domingo, 31 de julho de 2011

Imagem Semanal Escultura Moderna


“Sculpture has probably chanced more during the last thyrty years than any other time in its more than 30000 year history, and it has changed because we chanced.”

Judith Collins. Senior Curator at Tate Gallery






Mark Wallinger (1959-) Artista conceitual inglês. Filmes, pinturas, esculturas e instalações. Começou seus estudos na Chelsea School of Arts e completou na Goldsmiths College. Fez parte da Young Britsh Artists, tendo participado da histórica exposição Sensation. Ganhou o Turner Prize de 2007. Participou das Bienais de Veneza e Istambul. Teve retrospectiva na Tate Gallery. Seus interesses maiores são os religiosos e sociais. Ecce Homo (1999) Escultura de resina e mármore representado Cristo e instalada na Trafagar Square Fourt Plint. Wallinger disse: “Eu quero mostrá-lo como um homem comum, um líder político de um povo oprimido. Eu penso ter ele um lugar aqui diante dos exagerados símbolos imperiais”. O Cristo é representado de mãos atadas às costas e com uma coroa de arame farpado.












Siobhan Hapaska (1963-) Nasceu na Irlanda. Mora e trabalha em Londres. Estudou na Goldsmith College de Londres. Em 1998 ganhou o Glen Dimple Artist Award. Participou da 49ª Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel. The Inquisitor (1997) Uma perfeita representação da figura de um homem vestido com um hábito dominicano sentado numa cadeira desenhada por Marcel Breuer. A mão direita tem quatro dedos, com a mão esquerda ele segura um objeto não identificado. Há um som que reproduz um discurso em latim. O artista tem uma obra enigmática referindo-se a protestos e violência.






John De Andrea (1941-) Escultor americano associado ao fotorrealismo. Bacharel em artes pela Universidade do Colorado. Estudou, ainda, na University of New Mexico. Vive e trabalha em Denver. Suas figuras são perfeitas, ele gostaria, que elas respirassem. John obtém esse alto grau de realismo com o uso de materiais modernos com a técnica de modelagem utilizada pelos antigos gregos e romanos. Allegory: After Courbet, 1988. É um auto-retrato com sua modelo e musa. Ele olha para a máscara, já pronta, do modelo. Ela fixa seu olhar para baixo em direção a ele. As cores das suas esculturas são em tom cinza e em tamanho real. John De Andrea procura fazer o expectador acreditar, que elas são verdadeiras.


Gavin Turk (1967-) Nasceu na Inglaterra. Estudou no Royal College of Art, Londres. A maioria dos seus trabalhos envolve a sua própria imagem substituindo diferentes personagens famosas. Turk apropriou se da foto, conseguida por Korda, de Guevara morto na Bolívia e fotografou-se na mesma pose com barba e cabelos compridos. The Che Guevara Story (2001). Coleção particular.




David Mach (1956-) Nasceu em Methil, Escócia. Estudou na Duncan of Jordanstone College e no Royal College of London. Mach está representado em numerosos museus do Reino Unido e em diferentes espaços públicos. Elvis coleção particular.





Sugestões: Sculpture Today _ Phaidon, 2008.

                   Sensation Young British Artists in Saatchi Colletion _ Royal Academy of Arts, 1997.

sábado, 30 de julho de 2011

Roy Lichtenstein A Crítica à Cultura de Massa.


Roy Lichtenstein.



Roy Lichtenstein (1923-1997) Nasceu, viveu e morreu em Nova York. Estudou na Art Student League e na Ohio State University, mas teve que interromper o curso para servir na Segunda Guerra Mundial entre 1941-1943. Ao retornar, terminou o curso e instalou-se em Nova York. Sua obra inicial relacionava-se com o Cubismo e o Expressionismo. O convívio com Andy Warhol, Jasper Johns e James Rosenquist levou-o a Pop Art. Utilizou a pintura para criticar o consumo de massa por meio de imagens retiradas das histórias de quadrinhos. Suas cores eram brilhantes, vivas, planas e limitadas por linhas negras, para construí-la recorreu ao pontilhismo. Fez parte do grupo do galerista Leo Castelli. Recebeu a National Medal of the Arts, Washington, o Kyoto Prize da Inanori Foudation, Japão e o American Academy of Arts and Letters, Nova York. Honorary Doctorates da George Washington University, da California Institute of Fine Arts, da Ohio University, da Bard College e do Royal College of Art, Londres. A Roy Lichtenstein Foudation foi criada de acordo com os desejos do artista e da sua família com intuito de conservar e divulgar a sua obra e de outros artistas contemporâneas.



