terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Conversando sobre Arte Entrevistada Suzi Coralli






Sempre simpática e gentil Suzi vive e trabalha em Niterói, Rio de Janeiro. Uma longa carreira como artista e professora. Obrigado Suzie por sua enriquecedora participação.



Fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci em São Paulo, capital, em 22 de novembro de 1963. Tenho, portanto, 48 anos. Morei em São Paulo até os 3 anos, quando me mudei para Niterói (RJ), onde vivo atualmente. Tive uma rápida passagem por Recife, aos 5 anos de idade, onde morei por um ano.  Dos 31 aos 35 anos, morei na Urca, no Rio de Janeiro. Voltei então para Niterói e pretendo morrer aqui. Quando nasci, meus pais eram muito jovens e, quando eu tinha 4 anos, eles se separaram. Passei então a morar com minha mãe na casa de meus avós. Nunca mais vi meu pai nem ninguém da família dele.
Meus avós foram tudo para mim. Deram-me todo o apoio, me educaram, me amaram. Vivíamos modestamente, porém com dignidade. Meu avô Betinho foi um grande amigo. Senti muito sua morte quando eu tinha 9 anos.
Fui boa aluna no colégio, porém muito tímida. Desenhava bastante, fazia aquarelas. Sempre gostei de desenhar e pintar. Lembro-me de quando, já adolescente, ganhei telas, pincéis e tintas de minha mãe. Afinal, decidi cursar a Faculdade de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, contrariando minha família. Todos queriam que eu escolhesse um curso que me desse independência financeira. No entanto, escolhi a arte.

Como foi sua formação artística?
Saí de casa cedo, para morar sozinha, e logo fui trabalhar na Daltro Galeria, uma galeria de arte, aqui em Niterói, de dona Maria Daltro. Ela era uma pioneira na cidade a trabalhar com arte contemporânea. Esta galeria durou 8 anos, e vários artistas muito bons fizeram ali suas exposições. Trabalhei com dona Maria por 4 anos. Nessa mesma época, também fui assistente de ateliê de Katie Van Scherpenberg. Aprendi muito com Katie e sou muito grata a ela por esses dois anos de trabalho e aprendizado. Já cursava Pintura na Escola de Belas Artes e estudava no MAM com a própria Katie, Sérgio Campos Melo, Aluisio Carvão e  Eduardo Sued. Isso foi em 1986. Nesta minha formação, assisti a muitas palestras e fiz outros cursos livres.
Um pouco antes de me formar na Escola de Belas Artes, fui estudar no Parque Lage. Fiz inicialmente gravura em metal, com Malu Fatorelli, de quem fui monitora. Estudei escultura com Iole de Freitas e fiz vários cursos teóricos. Entre estes, destaco os ministrados por Fernando Cocchiarale e Reynaldo Roels Jr. Sempre gostei de estudar e acho isto essencial na formação do artista.
Participei de muitas exposições coletivas e salões de arte, inclusive do Salão Nacional, o mais importante da época, onde recebi prêmio de aquisição. Isso foi nos anos 80. Realizei também várias exposições individuais, sempre com pinturas.
Em 1996, comecei o Mestrado em História da Arte e Linguagens Visuais na UFRJ, onde estabeleci ótima relação com os professores Carlos Zílio, Lygia Pape, Paulo Houaeck, Paulo Venâncio, Glória Ferreira entre outros. Defendi a dissertação sobre meu trabalho, intitulada “Pintura como Campo Híbrido”.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Na minha obsessão pela pintura, comecei cedo a gostar dos pintores mais ligados à geometria. Piet Mondrian, Paul Klee e Kasimir Malevich foram importantes nas minhas pesquisas iniciais por conta da afinidade que sentia com seu trabalho.
À medida que estudava e ia conhecendo mais a arte contemporânea, me entusiasmei com os trabalhos de Barnett Newman, Kenneth Noland, Elisworth Kelly, Frank Stella, Lucio Fontana, Robert Ryman, e ainda  Anish Kapoor que, apesar de trabalhar com formas em três dimensões, “pensa” muito em pintura. No entanto, não posso negar que a maior influência que recebi para a concepção de meu trabalho veio de artistas brasileiros como Lygia Pape, Hélio Oiticica, Mira Schendel, Alfredo Volpi, Aluisio Carvão, Katie Van Scherpenberg, Eduardo Sued e Antônio Dias.
Tive a grande felicidade de me tornar amiga da Lygia Pape durante meu curso de Mestrado e, sem dúvida, isso marcou muito minha vida. Também mantive relação de amizade com Carvão e Katie, presenças importantes na minha história. Eles participaram da exposição “A cor e suas poéticas” (título, aliás, escolhido por Lygia Pape) de que fui  curadora e organizadora.
Cada um destes artistas faz parte da minha vida como artista. No entanto, apesar desta influência em meu pensamento na arte, ao longo desses 32 anos de pintura tentei desenvolver um trabalho próprio, fruto de uma produção intensa, de muita pesquisa e de minha poética pessoal.   

