quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Conversando sobre Arte com Fernando Lindote



Fernando Lindote é reconhecido artista com participação nas Bienais de São Paulo e do Merco Sul. Vive e trabalha em Florianópolis.

Conte um pouco de sua trajetória pessoal
Nasci em Santana do Livramento, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, em 20 de novembro de 1960. Minha família mudou para Porto Alegre quando eu tinha entre sete e oito anos. Com treze anos eu comecei a publicar HQ e cartuns nos jornais de Porto Alegre. Somente com 17 anos, quando voltei a morar em Livramento, na casa de meus avós, é que comecei a estudar pintura.

Qual foi sua formação artística?


Estudei, de modo irregular, na escola de artes da ASPES,em Livramento. Mas isso serviu para que conhecesse mais Torres Garcia e o Construtivismo Universal. Isso e um interesse por Iberê Camargo e Volpi, foram as bases de interesse nesse início.

Que artista influenciam seu pensamento?
Talvez a maior influência nos anos de formação tenha sido Renato Canini.

Como você descreve sua obra?
Não tenho uma distância crítica para descrever meu trabalho com algum rigor.Mas sei que minha obra passa por todos os trabalhos que fiz e que espero fazer.


Você utilizou-se de desenho, pintura, fotografia, instalação, performance e vídeo, como esse meios se ligam? Alguma preferência?
Acredito que os meios são exatamente isso: meios para realizar alguma coisa. Cada trabalho pede um meio. E eu tento atender essa necessidade. Acho que entendo bem cada especificidade dos meios. Reconheço essa qualidade nos meus trabalhos, o que me permite uma passagem delicada de um meio a outro.


Nessa sua longa e vitoriosa carreira, você destaca alguma exposição?

Em 2002 fiz uma mostra no Instituto Tomie Ohtake que considero muito precisa.



Qual sua opinião sobre o desenvolvimento da arte contemporânea em Santa Catarina?


Santa Catarina,considerada no consenso da sociedade que se expressa culturalmente,desconhece o que seja arte contemporânea.



Qual a importância da residência artística em sua formação?

Nunca fiz residência, não sei como seria.



É possível viver exclusivamente de arte no Brasil?


É possível viver do campo da arte.



Como você relata sua experiência como curador?


Meu envolvimento com curadoria acontece a partir de meu trabalho como artista. O que caracteriza sua especificidade assim  como o limite que eu posso ter nesse campo. Faço  curadorias apenas   em Santa Catarina, e projetos que me interessam pessoalmente.

Que sugestão você daria a um jovem artista para se inserir no mercado de arte?


Não conheço as regras do mercado de modo suficiente para poder opinar sobre isso.Mas penso que o jovem deve pensar antes de mais nada em desenvolver algo que faça algum sentido,sendo o circuito e o mercado, consequências disso.



Qual a sua opinião sobre Bienais e Feiras de Arte?




Acredito que as Bienais e as feiras de arte estão mudando sua função para o circuito de arte. Há um cruzamento, desde os anos 1980 entre o antigo campo da cultura e o mercado , o que exige uma nova prática para esses eventos.

















topo escolato

hidrogréfica sobre papel

2008
 
 
 
 
 
 



Palácio Salvo

acrílica sobre tela

2008
 
 
 
 
 
 
 
 



Trindade

acrílica sobre tela

2008





 
 
 
 
 Data

acrílica sobre tela

2008




 



Sem Título

óleo sobre tela

2008



Sem Titulo

acrílica sobre tela

2008





 

Sem Título

grafite sobre papel

2011 - 2012




Astronauta

aquarela sobre papel

2012


http://fernandolindote.com.br
 

 

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Maurizio Cattelan

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