Escultura em Passeocolon, Barcelona.



Evolution



 Revenie Revenie (1965) WBM, Viena.


Still Life


Alka Seltzer (1966) Grafite e litografia. The Art Institute, Chicago.


Grrrrrrrrrrrrrr (1965) Guggenheim Museum, Nova York.


Drowing Gug (1963)


Little Big Painting (1965) Whitney Museum of American Art, Nova York.


Explosion Litografia em papel. Tate Gallery, Londres.

Mujer en Baño (1963) Museo Thyssen Bornemisza, Madrid


George Washington (1962) Coleção Jean Christophe Castelli.
http://www.lichtensteinfoudation.org
Lichtenstein _ Taschen, 1994.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tecendo Afetos Um Tributo a Carmen Miranda

Corin Hewitt





Corin Hewitt



Corin Hewitt (1977-) Nasceu em Burlington, Vermont.  Escultor, fotógrafo e performista. Graduou-se na Oberlin College e obteve o Mestrado na Milton Avery School of Art, Bard College. Vive e trabalha no Brooklin. Estudou, ainda, na Staatliche Akademie der Bildenen Kunst, Karlsrue, Alemanha e na Skowhegan School of Painting and Sculpture, Maine. É representado pela Laureen Gitlen Gallery. Usa a história pessoal para explorar a relação entre a memória pública e privada. Exposições individuais em galerias comerciais e na Srpentine Gallery e no Seattle Museum.




Seed Stage (2008) Instalação no Whitney Museum of American Art, Nova York Foto Sheldon Colin.


Union Street Instalação (2004)


Legacy Dowtown Brooklin.


Sem título # 24 Seed Stage (2008) Digital pigment print.

Cast Carth (2008) Wanas Foudation, Kinistinge, Suécia.


Sem título # 1 from Drying Flowers with Microwaves (2010) Digital pigment print.

Slug (2008) Bronze. Múltiplo.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Conversando sobre Arte Entrevistado Britto Velho.













 
Britto Velho.

Carlos Carrion de Britto Velho naseu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul no ano de 1946. É pintor, desenhista, gravador, escultor e professor. Participou das Bienais de Havana e São Paulo. Sua obra está associada a Pop Arte e ao Surrealismo. Atualmente expões vinte e nove novas pinturas na La Photo Galeria em Porto Alegre, onde vive e trabalha. Parabéns e obrigado Britto Velho.

Britto Velho conte um pouco de sua história pessoal.
Carlos Carrion de Britto Velho, nasci em 1º de junho de 1946 em Porto Alegre. Filho de médico psiquiatra, fui aos 9 anos morar em Buenos Aires, onde meu pai foi fazer formação psicanalítica, voltando ao Brasil 10 anos depois. Aos 9 anos morando em Buenos Aires, com a efervecencia da cidade, comecei então a desenhar. Somente aos 20 anos, já morando no Brasil, assumi a profissão de pintor, sempre autodidata.

Que artistas influenciaram seu pensamento?
Quanto aos artistas que influenciaram meu pensamento:Picasso, Miró, Francis Bacon e Matisse.

Como descreve sua obra?
Considero meu trabalho uma nova figuração Surrealista.

Qual foi sua exposição mais importante?
Entre as 43 exposições individuais que realizei, considero a mais importante a que está acontecendo no momento em Porto Alegre, na Galeria La Photo.

Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
Achei no passado de grande importância, no momento onde a internet permite a comunicação direta entre os artistas e os interessados em arte, creio que estas grandes mostras perderam sua importância.

