segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lee Bontecou

Lee Bontecou (1931) Nasceu em Providence, Rhode Island. Graduou-se na Art Student Leagues. Com bolsa da Fundação Fullbright estudou em Roma. Em 1959, recebeu o Prêmio Louis Confort Tiffany. Foi professora da Brooklin School. Entre 1959 e os anos 60, construiu uma instigante obra atingindo o ápice de sua carreira. Além de desenhos, ela contruia esculturas para pendurar nas paredes, com moldura de aço, arame e com as telas feitas de sacos de correio e outros materiais encontrados. As imagens são abstratas, mas remetem à brutalidade da guerra. Ela se retirou do mundo das artes mudando-se para Orbisonia, Pensilvânia. Após anos fora de cena, os museus Hammer e o de Arte Contemporânea de Chicago realizaram uma grande retrospectiva com intuito de divulgar seu trabalho e sua contibuição para a arte americana. Suas obras estão em grandes museus e espaços públicos americanos


Sem título (1962) Coleção Albert A List.

Sem título (1966) Art Institute of Chicago.





Sem título (1960) Coleção particular.




Sem título (1961) Whitney Museum of American Art, Nova York.









Sem título





Sem título (1960) Carvão e lápis. MoMa.






domingo, 30 de janeiro de 2011

Norman Bluhm

Norman Bluhm (1921-1999). Nasceu em Chicago. Estudou arquitetura com Miles can der Rohe no Illinois Institute of Technology. Entre 1941 e 1947 serviu na Força Aérea. Estudou na Academia de Belle Arte, Florença e na Ecole de Beaux-Art, Paris. Em 1956, estabeleçeu-se em Nova York sendo representado pela Leo Castelli Gallery. Sua pintura estava em constante evolução o que dificulta a sua inclusão em um único movimento. Foi relacionado a segunda geração do Expressionismo Abstrato, a Action Painting, ao Taxismo e à Abstração Lírica. Não é um artista muito conhecido, mas para alguns ele representou para a pintura o mesmo papel de Cézanne em sua época. Suas obras estão na maioria dos museus importantes nos Estados Unidos e Europa.


Violet blue (1959) Cleveland Museum of Art.




Big Top (1959) Coleção particular.








Sem título. Coleção particular.







Green (1955)












Sem título.











Yangtze (1960)







Sem título (1962)















Angeam Angel (1988)








sábado, 29 de janeiro de 2011

Dictio Pii (2001) - Markus Schinwald

Markus Schinwald

Markus Schinwald (1973-) Salzsburgo. Vive e trabalha em Viena. Sua obra discute a relação do corpo com o espaço. Utilizando fotografia, escultura, vídeos e performance ele estuda os movimentos e gestos expressivos do ser humano. As figuras representam corpos sem motivação.


Albertine (2009)

Performance Children's Crusade (2004) DVD.





Miron (2008)







Puppet









Boykote (2008)





Basil





Lavinia (2007)







Bob (2008) Foto John Kennard.


















Drawing Tate Gallery, Londres.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Galeria da Gávea


Joseph Kosuth Arte Conceitual

Joseph Kosuth (1945-) Nasceu em Toledo, Ohio. Iniciou seus estudos no Cleveland Art Institute. Ficou um ano em Paris. Ao voltar, cursou a School of Visual Arts, Nova Iork. Foi influenciado pelo movimento Fluxus. Além de artista é escritor tendo publicado O Artista como Antropólogo e Arte após Filosofia. Sua obra baseia-se no questionamento da natureza da Arte. Vive e trabalha em Nova York.

Titled Anotation (for LC) (1997) Tate Gallery, Londres.




Five Words in Green Neon (1965) Whitney Museum of Contemporary Art, Nova York.





Self Defined (1965)







One and Five (Clock) (1965) Hishhorn Museum Sculptures Garden, Washington DC.









Box, Cube, Empty, Clear, Glass a Discricion (1965) Hirosh Museum Sculptures Garden, Washington DC.











Serie Art and Idea and Idea: Value (1968) Art Institute of Chicago.













Four Colors Four Words Hishorn Museum Scultures Garden, Washington D C
















One and Three Chairs (1965) MoMA, Nova York.

Convite Projeto Foyer Daniel Lanes - República


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dennis Oppenheim

Dennis Oppenheim (1938-2011) Nasceu em Eletric City, Washington. Graduou-se na School of Arts and Crafts em Okland, Califónia. Obteve o mestrado na Stanford University, Califórnia. Recebeu bolsa para aperfeiçoamento da Guggenheim Foudation. Foi um importante artista conceitual americano, participou da Earth Art e Boddy Art. Trabalhou com desenhos, esculturas, objetos, instalações, performances, fotografias e vídeos. Participou das Bienais de Veneza e de Joanesburgo. Trabalhou e viveu até sua morte em Nova York. Reading Position for Second Degree Burn (1970) Jonas Beach, Nova York.

