quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Conversando sobre Arte Entrevistada Patricia Osses




Patricia Osses



Patrícia Osses chilena de nascimento e artista brasileira. Sólida formação acadêmica, foi selecionada para o Prêmio Pipa, 2011.Vive e trabalha em São Paulo. É representada pela Galeria Leme, SP. Além de artista, Patícia é exímia celista. Obrigado Patrícia. Que bela obra!


Patricia, conte algo de sua história pessoal.  
Nasci em Santiago do Chile, em 1971. Em 1973  minha família mudou-se ao Brasil, por motivos de trabalho, durante o que deveria ter sido uma estadia de dois anos. Logo depois que nos mudamos ocorreu o golpe de estado, e na espera que o governo  militar deixasse o poder, passaram-se 17 anos.... Aí já "estávamos" brasileiros... apesar da nossa casa sempre ter se mantido muito chilena nesse tempo todo: conservamos a língua, costumes e comidas, a conexão com as pessoas e acontecimentos de lá.

Como começou seu interesse pela arte?
Foi muito gradativo. Sempre me interessei por coisas muito diversas e, depois de me formar em arquitetura, percebi que havia chegado a um bom ponto para fazer outra graduação.  Pensei que no curso de Artes Plásticas poderia reunir tudo o que me interessava, e que nesse campo os sentidos e significados se ampliavam, se abriam. A própria visão de mundo, de vida se ampliava também, e essa possibilidade me encantou. Resolvi seguir por aí.

Qual foi sua formação?
Tenho formação em arquitetura e em artes plásticas, e estudos em música erudita (violoncello). Agora desenvolvo doutorado em Poéticas Visuais na ECA/USP, com orientação de Carlos Fajardo.

Além de artista você é arquiteta. As duas atividades tem algo em comum?
Vejo as duas atividades tão indistintamente, que me parece natural ter enveredado pelas artes plásticas após o curso de arquitetura. Afinal, meu campo de pesquisa continua sendo o espaço tridimensional,  abrindo-se a idéias de lugar, memória, historicidade, literatura. Penso afinal que a Arquitetura que faço se discute no campo de Artes Plásticas, se realiza nesse campo.

Que artistas influenciam seu pensamento?
No Brasil, é muito importante para minha formação (constante) o Carlos Fajardo, com certeza. E pelo trabalho, além do próprio Fajardo, sempre são referências recorrentes  Nelson Félix, Waltercio Caldas, Cildo Meirelles, Tunga, Iran do Espirito Santo.
Dos estrangeiros, são muitos, desde Wilhelm Hamershoi (pintor dinamarques, sec XIX) e os holandeses (Rembrandt, Vermeer e Van Eick) a Mark Rothko, Gordon Matta Clark, Francesca Woodman, Richard Serra e Bruce Nauman, para ficar em alguns...
Além dos visuais, escritores estão cada vez mais ocupando um espaço importante no meu pensamento, a ponto de definir os lugares de próximos projetos. Especialmente o Jorge Luis Borges e a Marguerite Duras. E no cinema, o mesmo com Andrei Tarkovski e Alexander Sokurov.

 O que a inspira?
Lugar, livro, som, luz, densidade, cor. O encontro com essas coisas.

Como você descreve sua obra?
Acho sempre que a obra é que se descreve, gosto muito de uma frase do Waltercio Caldas : "Transparências quando descritas resultam opacas". Mas posso dizer as mesmas palavras da pergunta anterior para falar da obra: lugar, livro, som, luz, densidade, cor.

Você tem uma sólida formação acadêmica, no momento cursa o Doutorado, como isso influencia seu trabalho?
A escolha por continuar na academia após a graduação vem da conclusão de que a pesquisa é, até o atual momento, inerente ao processo de criação de meus trabalhos. A academia acaba por regular e ordenar essa pesquisa, o que me instrumentaliza e me ajuda bastante, mas essa pesquisa sempre foi necessária.
Além disso, sinto a academia com um espaço de interlocução verdadeiramente sério e extremamente valoroso para o trabalho. O artista visual é um sujeito criativo bastante solitário, e na universidade posso expor tanto meu processo como minha produção ( já que em Poéticas visuasi se discute o trabalho prático como tema principal) a pensadores incríveis, que vão se debruçar séria e profundamente sobre meu trabalho. Penso que muitas vezes, no meio crítico e curatorial essa profundidade é difícil de ser encontrada.
O trabalho ganha muito com esse debruçar, essa discussão é muito bem-vinda, abre e multiplica os sentidos dos trabalhos a muitas direções.