Como morei vários anos em Buenos Aires, Paris e São Paulo, aonde expus no MASP,MUBE,MAM e também no Museu de Belas Artes do Rio e outros, e com a volta aminha cidade,vivo um momento muito importante onde estou me aprofundando e redescobrindo a minha obra.

Como está o desenvolvimento da arte contempoânea no Rio Grande do Sul?
 A arte gaucha contemporanea está está vivendo um bom momento de efervecência.

Qual é a sua opinião sobre os preços da arte brasileira?
Creio que o nosso preço está ligado à nossa realidade (oferta e procura).

A arte brasileira já pode competir no mercado internacional?
Acredito que há muito tempo  já está preparada para isto, só faltam pessoas que nos promovam lá fora.

Quais são seus planos para o futuro?
Continuar desenvolvendo meu trabalho.

O que faz nas horas vagas?
Sou um apaixonado por cinema!!!













A La Photo Galeria inaugura no dia 07 de junho, às 19h30, uma exposição de 29 pinturas inéditas do artista plástico Carlos Carrion de Britto Velho. Esta será a primeira mostra individual de pinturas de Britto Velho a ser realizada na capital gaúcha em mais de quatro anos.
Um dos objetivos, além de mostrar a mais recente produção do artista, é oferecer ao público a possibilidade de apreciar a obra do autor, sempre tão rica, que combina talento, pesquisa e competência técnica. Um dos mais reconhecidos pintores brasileiros contemporâneos, Britto Velho costuma ter a sua obra associada à pop art e ao surrealismo.
A professora, crítica de arte e curadora Angélica de Moraes se referiu à obra do artista como uma articulação entre a tradição da pintura e um delírio pós-pop, dotada de um imaginário singular e um caráter inovador.
Também desenhista e gravador, além de pintor, Carlos Carrion de Britto Velho se vale dos mais diversos suportes e matrizes técnicas para criar suas obras. Trabalha com diferentes tipos de papéis e instrumentos, de papel cartonado e couchê a folhas de agendas antigas, de nanquim a caneta esferográfica.
A partir de materiais tão distintos é que Britto Velho cria seu universo colorido, vigoroso e mirabolante. Artista autodidata, Britto Velho nasceu em Porto Alegre e viveu em cidades como Buenos Aires, Paris e São Paulo, antes de se radicar na capital gaúcha há cerca de 15 anos.
Começou a desenhar ainda criança, incentivado pela família apreciadora de arte. Na adolescência vivida em Buenos Aires, freqüentava galerias e museus com curiosidade não apenas de apreciador, mas de alguém que buscava investigar as técnicas de produção dos grandes artistas para tentar depois reproduzi-las.
Assim Britto Velho chegou ao seu método próprio e passou a produzir obras absolutamente autorais. A exposição terá um catálogo com texto de apresentação escrito pela professora do Instituto de Artes da UFRGS e crítica de arte Paula Ramos, também curadora da exposição e expografia da exposição é de Liane Rump Arquitetura.
O projeto é financiado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, e tem patrocínio master da Concessionária Savar Saravauto e patrocínio da Sulgás. A produção é da Galeria La Photo em parceria com a Bis Cultura e Comunicação e a Nômade Agência de Comunicação e Eventos. A captação do projeto foi realizada pela Jac Sanchotene Marketing Cultural.   Release da exposição.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Coonversando sobre Arte Entrevistada Argênide Sevilha.

Argênide e Toffi


Argênide Sevilha artista autodidata, vive e trabalha em Campinas. Influenciada por Chuck Close fez várias exposições no exterior. Um aspecto importante do depoimento é a observação sobre a produção de catálogos nas exposições no exterior, coisa rara em nosso meio.  Obrigado Argênide.


Argênide, Fale algo sobre sua vida pessoal
Nasci em Salto-SP e moro em Campinas há muitos anos. Sou casada e tenho um filhinho de quatro patas chamado Toffi. Fiz USP – graduação na ESALQ e especialização na FAU.