Como você descreve sua obra?
O enfrentamento da dificuldade do ato de pintar. A arena branca e vazia à espera de uma ideia, de uma intenção. A ansiedade, o tremor diante do novo, daquilo que se vai executar, daquilo que não se sabe exatamente o que seja. Ter de fazer conviver razão e emoção no espaço pictórico, ter de usar os infinitos recursos em termos de técnicas, ou apenas tinta e pincel. Saber o ofício e ainda assim, a cada novo desafio, tremer de emoção. Saber-se ao mesmo tempo executor e espectador desta pintura é uma sensação difícil de ser enfrentada. De repente, parece que vem à mente toda a história da arte, e pesa a responsabilidade, o medo diante do desafio.
No entanto, é preciso respirar fundo, deixar o pincel deslizar sobre a tela e exercer o ofício da paixão, do qual não se pode fugir. Entregar-se, assim, ao grande prazer, à dor e delícia de criar.
Pintar, pintar e pintar.
Em meu trabalho, independentemente do meio ou técnica utilizados, as questões da materialidade e da cor são motivo de constante reflexão e pesquisa.
Costumo me apropriar de elementos de outros meios e acredito que não existe um trabalho para cada técnica e sim uma “Ideia de Trabalho” que pode passear por todos os meios e técnicas. Submetida, é claro, aos limites e possibilidades de cada um, procuro, através dessa inquietação e busca constantes, me colocar sempre novos desafios em relação ao meu trabalho. Gosto de pesquisar materiais. Sempre trabalhei com diversos meios (desenho, pintura, gravura, escultura, fotografia, vídeo e outros) e utilizei várias técnicas ao longo desses 32 anos de profissão.

Que exposição sua, você considera a mais importante?
Destacaria como a mais importante, a individual de pinturas realizada em 1987, na galeria do Centro Empresarial Rio, na época comandada pelos artistas Ascânio MMM e Ronaldo Macedo. Vale também registrar algumas outras, tais como: a do Espaço Cultural Petrobrás, no Rio de Janeiro (1986); a do Museu do Ingá, em Niterói (1989); a da Klee Galeria de Arte, no Rio de Janeiro (1989); a do Museu de Arte Contemporânea de Curitiba (1993); do Museu da República do Rio de Janeiro (1993); da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999); a exposição "Interferência Urbana", na Galeria do Poste, Niterói, 2000; a da Galeria Lana Botelho, Rio de Janeiro (2001); e a apresentação do vídeo "A Escada" na Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 2001. E ainda: individual na pequena galeria da Cândido Mendes RJ (2003) e Série das Lobas, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói (2005). As principais exposições coletivas foram: o IX Salão Nacional de Artes Plásticas, Belo Horizonte, 1986; XLIV Salão Paranaense - MAC, Curitiba, 1987; o XII Salão Carioca de Arte, 1988;  XI Salão Nacional de Artes, Rio de Janeiro, 1989; Pinturas - SESC Paulista, São Paulo, 1993; na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, 1994; na PUC - Rio e no Centro Cultural dos Correios, ambos no Rio de Janeiro, 1995. Participei da exposição "48 Contemporâneos", no Museu do Ingá, Niterói, 1996, e da exposição do Mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1999.