Study for Two Objects

Whirlpool (Eye of Storm) (1973)




Safety Cone (2009).



Wave Forms (2007). Filadéfia.






Eletric Kiss (2010)





Drinking Structure with Spose Kidney Pool (1998). Lituânia.







Device to Root out Evil (2007) The Denver Art Museum, Colorado.









quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ARTRIO 2011


Curso de História da Arte Professora Ana Cristina Nadruz


Conversando sobre Arte Entrevistada Mariza Trancoso














Como você vê o ensino das Artes Plásticas no Brasil?
Fui professora das disciplinas de "Pintura", ( para todos os períodos), de "Técnicas e Materiais Pictóricos" (com ênfase na química dos pigmentos e suas compatibilidades ) e professora orientadora dos projetos de alunos dos últimos anos dos "Ateliers de Pintura" da EBA – UFMG. Em 1998, me aposentei. Sem retornar a vida acadêmica dedico-me, quase em tempo integral, a minha pintura. No entanto, tenho tido informações, mesmo esporádicas, sobre o atual funcionamento das minhas disciplinas, na Escola. Posso estar mal informada, mas, segundo ouvi, não se tem dado mais ênfase ao estudo prático/teórico da pintura... Teoriza-se muito e pinta-se muito pouco... A durabilidade física de uma obra, não tem mais importância. A precariedade da arte é mais importante. Ironizam-se os insistentes... Nas Artes plásticas, a Arte Conceitual é prioridade, por meio de instalações, e outras "mídias". Não me sinto em condições, portanto, de comentar ou criticar o atual encaminhamento do ensino das Artes Plásticas em Minas e muito menos no Brasil. Quero crer que as mudanças devem ter um real sentido e valor para os atuais professores e alunos. Estou abertatransformações do mundo e a novas idéias. Percebo o surgimento de novos talentos - como em todas as épocas - mas sua permanência, só o tempo dirá.

O que você pensa sobre isso? O Curador Agnaldo Farias, numa palestra, disse que a Pós-Graduação em Artes Plásticas acrescenta pouca coisa na obra do artista.
Após o Curso de Belas Artes, me formei também em História, pensando em ter uma profissão. Depois, fiz Pós-Graduação (latu sensu) em "Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, na UFMG, e outra em História da Arte, na Bélgica: Université Catholique de Louvain. Foi a minha grande chance de conhecer melhor a História, as transformações e estilos das artes Antigas, Medievais e Clássicas (Renascimento e Barroco) e Modernas. Estudamos a Arquitetura, a Escultura e a Pintura de cada período. Fiz o meu melhor para aprender, pesquisar e me informar. Enquanto isso, conheci de perto, obras magníficas nos grandes Museus europeus, nas Galerias de arte, e, mais tarde, nos Estados Unidos.
Em Louvain, aproveitei o tempo que me sobrava, para ir todas as noites a Bruxelas fazer gravura em metal, na Ècole des Arts d´Ixelles. – Quero esclarecer, que, como eu não tive bolsa de estudos, me submeti a ser babá de minhas três sobrinhas, uma espécie de "famme de ménage" da casa de minha irmã... Não me arrependi, nem um pouco, de todo o sacrifício que fiz para adquirir mais embasamento no estudo da ARTE. Penso que o ensino acadêmico, só, não basta para a formação de um artista/professor. É claro que sei também, que o artista de talento se faz sozinho, com o próprio esforço. A história está cheia de mestres geniais que se fizeram por si mesmos, sem as Universidades. Mas, conhecimento é muito importante, sim, e acrescenta muita coisa na obra de um artista. Na minha, por exemplo, acrescentou.

