Multidimensionalidade das cores e dos coloridos.
Como procuro estudar as cores fora de uma mentalidade quantitativa que se formou a partir do Renascimento e que permanece até hoje, mas hoje também começa a ser contestada, as dimensões que pensei atrelam-se naturalmente as conclusões que venho encontrando nestes meus estudos nos quais percebi que têm uma lógica nada absurda. Daí considerar a testemunha sempre presente. Somente agora as ordenei, mas seus fundamentos já estão anotados em meus dois livros, A cor e o cinza e O cromatismo cezanneano.
Também procurei pensar os coloridos e suas dimensões não como simples ilustrações de descobertas cientificas, sobretudo no campo da física quântica ou no da teoria das cordas.
Tenho observado que muitos artistas que se interessam
coloristas acabam circunscrevendo suas preocupações na cor. Quando comecei a
estudar mais profundamente a obra de Cézanne concluí que tinha que descartar o
círculo cromático tradicional. Tudo isto me permitiu que centrasse minhas
preocupações bem mais no colorido e consegui estudar os coloridos considerando
o quadro como o suporte de anotações sem que isso o esvaziasse de valores
éticos e estéticos. Bem diferente daqueles artistas que se interessam mais pela
cor, que para manter os valores éticos e estéticos procuraram responder à
pergunta: o que é a pintura hoje, o que os levou a encontrar novos suportes sem
abandonar, contudo, o que entendemos como quadro.
Seguem as dimensões dos coloridos.
1a - Largura
2a - Altura
3a - Profundidade
4a Tempo: Cronos. Kairós e Aión.
5a - A cor abstrata substantiva
6a – A cor concreta adjetiva.
7a - Os rompimentos dos tons considerando-se os contrastes.
8a - Os rompimentos dos tons considerando-se a pós imagem de cada tom.
9a - O cinza sempiterno.
10a - O cinza onipresente.
11a - O serpenteamento vinciano ou as curvaturas circulares observáveis no objeto a partir de um visão bi-ocular, ou seja, ou seja, uma percepção além da perspectiva Renascentista.
12a - O serpenteamento vinciano ou as concavidades angulares, considerando-se também a percepção bi-ocular.
Claro, ainda tenho muitas dúvidas, pois por enquanto estou preso à metodologia que me levou ao campo das especulações teóricas antecedendo às experimentações e à práticas.
2a - Altura
3a - Profundidade
4a Tempo: Cronos. Kairós e Aión.
5a - A cor abstrata substantiva
6a – A cor concreta adjetiva.
7a - Os rompimentos dos tons considerando-se os contrastes.
8a - Os rompimentos dos tons considerando-se a pós imagem de cada tom.
9a - O cinza sempiterno.
10a - O cinza onipresente.
11a - O serpenteamento vinciano ou as curvaturas circulares observáveis no objeto a partir de um visão bi-ocular, ou seja, ou seja, uma percepção além da perspectiva Renascentista.
12a - O serpenteamento vinciano ou as concavidades angulares, considerando-se também a percepção bi-ocular.
Claro, ainda tenho muitas dúvidas, pois por enquanto estou preso à metodologia que me levou ao campo das especulações teóricas antecedendo às experimentações e à práticas.
Claro, ainda tenho muitas dúvidas, pois por enquanto estou
preso à metodologia que me levou ao campo das especulações teóricas antecedendo
às experimentações e às práticas. Creio que esta metodologia pode me levar a um
pensamento que, sem desprezar a ciência, possa levar as cores a outras áreas do
conhecimento. É oportuno citarmos um dos
pensamentos de Braque: “A arte sobrevoa, a ciência anda apoiada.”
José Maria Dias da
Cruz
Florianópolis – maio 2012
Observando uma Maria sem vergonha –
Óleo sobre tela – 40x20cm – 2010
A forma de colorido – Acrílica sobre
tela – 2011


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