Qual foi sua experiência com os salões de arte? Você faz alguma sugestão para aprimorá-los?
Os salões de arte foram espaços muito importantes para o começo da minha trajetória, tanto financeiramente como em termos de abrir um espaço possível para expor, acessível por meios que, ainda que muitas vezes se possa discutir isso, são democráticos. Acho um bom meio para os museus públicos aumentarem sua coleção, e a jovens artistas de ter uma possibilidade de acesso a elas, e construir uma trajetória, mostrar seu trabalho.
Minha sugestão é que é essencial o suporte de um pró-labore para expor em instituições públicas, e uma troca justa com o artista, que muitas vezes não têm condições de produzir um trabalho se não for nessas condições, nem de patrocinar do seu próprio bolso uma instituição cultural. O pró-labore, mais que o prêmio principal, é o verdadeiro estímulo à produção de novos trabalhos visuais no Brasil.

Qual a importância da residência artística?
Considero a residência de uma importância tão relativa ao trabalho do artista quanto o uso de aço, fotografia ou tinta acrílica... ou seja, o trabalho deve pedir a residência e não o contrário. As residências tornaram-se um mecanismo muito popular e disseminado de produção, e muitas vezes o artista não tem necessariamente que se deslocar para produzir um determinado trabalho. Então a residência vai ter uma importância uma vez que o lugar, e Esse Lugar, seja essencial ao processo desse artista, ao trabalho dele. O resto é consequência.

O que significa o prêmio Pipa?
Uma ótima maneira do trabalho chegar a mais pessoas, pelo catálogo ou pelo site, e um certo reconhecimento da trajetória, sem dúvida. As artistas premiadas nas duas edições, a Renata e a Tatiana, têm um trabalho consistente e sério, gosto muito, o que fala bem do prêmio...

É possível viver de arte?
No Brasil, sempre difícil. Para a grande maioria exige desdobramentos na busca de financiamentos e muito jogo de cintura, múltiplas atividades para pagar as contas...  A consequência é que a verba para a produção dos trabalhos é dividida com gastos da vida... e o tempo exclusivo para a criação se faz pouco.

A mulher já tem no mercado o mesmo espaço do homem?
Nunca me detive a pensar em questões de gênero, talvez porque pessoalmente nunca senti que o fato de ser mulher tenha algum peso maior ou menos nas obras do que qualquer outra questão.

Você é representada por alguma galeria? O que é necessário para isso?
Sou representada pela Galeria Leme, em São Paulo. Acho que é necessária uma identificação do galerista com seu trabalho, pelo menos numa relação ideal. Que ele acredite realmente no seu trabalho, para poder representá-lo. E igualmente do artista em relação à linha de trabalho e ao espaço da galeria.

Quais são seu planos e sonhos futuros?
Acabo de me instalar definitivamente em minha casa-atelier, finalmente com um espaço físico que vai me dar a tranquilidade e o lugar para produzir, pesquisar, adequar as obras.  Imagino que isso terá alguma influência sobre a maneira de trabalhar...
E apesar disso, pretendo em breve me deslocar novamente, para pesquisar e trabalhar sobre um outro lugar literário...

O que você faz nas horas vagas?
Horas vagas? O que seria isso? (rsrsrs) Voltei a me dedicar a grupos de música e a retomar o violoncello, parado alguns anos pelas temporadas de viagens e trabalhos fora... Estou feliz tocando novamente em uma camerata e um quarteto de cordas. Além disso...procurar alimento para alma, sempre, ver coisas boas.
  

Clarabóia Colorprint, 40. 40x60 cm.


Bibliotheque. (2011) Colorprint sobre algodão.



Mirror. (2008) Colorprint 30x45 cm.



Pátio de Luz 4. Colorprint 90x60 cm.



Corredor. Vídeo 6 min.


Purple Green. (2008) Colorprint 100x70 cm.