Como se deu o seu interesse pela Arte?
Quando leio biografias de artistas, sobretudo dos contemporâneos, encanto-me com a facilidade e chances que tiveram de aprender, evoluir, desenvolverem, muito cedo, seu trabalho. E, quase os invejo... A minha história é bem o inverso... Mas, não me lastimo. Dela herdei minha força. Passei a minha infância e adolescência, entre uma cidadezinha do vale do Jequitinhonha, e a fazenda dos meus pais - onde nasci por mãos de parteira... Almenara, a pequena cidade, se localiza no nordeste do Estado de Minas Gerais. Região perdida no tempo e esquecida até hoje, dos políticos – a não ser em época de eleições... Região de seca e penúria. A região mais atrasada e carente das Minas Gerais... Filha de pais semi-analfabetos, no entanto, em minha casa algo improvável acontecia: minha mãe, com seu espírito irrequieto e crítica ferina, gostava também de desenhar caricaturas, digamos, dos desafetos... Ninguém escapava ao seu crivo! Era admirável sua capacidade de observação e acuidade psicológica. Outra coisa não usual, nas casas do lugar: havia livros espalhados, daqui e dali - herança dos meus avós, também fazendeiros, mas que viveram em épocas mais abastadas. Assim, a gente lia de um tudo, (mesmo sem entender com muita clareza!), como hábito, quase como um divertimento "para passar o tempo". Portanto, ler e desenhar, eu conheci bem cedo...
Aos oito anos, a chegada a localidade de um padre holandês, "exímio desenhista" (segundo o que todos achavam!) eu descobri o prazer de desenhar: ele desenhava meninos e bichos no quadro negro e eu, em vez de ir brincar com as outras crianças, durante os recreios, costumava ficar tentando repetir seus traços, nos cadernos escolares. Delícia, quando conseguia! A partir daí, tímida, solitária e arredia, eu passei a ser muito feliz, desenhando em toda parte ( até as praias de areia branca, durante os longos períodos de seca, eram um ótimo suporte para os meus gráficos devaneios...). Esse novo prazer veio se juntar ao hábito da leitura e de escrever histórias. Era década de 1940. Já adolescentes, minha irmã e eu, viemos estudar em colégio interno em B. Horizonte. Colégio Pio XII, freiras rigorosas, castigos, punições, moral excessiva e repressiva. Mas, tinha aulas de pintura! Encantei-me com as cores, a plasticidade das tintas a óleo, seu cheiro, os "retratos", as "estampas de santos" e os "bebês" que as freiras nos mandavam copiarem... Aula de pintura era hora de ser feliz, malgrado toda aquela repressão e rigor do internato. Depois do ginasial, "Contabilidade" em escola pública (detestei!) e, finalmente, Belas Artes, algo sonhado, como forma de libertação...

Quais os artistas que influenciaram o seu pensamento?
Durante o iniciante "curso de Belas Artes", (que futuramente se transformou em Escola de Belas Artes da UFMG), década de 1960, o Museu de Arte Moderna de Belo Horizonte organizou uma rara exposição: "Exposição de Artistas Latino-americanos". Indescritível a minha surpresa e fascínio pela arte dos muralistas mexicanos! Nunca tinha visto nada deles. A forte obra de Siqueiros, e, sobretudo a de Orosco tocaram profundamente minha sensibilidade, reaqueceram aquele antigo sentimento de justiça e liberdade de pensamento, que herdei dos meus pais. Acho que esse sentimento de repulsa visceral, a toda e qualquer forma de injustiça e a qualquer forma de opressão foi e continua sendo uma marca do meu trabalho. Conhecer a obra, a vida e o pensamento de Goya, também foi vital. Ele é meu mestre e meu referencial maior. Outro que libertou a minha pintura e a fez se expandir nas telas, sem peias nem amarras, foi Bacon. Enfim, acho que são as afinidades de pensamento que elegem nossos mestres e influenciadores. Costumo brincar: "Isso é porque pertencemos a mesma enfermaria"...