Como foi sua formação artística?
Após a FAU fiz um curso de papel artesanal no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo com uma artista plástica cujo enfoque era o papel como arte em si e não como suporte. Trabalhei muito tempo com pigmentos puros e fibras. Em 2004 passei a usar tinta acrílica sobre tela, de forma autodidata, desenvolvendo inicialmente um trabalho semelhante ao do papel artesanal, até chegar nos trabalhos mais recentes, coloridos e com uma percepção cada vez mais abstrata quando vistos de perto. Pelo fato de não ter tido uma educação formal em artes, estudar para mim é um processo constante, faz parte da minha rotina.

Que artistas influenciam seu pensamento?
A primeira grande influencia foi Chuck Close, mas há muitos outros como Flavio de Carvalho, Portinari, Giacometti, Henri Cartier-Bresson e Ron Mueck, para citar alguns.

Como você descreve sua obra?
Creio que está dividida entre a autonomia de pinceladas abstratas que desenham em cada obra uma padronagem única, e a força final do conjunto quando o olhar se desloca e a obra se torna figurativa com o reconhecimento da imagem.

Que exposição sua, você considera a mais importante?
Todas são igualmente importantes para mim. A de Kaunas na Lituânia foi muito interessante por ter mobilizado toda a cidade por 15 dias quando ocorreram performances, exposições diversas e muitas outras atividades culturais em museus e galerias. Predominantemente tenho realizado exposições internacionais coletivas em Museus, como os da cidade de Deggendorf na Alemanha, de Charmey na Suíça, Paper Museum em Seul na Coréia, e a última no Wilfrid Museum em Israel.
Essas exposições, que produziram catálogos belíssimos sem nenhum tipo de ônus para os artistas, tiveram uma seleção feita por bancas de curadores para os quais eu, por exemplo, era totalmente desconhecida. É uma realidade muito distinta da nossa, tanto no que se refere às verbas quanto à mentalidade de grande parte dos curadores.

Morar em Campinas ajuda ou atrapalha o artista?
Pela proximidade com São Paulo, acredito que ajuda por me permitir acompanhar as exposições importantes do circuito. De uma maneira geral, hoje com o mundo todo conectado, não há diferença alguma se o artista é de São Paulo, Campinas ou de qualquer outra cidade, por menor ou distante que seja dos grandes centros.

O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Estou pensando em galerias há pouco tempo. Passei muitos anos desenvolvendo meu trabalho sem me preocupar com a comercialização. Acho que esse é um primeiro passo, não para o artista ser representado por uma galeria, mas para ter um trabalho consistente, com personalidade, o que não se consegue da noite para o dia. Em segundo lugar é preciso compreender que uma galeria não representa, absolutamente, um “atestado de qualidade”, pois há artistas ruins que tem galeria e outros bons que talvez venham a conseguir.

Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
Durante muito tempo a rua foi um grande estímulo, já que as imagens dos meus retratos se baseavam inicialmente nas pessoas que eu fotografava caminhando pelas ruas.

Você tem uma rotina de trabalho?
Tenho sim. Começo o dia fazendo uma caminhada com o Toffi e só depois vou para o ateliê. Costumo desenvolver vários projetos ao mesmo tempo. Quando pego nos pincéis já estou com tudo praticamente definido, então, enquanto estou na fase de pintura de uma tela, estudo as imagens, faço os desenhos e decido as escalas de cores dos projetos seguintes.

O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Acredito que no geral sejam uma oportunidade para os artistas iniciantes mostrarem o seu trabalho aos curadores.Incomoda-me o fato de que em determinadas instituições, ao se observar o perfil dos artistas escolhidos a cada ano, conclui-se que os editais dessas exposições nunca deveriam ter sido abertos a artistas iniciantes já que nunca é esse o perfil dos selecionados.
Penso que há a necessidade de mais exposições destinadas especificamente aos que estão começando a carreira e que, por sua vez, os editais, de uma maneira geral, reflitam o perfil que está sendo buscado. De nada adianta uma instituição ter milhares de artistas inscritos quando, na verdade, desse número, apenas 10% corresponderão ao que está sendo procurado pela instituição.

Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
Adoro ir à Bienal em São Paulo, seja ela como for e tenha os problemas que tiver. Penso que hoje o formato das Bienais está sendo discutindo em todo o mundo, talvez também pelo fato de que muitas estão começando a se assemelhar às Feiras de Arte. É necessário buscar novos formatos, desde que bem definidos os papéis.

Quais são seus planos para o futuro?
Basicamente continuar produzindo e tentar dar mais visibilidade ao meu trabalho aqui no Brasil.

O que você faz nas horas vagas?
Gosto muito de ler, ver filmes, tocar piano, cozinhar tomando vinho e, principalmente, passear com meu marido e com o Toffi.


Giacometti 150x80cm.

Autorretrato 120x120 cm.
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Rota interior (detalhe)

Tarsila (Autoretrato) 150x120 cm.

Tarsila (detalhe)

Flavio de Carvalho 150x120 cm


terça-feira, 26 de julho de 2011

Leo Ayres Discoteca de Mão Cosmocopa Arte Contemporânea

Na Fosfobox, será realizada às 22h performance do artista.

Conversando sobre Arte Entrevistada Danielle Carcav


Danielle Carcav



A entrevista com Danielle foi realizada num café no Shopping da Gávea. Uma longa conversa sobre arte e sobre a vida. Foi possível perceber a maturidade da artista em relação ao seu trabalho. O sucesso rápido, não alterou sua disposição de buscar o aprimoramento constante por meio de novos desafios e reflexões sobre o que já foi construído. Danielle busca algo mais, aquilo que possa convencê-la de estar fazendo sempre o melhor. Obrigado Danielle
Danielle, conte um pouco de sua história pessoal.
Eu nasci em Natal, Rio Grande do Norte. Sou casada e tenho um filho. Cursei Engenharia Civil, mas não terminei.Atualmente estou fazendo o curso de Engenharia Ambiental. Depois de casada, morei em Manaus por cinco anos e agora estou em definitivo no Rio de Janeiro.

Como você se encontrou com à Arte?
 Fiz Escola Técnica Federal e na instituição eram oferecidas atividades extra curriculares com música, teatro e arte. Foi daí meu interesse pela matéria. Quando fui optar por um curso no vestibular, o peso de um futuro mais estável me levou a fazer Engenharia, apesar de já naquela época eu querer seguir o caminho da arte.. Depois de casada, fui morar em Manaus e lá tive um pequeno atelier em minha casa, atividade coincidente com o estudo do curso de Engenharia. Após nos mudarmos para o Rio, eu fui visitar o MAM e vi uma exposição do João Magalhães e soube ser ele professor no Parque Lage Acho que em meia hora eu estava no lá.


Como foi sua formação artística?
 Quando cheguei ao Parque Lage, o João Magalhães estava dando aula e, após uma conversa com ele, fiz a matrícula em seu curso. Lá permaneci por cerca de um ano e meio, fazendo paralelamente alguns cursos teóricos. Quase no mesmo período fiz o Módulo Avançado em Pintura com Suzana Queiroga, curso que me proporcionou a minha primeira exposição coletiva no Rio de Janeiro, no Largo das Artes. Depois o Daniel Senise e o Ivair Reinaldim assumiram o curso a pedido da Suzana. Tenho todos meus mestres em grande apreço e carinho. Tenho sorte pela oportunidade de aprender com eles.


Que artista influenciam seu pensamento?

Peter Doig, Marcel Dzama, Marlene Dumas, Lucien Freud, Yves Klein, Gerard Richter, Yoshitomo Nara, Cristina Canale, Beatriz MIlhazes...


Como você descreve sua obra?

Sou pintora mas procuro experimentar, desdobrar o que faço porque acredito que tudo pode ser elemento para enriquecer meu processo. Faço vídeos, projetos de instalação e gravuras. Eu procuro ransferir para as telas o esapaço imaginário partindo de fotografias de crianças brincando. Faço alusão à memória da infância. Acredito que a infância é o período de vida no qual o ser humano se entrega sem restrições ao imaginário, criando e re-criando significados do que há ao redor, de modo constante. Meu processo está intimamente ligado ao ato de imaginar, como o imaginário absorve e se constroe. A memória que permeia minha investigação está intimamente ligada com a concepção de morte, no sentido de que a memória é o resgate imaginário de algo que já se foi, do tempo que ficou lá atrás. NInguém lembra do que ainda vai nascer.