Ojala (2010-2011) Colorprint 100x70 cm.



http://www.patriciaosses.com  No site estão os textos e outros trabalhos da artista.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Conversando sobre Arte Entrevistado Alexandre Hipolito





Alexandre Hipólito





Fale algo sobre sua vida pessoal. 
Sou carioca, mas já morei em Belém do Pará, Porto Alegre e São Paulo. Atualmente, vivo e trabalho no Rio de Janeiro. Venho de uma família sem nenhuma ligação com as artes. Não tive influências próximas, mas desde cedo já percebia que deveria me envolver, de alguma maneira, com o universo criativo. Como em algum momento na vida da maioria dos artistas, busquei durante muitos anos em outras áreas, alternativas viáveis às artes. Todos já tivemos a percepção de sua inviabilidade, mas a arte não é um ofício. É uma forma de perceber e interpretar o mundo, impossível de ser descartada. E a arte contemporânea possui uma característica que sempre me atraiu: a possibilidade de atingir o ápice da liberdade de pensamento.

Como foi sua formação artística?
Sou autodidata. Minha formação artística é basicamente empírica e bibliográfica.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Nenhum. Gosto muito dos trabalhos de vários artistas como Beuys, Philip-Lorca diCorcia, Matta-Clark, Gregory Crewdson, Hopper, Koons, Jeff Wall, Wojnarowicz, Larry Clark, Sandy Skoglund, Joel-Peter Witkin, Tillmans, Ron Mueck, Maurizio Cattelan e outros. Mas não baseio meu pensamento nas pesquisas de outros artistas. Busco minhas referências na história da humanidade e seus reflexos na modernidade. A vida real é infinitamente mais complexa e perversa do que qualquer mente criativa consegue transpor para as artes.

 Como você descreve sua obra?
Em constante transformação e evolução.Tenho uma gama de interesses muito grande, o que dificulta nortear minha obra a partir de um único pensamento. Por isso produzo em séries, sendo algumas fechadas e outras há anos em produção. Eventualmente, volto à antigas séries ou trabalho simultaneamente em duas ou três. Raramente produzo trabalhos isolados. É a forma que encontro para inserir questões no meu trabalho que em outras épocas não tinham relevância.
Vivemos em um mundo que sofre uma constante transformação cultural, muito rápida e mais intensa, inclusive, à gerada pelo Iluminismo. Me refiro à facilidade de geração e divulgação de informações, idéias e imagens pelo cidadão comum. O que vemos, atualmente, é a transferência de poder das mídias tradicionais e Estados instituídos àqueles que realmente viveram a história. Vemos os fatos de forma crua e real, sem a estética de fotógrafos e cinegrafistas profissionais e, por vezes, subvertendo as versões oficiais, impedindo que estas se tornem, de fato, História. Cito estas questões para ilustrar os motivos pelos quais transito por várias possibilidades. Não é possível me ater a um único pensamento dentro de um período da civilização com tamanho poder de transformação. 


Você é fotógrafo profissional e artísta como você faz essa diferença? Como elas se completam?
Não existe conflito, pois atuo como fotógrafo profissional em áreas correlatas às artes visuais, como still de cinema, teatro e reprodução de obras de arte. Há, na verdade, uma troca de experiências.

 O número crescente de artistas após o advento da fotografia digital e o photoshop é positivo ou negativo?
Não é positivo ou negativo. É simplesmente inexorável. Faz parte da história da arte anexar novas ou antigas mídias às produções artísticas. Foi assim com a fotografia, com o cinema e o vídeo, com a robótica e a mecatrônica. O teatro, a cenografia e a arquitetura estão presentes nas artes visuais sob a forma de performances e instalações. Não é certo criar juízo de valor da mídia utilizada, mas do produto gerado por ela. Pouco importa se o trabalho é pintura, fotografia digital ou analógica, se foi usado Photoshop ou não. Nunca entendi artistas que fazem questão de deixar claro que usaram filme e não câmera digital em certos trabalhos. E daí? O próprio universo das artes se encarrega de separar o que possui algum valor do que não passa de uma bobagem. Sempre foi assim e continuará sendo.