A sua área de atuação é a pintura. Você poderia falar sobre o seu trabalho?
Como artista, não penso a pintura como algo ameno, delicado, ou aprazível. Não a penso como maneira de produzir objetos belos, comerciais, ou puramente "intelectualizados", (segundo os ditames vigentes). Posso fazê-los, sim, porque tenho meios e recursos, intelectuais e técnicos,mas não é isso o que tem me movido a ser uma pintora, há mais de 40 anos.
Na verdade, a plasticidade das tintas, a riqueza das cores, sua sensualidade, e amplas possibilidades técnicas (que tanto me encantaram na juventude, como descoberta!) servem-me, hoje, de instrumentos eficientes de trabalho. São meios, são ferramentas, para concretizar um discurso que me acompanha a vida inteira: minha perplexidade diante da vida. Trago comigo, como marcas em brasa, inocentes e perversas, as minhas raízes. O confronto, digamos assim, desses dois mundos opostos: a menina interiorana, ingênua e livre, trazendo intata na alma a poesia impregnada de cheiros de mato e de terra molhada após as seca, versus a mulher urbana solitária, batalhadora, intelectualizada, apaixonada por tudo que a toca, se debatendo entre códigos complicados e opressivos. São questões que se renovam, com o passar dos anos, mas, sempre acrescidas de angústia e pânico: A condição humana, o contraponto entre desejo, amor, sexualidade e repressão; o poder político corrupto e "contorcionista", a ditadura da moda e dos padrões estéticos de beleza. Os valores morais, a religião. As contradições da mulher moderna: ao mesmo tempo vitoriosa, livre e competitiva, mas desorientada em suas procuras, fragilizada em seus avanços e recuos, fortalecida em seus abismos e solidão... O ser humano me emociona, por isso povoa minhas telas. Esse é o mote da minha pintura. Os animais, os mesmos entranhados na minha história pessoal, me fornecem formas e significados, símbolos e sinais, para a expressão do meu discurso. Para mim, a ato de pintar é algo sempre novo, surpreendente e desafiador: é um jogo fascinante, excitante! É como um desafio, um corpo a corpo entre mim e o suporte. Não faço estudos preliminares. Apenas esboço em cores e rapidamente a idéia chave, cuido da composição e aí começa a mistura excitante de prazer e angústia. A pintura é tudo que tenho de verdadeiro e livre. É o que me resta de forte.
Como você vê a relação entre artista e galeria?
Sempre fui arredia a esse universo... Nunca consegui me comunicar, ficar a vontade, com os galeristas que conheci, justamente porque, além da empáfia, eles só pensam em arte como mercadoria. Simplesmente assim... Gosto mesmo é de ficar quieta em casa, trabalhando, lendo, estudando em meu atelier (ele é o meu refugio!) e de receber amigos e pessoas interessantes.
No meu entender "romântico", nem precisaria existir galerias, para o artista viver ou sobreviver do próprio trabalho: bastaria que seu atelier fosse visitado pelos seus apreciadores e compradores... Mas sei que não é, e nem pode ser somente assim, no mundo real.
A única galeria que me representa em Belo Horizonte é a Beatriz Abi-acl. Sua proprietária foi minha aluna e é minha amiga. Por me conhecer e entender meu jeito de ser, nos entendemos bem, sem muita cobrança de parte a parte. Há um escritório de Arte, em Brasília, cuja proprietária, quando vem a Belo horizonte, me visita e leva algumas obras menores, em consignação. As outras Galerias eu não as conheço.

Os artistas mineiros da atualidade, já tem seu lugar no cenário Brasileiro?
Alguns já tiveram e, segundo o que me disseram, não tem mais... Não entendo esse jogo, essa manobra que o mercado faz com os artistas. Aliás, esse universo, pra ser sincera, me entedia. Em Iotim, só artista de fora, expõe...
Soube também, que alguns jovens mineiros já estão sendo conhecidos no eixo Rio/S. Paulo e até no exterior, mas não sei seus nomes.
Os Salões de Arte são importantes?

Foi grande a importância deles, até o início da década de 1980. Artistas brasileiros de renome se fizeram conhecidos e se tornaram o que são hoje, graças aos Salões Nacionais. A pintura, a escultura, o desenho, e a gravura tiveram um grande florescimento. Época de efervescência nas Escolas de Arte do país. A importância dos críticos de Arte, dos júris, o respeito que eles despertavam nos artistas e estudantes... As polêmicas... Grandes períodos aqueles! Eu mesma participei de alguns salões estaduais e nacionais e fui premiada umas oito vezes. Ninguém pode negar o valor simbólico de um prêmio, na carreira de um artista... Mas, como tudo muda, tudo passa, tudo se transforma, vamos aguardar o surgimento de algo mais promissor em favor dos artistas.

A Arte brasileira já está preparada para enfrentar o Mercado Internacional?
Creio que sim. Com a ascensão dos emergentes (BRIC) e a "curiosidade" pelo exótico e até um certo fascínio exercido pela América Latina, a Arte brasileira está fadada (por enquanto, talvez!) a ter seu lugar em coleções particulares, museus e organismos públicos mundiais (europeus, asiáticos, etc).


Além do estudo da Arte, que outras fontes influenciam a formação de um artista?
Os artistas iniciantes atuais têm tudo a seu favor: Ótimas bibliotecas, ótimas publicações sobre Arte, artistas e novas linguagens, novos materiais e "medias", mas, sobretudo as rápidas e fantásticas novidades da tecnologia. Um mundo de possibilidades está, a sua disposição, na Internet...,

Como você utiliza de suas horas livres?
Quando não estou pintando, nem administrando minha casa (como toda dona de casa!), leio, escrevo, compartilho opiniões ou divergências no facebook, vou ao cinema (ou vejo filmes em casa mesmo!), algum teatro, algum show, ou degusto um bom vinho com amigos. Fora isso, cuido da saúde porque quero viver bem e produtivamente até o último instante.

Marcio, Como acho que eu não poderia acrescentaria mais nada de importante na entrevista, paro por aqui... Desculpe por tudo, e obrigada!
Conversando sobre Arte teve a honra de entrevistar a pintora e professora Mariza Trancoso. Sua bela história de vida, sua dedicação à pintura e sua contribuição a formação de novos artistas enriquecem o depoimento e justificam o motivo pelo justo prestígio obtido por Marisa Trancoso.








































Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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