Manoel Novello Rio de Janeiro.
Fale algo
sobre sua vida pessoal.
Nasci no Rio de Janeiro, mas em primeiro lugar
sou brasileiro. Sempre me senti um privilegiado em ser brasileiro, falar
português e ter acesso a essa nossa cultura rica desde a infância. Me formei
em arquitetura na UFRJ, sempre me interessando por arte e frequentando
exposições.
Como foi sua formação artística
No curso de arquitetura, as aulas que mais me interessavam
eram as de história e teoria da arte. Depois, estudei no Centro Calouste
Gulbenkian e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Que artistas influenciam seu pensamento?
São muitos. Posso dar como exemplo, Richard Diebenkorn,
Sarah Morris, Rachel Whiteread, Terry Winters, Howard Hodgkin, Frank Nitsche,
Thomas Scheibitz.
Como você descreve sua obra?
Uma
interpretação e um comentário, sobre a cidade, seu ritmo, sua velocidade, seus
fluxos, seus volumes arquitetônicos, seu controle e descontrole e seus
excessos.
Além dos
estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
Andar pela cidade, pelo bairro que eu moro, imprensado num vale, andar por
Copacabana, ouvir música popular brasileira, viagens, leitura.
Você tem
uma rotina de trabalho?
Pinto e leio todos os dias, o dia
inteiro.
É possível
viver de arte no Brasil?
Sim, foi essa a opção que fiz.
A galeria
ajuda a alcançar um público maior que se interesse pelo trabalho do artista.
O que você pensa sobre os
salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Os salões são uma
das formas de inserção do trabalho num sistema de arte que vem se expandindo
notadamente. Os salões ajudam a revelar novos artistas, de todas as partes do
Brasil. Cada salão, ou mostra coletiva tem seu método e os mais importantes são
os mais criteriosos tanto no regulamento, como na organização. Participei de
alguns, como o Arte Pará, Novíssimos, Petrópolis, Olheiro da Arte e Ribeirão
Preto.
Você participou da Bienal de Curitiba, como foi a experiência e o que representou para sua carreira?
Fui selecionado para a Bienal de Curitiba pelo curador
Alfons Hug. Isso significou estar inserido numa mostra importante, tendo meu
trabalho contextualizado num âmbito internacional.
Quais são
seus planos para o futuro?
Continuar pintando.
O que você
faz nas horas vagas?
Leio, vejo filmes, assisto show de MPB no DVD,
gosto muito do convívio familiar e bater papo com amigos
Civilização do amor. 138x138 cm.
A cidade me atravessa. 138x138 cm.Civilização do amor. 138x138 cm.
Copacabana diz adeus. 138x138 cm.
Projeto 8 29x41 cm.
Trabalho 1 da Série Totens Urbanos. 80x80 cm.
Série Soluções da cidade, 100x100 cm.






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Um comentário:
Olá Manoel, este movimento do Marcio é super interessante, pois nos fornece detalhes dos processos artísticos que, nas conversas nos encontros em inaugurações não são possíveis de serem detalhados.
Grande abraço, Ivani Pedrosa
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