O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Em primeiro lugar, não transformar a galeria em um Santo Graal. Uma representação é a conseqüência de vários fatores. Um deles é ser absolutamente fiel às suas questões e princípios nas artes, não alterar seu pensamento ao sabor das necessidades do mercado. Outro, é o nível de comprometimento com o fazer artístico, pois ninguém se dispõe a investir em artistas que duvidem de suas aptidões ou não demonstram desejo o suficiente para dar continuidade às suas pesquisas. Não deve se posicionar, por exemplo, como um designer que faz arte, mas como um artista que também faz design. E o principal é transmitir ao mundo das artes a percepção do seu envolvimento, do seu compromisso. Como conseguir este posicionamento é questão de foro íntimo.


Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
Filmes e documentários, livros de ficção e não-ficção, jornais, revistas e Internet.


O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Quanto mais houver, melhor. São espaços de divulgação muito úteis. Mas não devem ser considerados parâmetros de absolutamente nada. Artistas que não conseguem entrar em salões não devem se considerar ruins ou excluídos e os que entram, não devem se considerar excepcionais. A arte, atualmente, é relativa em qualquer um dos seus espaços políticos.
Os Salões deveriam distribuir prêmios em dinheiro a todos os seus participantes e de forma igualitária.


Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
São duas propostas diferentes. As feiras são ricas em possibilidades e traduzem com fidelidade a realidade da arte contemporânea, que é extremamente plural e sem diretrizes definidas. São galerias que atuam em diferentes espaços políticos e geográficos, com diferentes propostas. É interessante perceber como a arte acontece simultaneamente em diversas regiões.
Bienais traduzem as referências de um curador apenas. E, mesmo quando administradas por um grupo de curadores, sempre haverá a primazia de um deles. Mas, graças aos seus formatos expositivos, possibilitam uma grande liberdade de inserção de propostas que dificilmente veríamos em feiras. Além do fato de que as galerias buscam compor seus artistas a partir destas mesmas propostas curatoriais. É óbvio que as feiras possuem viés mercantilista, como muitos criticam. Mas arte é mercado. Ninguém faz arte apenas por diletantismo. Mesmo o artista que propõe projetos efêmeros ou de difícil comercialização, está buscando notoriedade. E notoriedade se transforma em bem de capital. Portanto, o ciclo das artes sempre se fecha no mercado.

Quais são seus planos para o futuro?
Viajar mais para o exterior. Neste ano, passei cinco meses em Paris participando de um intercâmbio artístico na École des Beaux-Arts. Foi a experiência mais enriquecedora e gratificante que já tive. O desprendimento geográfico, para mim, é muito importante, pois acrescenta muito à construção do meu trabalho.
Também pretendo produzir, dentro do possível, todos os meus projetos artísticos que estão parados.

O que você faz nas horas vagas?
Gosto muito de conversar e trocar idéias com os amigos, de assistir vídeos de filmes e documentários e leio muito. Leio praticamente tudo que me cai nas mãos, inclusive panfletos de supermercados. Também sou um flâneur por excelência. Caminhar pelas cidades, parar em alguns locais e observar o comportamento das pessoas é um excelente exercício intelectual.

Faça se desejar algum comentário.
Agradeço muito a você, Marcio, a oportunidade. E espero que continue, com muito sucesso, este ótimo trabalho de divulgação das artes.
Um grande abraço.




Série Chambre de Bonne.



Série Chambre de Bonne.



Série War Games: La Baionette et la Raison des Choses (2011)


Série War Games: La Baionette et la Enfance Terrible (2011)


Série War Games (2011)


Série War Games (2011)



Série: New Word, New Life (2009) Instalação site specific.


Série: New World, New Life (2010) Instalação site specific.



Série: New World, New Life (2009) Instalação site specific.



Série ab Incunabulis: Sweet Dreams (2008)


Série Incunabulis (2008)


Série Reo ab Incunabulis: Ave, Teddy (2010)


Série Colunn (2008)



Série Collun (2009)




Alexandre Hypólito




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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nan Goldin Fotógrafa e Artista