Você é representada pela Galeria Dumaresque de Recife, a Amarelonegro Arte Contenporânea no Rio de Janeira, a Galeria Motor em São Paulo e a Belizário Arte Contemporânea em Belo Horizonte, o que é necessário para ser representada por uma galeria?
É difícil responder, mas acredito que você deva ter um currículo com aprovações em diferentes Salões de Arte, um trabalho promissor dentro do contexto contemporâneo e encontrar um galerista que tenha um olhar que se identifique com o produzido pelo artista.


 
O que você pensa sobre as galerias virtuais?
 Acho uma ótima forma de divulgar para um publico maior o seu trabalho. Fui representada pela FaceArte no Rio e faço parte da Galeria Motor em São Paulo, em ambas com um saldo positivo muito bom. Expor numa galeria virtual ampliar a visibilidade sobre sua produção.



Qual sua opinião sobre os salões de arte?
 É importante, você será avaliada por um juri desconhecido, conviverá com os outros participantes e um público de diferentes cidades terá contato com seu trabalho. Fui selecionada para os salões de Pequenos Formatos de Belém, de Natal, MARP de Ribeirão Preto, Teresina, Santo André, Garulhos, Blumenau, Atibaia e Mato Grosso. Nos dois ultimos recebi premiação.



Qual foi sua experiência com a Feira de Arte de São Paulo?

 Foi ótima. Penso ser parecida a uma Bienal ampliada, aberta para um número maior de artistas. Seus trabalhos ficam espostos para um número maior de espectadores e ao lado de diferentes artista. A minha primeira participação foi com a Galeria Dumaresq e a Galeria Motor e neste ano estava nas galerias Amarelonegro, Dumaresq e Motor.

Você tem uma rotina de trabalho?
Sim, como meu ateliê é na minha casa, fica mais fácil. Trabalho entre cinco e seis horas por dia.

Qual sua opinião sobre os salões de arte?
É importante, você será avaliada por um juri desconhecido, conviverá com os outros participantes e um público de diferentes cidades terá contato com seu trabalho. Fui selecionada para os salões de Pequenos Formatos de Belém, de Natal,, Teresina, Santo André, Garulhos, Blumenau, Mato Grosso, onde fui premiada e do MARP de Ribeirão Preto.

Qual foi sua experiência com a Feira de Arte de São Paulo?
Foi ótima. Penso ser parecida a uma Bienal ampliada, aberta para um número maior de artistas. Seus trabalhos ficam espostos para um número maior de espectadores e ao lado de diferentes artista. A minha primeira participação foi com a Galeria Dumaresque e no ano passado estava nas galerias Amarelonegro, Dumaresque e Motor.




As mulheres e os homens já tem igualdade no mercado de arte?
Creio que sim, é difícil você identificar uma obra feminina ou masculina. Não vejo diferença entre a absorção das obras pelo mercado só em função do sexo.

Que museus você gostaria  museus você espor?
No MAM do Rio de Janeiro, no MoMa de Nova York e todos os outros com que sonham os jovens artistas.

Quais são seus planos para o futuro?
 Terminar o curso de Engenharia, fazer uma pós graduação em Artes Visuais, continuar meu trabalho em busca de novos caminhos e mantendo o foco no desenvolvimento do meu processo. Estou me preparando para minhas primeiras individuais nesse segundo semestre.

O que você faz nas horas livres?
 Gosto de passear com meu filho em lugares abertos, ter contato com a natureza e com pessoas, pedalar, caminhar, fazer aula de dança, ler e ouvir música. Resumindo...viver.


Aquarela


Ausência de Culpa Quache, aquarela sobre papel.


Não Vou me Arrepender o Suficiente


Tédio Mata







Uma Mentira que Veste Azul.


Série Ex ou Nada


Série Ex ou Nada


















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Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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