segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alexandre Murucci Exposição Todos os Dias BNDES





Alexandre Murucci Depois de ter feito a curadoria da inesquecível exposição Escultura Contemporânea, chegou a hora de sua exposição individual no BNDES. Poesia pura. A curadora Isabel Sanson de Portela escreveu o bela texto. Parabéns Alexandre.





Todos os dias...

Todos os dias, quando acordo,
vou correndo tirar a poeira da palavra amor..."

Clarice Lispector

Amor, Devoção, Sonhos e Ideais fazem parte do nosso imaginário e não são apagados facilmente. Os românticos associam tudo ao amor, outros a um impulso primitivo dos seres humanos. Para o artista Alexandre Murucci são as bases que o levaram a pensar no universo feminino. A partir daí elabora uma série de trabalhos que transitam sobre questões que orientam/desorientam a alma feminina.
Todos os dias... pode significar a rotina, mas também é a ação diária da escolha, da opção.

Como diria o nosso poeta Chico Buarque na canção Cotidiano: Todo dia ela faz tudo sempre igual...

Ao lavar a roupa pode também lavar a alma, ensaboar os sonhos, imaginar o príncipe encantado e escolher sapatos cor de rosa para dançar uma valsa.
Olhar-se no espelho do banheiro e perguntar, como no conto de fadas, se existe alguém mais bela nesse mundo...

Mas quase sempre esses sonhos vão sendo postos de lado e os ideais postergados em nome de outras urgências. Murucci se apropria dessas questões universais e exibe seu olhar poético sobre a alma feminina. Com grande sensibilidade, toca em feridas abertas como em cristais quebrados, em sonhos desfeitos, em vidas que ficaram suspensas por pregadores dourados nos varais, como lençóis lavados.



Isabel Sanson Portella
Abril 2012
E ela olha no portão.





E ela olha no portão.











Todos os dias quando acordo vou correndo tirar a poeira da palavra amor.






Inventário de um proposta de felicidade







Existe no mundo alguém...







Hoje é seu dia de princesa.



Convite com detalhe do trabalho Todos os dias quando acordo vou correndo tirar a poeira da palavra  amor.



Curadora Isabel Sanson de Portela.

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Maurizio Cattelan

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