Nan Goldin (1953-) Nasceu em Washington, DC. Foi criada em Boston. Na High School ganhou de um professor uma máquina fotográfia e começou sua carreira. Graduou-se na School Of Fine Arts, Boston. Começou a documentar o universo musical pós punk and new age. Passou a usar sua própria vida, a dos familiares e a dos amigos como foco da obra. Entre 1979 e 1986, criou a série The Ballad of Sexual Dependency mostrando o cenário devastador da AIDS. Para ela: "É sobre relacionamento entre homens e mulheres e por que são tão difícieis". Eu vi a exposição I will the Miroir no Whitiney Museum of American Art, Nova York, um conjunto de pequenas fotos. Sua apresentação na Bienal de São Paulo foi em forma de projeção de diapositivos em uma tela grande, foi uma das mais aclamadas obras.É representada pela Mathews Mark Gallery. Participou das Bienais de Veneza, de Sidnei, de São Paulo e da Whitney Biennial. Retrospectiva no Whitney Museum, Centre Pompidou e Louvre. Vive e trabalha em Nova York e Paris. Vários prêmios e livros.


CR and Max on the Beach, Truco, Massachusetts. MoMa.

French Chris on the Conversible (1979) Nova York. Metropolitan Museum of Art, Nova York.









Ivy, Boston.





Nan as a Dominatrix, Boston (19780 Cibachrome




Self Portrait with Melagro (1988) Guggenheim Museum, Nova York.






Kathe in the Tube West Berlin.






Thanksgiving Cibachrome. Coleção particular.


Self-Portrait New York Eve, Malibu (2006) Cibacrome.


Guido Floating Lorenzo 1999 (2004) Cibachrome.


Kee on the Bed Tate Gallery, Londres.



The Hug (1980) New York City MoMa, Nova York.


Vivian on Green Dress Tate Gallery. Londres.


Fatima's Candle (1998) Cibachrome.


Cleopatra with the Asp (2010) Cromogenic print.


Sisters (2010) Chromogenic print












domingo, 27 de novembro de 2011

Imagem Semanal: Monge




Jean de la Huerta and Antoine le Moiturier Sem título, 1415. Uma representação do bispo, coro de meninos e monges da ordem de São Bruno. Dijon, França


Petrus Christus (1444-1475) Portrait of a Carthusian, 1446Metropolitan Museum of Art, Nova York.



Fra Bartolommeo (1472-1517) Monk, 1500. National Gallery, Washington




Hugo van der Goes (ativo entre 1467-1482) A Benedictine Monk, 1478. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


French Painter (cerca 1550) Monk Praying, s. d. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


Jacopo Pontormo (1494-1557) Study of A Cathusian Monk, 1525. Galleria degli Uffizi, Florença.

Baldassare Tomasso Peruzzi (1481-1533) Portrait of an Olivetan Monk, s.d.  Metropolitan Museum of Art, Nova York.


After Massimo Stanzione (1585-1656) Monks and Holly Women Mourning over the Dead Christ, s.d. National Gallery, London.




Ticiano (1493-1576) A Monk with a Book, 1550. National Galley Australia.




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Sofonisba Anguissola (1532-1625) A Monk, 1556.



Vicente Carducho (1576-1638) Martirio de los Pioneros de las Cantujas Inglesas de Londres. Museu do Prado, Madrid.




Francisco de Zurbarán (1598-1664) Fray Hernado de Santiago, 1628-1633. Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, Madrid.


Rembrandt van Rijn (1606-1690) A Monk Reading, 1661.


Thomas Gainsborough (1727-1788) Two Monks Reading, 1767. Yale Center for British Art.


Louis-Leopold Robert (1794-1835) Young Monk a Roman Peasant, s.d. Coleção particular.

Caspar David  Freedrich (1774-1840) Monk by the Sea, 1808-1810. Charlottenburg Palace.


Edouard Manet (1832-1883) Praying Monk, 1864. Boston Fine Arts Museum.


Ture Nikolaus Cederstrom (1843-1924) Monk Playing Clarinet, 1872. Coleção particular.




Jean-Baptist-Camille Corot (1796-1895) The Monk, 1874. Hamburger Kunsthalle, Hamburgo.


Paul Cézanne (1839-1906) Antoine Dominique Sauver Aubert, the Artist's Uncle as a Monk, 1886. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


Antonio Casanova y Estorach (1847-1896) Monk Testing Wine, 1886, Brooklin Museum.



Eduard von Grützner (1846-1925) Monk Drinking Wine,



Katharina Fritsch (1956-) Monk, 1997-1999. The Art Institute, Chicago




George Krause (1937-) Zurbaran Monk, 1977.


Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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