existência e, assim, saber se ela, esta existência, foi uma realização plena que lhe permita, então, perceber que não viveu em vão, que considerou os outros e até mesmo se deixou um legado. Por outro lado pode, também, até mesmo perceber se sua vida foi submissa a interesses alheios a sua existência, interesses estes que o levaram a um individualismo exarcebado, inútil, egoísta e que na maturidade lhes permitam se rever e se salvar com um olhar de ternura.

Um exemplo são os auto-retratos de Rembrandt. Um pintado quando ainda jovem. Sua expressão é altiva, vaidosa, preparada para um destino vencedor. Outro na sua velhice. Neste a sua expressão já diz tudo. Ficam claras a sua lucidez, maturidade e sabedoria apesar da trágica derrota e da solidão antes de seu fim. As palavras tornam-se até quase inúteis, percebe-se logo quando se vê o auto-retrato quando velho. Há um olhar que nos vê e se vê.  Um olhar de ternura.

E hoje, quando se enaltece tanto a juventude! Por quê?



E o que é o tempo de uma vida? Há aquela, padronizada, medida pelos anos. Mas há aquela que pode ser medida também tanto pelas condições físicas dos indivíduos ou como pelos seus respectivos estados de amadurecimento.  Cronos e aión em convivência.  



José Maria Dias da Cruz





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Auto retrato de Rembrandt quando velho





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Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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