Você foi professora da EAV do Parque Lage, da UFRJ e de uma instituição particular, como você vê o ensino de arte no Brasil?
Dei aulas na EAV por 14 anos. Lá ministrei o curso “Idea de Pintura”, que pretendia despertar a consciência do aluno para questões da arte contemporânea, além de apresentar-lhe técnicas pertinentes para a elaboração de suas obras. Buscava ainda viabilizar o planejamento e a execução de trabalhos que se situassem dentro do pensamento pós-moderno. Na Escola de Belas Artes da UFRJ, fui professora por dois anos. Trabalhei no segundo período do profissional de pintura no ateliê do Fundão onde tive turmas bem grandes. Procurei seguir na Belas Artes a mesma linha de pensamento que norteava meu trabalho na EAV. Lá participei da mudança no quadro de disciplinas e nas grades, o que tornou a Escola mais sintonizada com o pensamento contemporâneo e mais ágil. Muitos artistas hoje em evidência no cenário nacional foram meus alunos e se tornaram grandes amigos.
Trabalhei como professora por 4 anos na Universidade Salgado de Oliveira, a Universo, aqui em Niterói. Dei aulas de História da Arte e outras disciplinas para futuras professoras de Arte. Finalmente ministrei por 2 anos um curso de Pintura no Espaço Virtuosi, também aqui em Niterói, de propriedade da artista Mariana Manhães.
Hoje estou aposentada, sem dar aulas, e dedico-me apenas a produzir arte.
Quanto ao ensino de Arte no Brasil, vejo uma melhora significativa no meio acadêmico no que se refere aos cursos de mestrado e doutorado. Hoje o artista conta também com uma formação teórica, que lhe permite formar um pensamento crítico e elaborar uma reflexão em torno de sua obra. Em minha dissertação de mestrado na UFRJ, por exemplo, defendi a permanência da pintura como campo híbrido, e tracei um paralelo da minha própria pintura com seus “pares” históricos. Foi muito enriquecedor  ter essa oportunidade de discutir meu próprio trabalho.
Quanto ao ensino de Arte para crianças e adolescentes, creio que ainda há muito a se conquistar no Brasil. Infelizmente o professor de arte é visto em muitas escolas como uma espécie de “faz tudo”. É chamado para elaborar cartazes de eventos, lembrancinhas para o Dia das Mães e de outras datas comemorativas. As aulas de arte não são valorizadas pela direção da maioria das escolas como as de outras disciplinas como Português e Matemática. Assim, por conta desta visão distorcida, as crianças crescem achando que arte não serve para nada. É algo muito sério. Essas crianças serão os adultos que, no futuro, vão querer adquirir não um quadro como obra de arte, mas sim como objeto decorativo que combine com as cortinas ou com o sofá. O ensino de Arte nos colégios precisa de incentivo, pesquisa e principalmente respeito. Em minhas aulas na Universo, procurava discutir isso com os futuros professores de Educação Artística.
Creio que, de modo geral, os cursos de graduação, que formam estes futuros professores de Arte, melhoraram bastante, porque os profissionais que hoje assumem as cadeiras nas universidade tiveram a chance de se aperfeiçoar nos mestrados e doutorados e estão, assim,  mais capacitados.
Em relação aos cursos livres de Arte, me causa certa preocupação o fato de terem se proliferado de forma exagerada e sem critérios. É muito comum o “artista” professor fazer seus “filhotinhos”, como em uma fábrica de repetições. Não há respeito pelos questionamentos do próprio aluno,  o professor apenas despeja sua fórmula pronta e cabe ao aluno aceitá-la e repeti-la. Muitos desses professores chegam a mexer literalmente nas obras dos alunos.
Claro que existem também ótimos cursos livres, que incentivam o aluno, procurando torná-lo apto a produzir seu próprio trabalho.
Logo, a questão do ensino de Arte hoje no Brasil é bem complexa, tem muitos aspectos a serem examinados e, sem dúvida, há um longo caminho a ser percorrido para se chegar ao ideal.


O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Trabalhar com uma galeria é um estímulo e uma garantia de veiculação da obra no mercado de arte. Um jovem artista tem de ter seriedade e disciplina na sua produção, dar garantias da continuidade a sua obra. É preciso saber defender seu trabalho perante a crítica e o mercado. Falar de sua obra com fluidez, escrever sobre o próprio trabalho. Deve também esforçar-se por participar de salões e exposições. Só assim ele será aceito pelo mercado, que exige uma produção constante e intensa.
No entanto, nos dias de hoje, há algo mais. Creio que o caminho das pedras está principalmente na autopromoção: o artista deve ser o maior “agente” de sua obra, dedicar-se a ela de corpo e alma. É preciso frequentar o meio, visitar todas as galerias, comparecer às vernissages. Frequentar as festas das “turmas”, ser social ao máximo. Vale também usar a Internet, as redes sociais. Gostaria de deixar claro que não concordo com isso, apenas sei como funciona. Conheço a fogueira de vaidades que existe no meio. Se as “turmas” sempre existiram, hoje passou a ser fundamental associar-se a alguma delas. Vale até bajular... Este é um caminho para quem quer furar os bloqueios e conseguir ser representado por uma galeria.
Apesar dessa realidade, vale ressaltar que ainda existem galerias sérias, em que a produção de qualidade é o que realmente importa.
O mais importante é que o artista não perca o foco de sua produção, seja realmente honesto com sua arte. Um dia, quem sabe, alguma galeria descobre isso.


Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
A música e a literatura, principalmente a poesia. Gosto muito também das esferas da ciência ligadas à Astronomia e à Física.

É possível viver de arte no Brasil?
Quando jovem, conheci Orlando Bessa, na época dono da Klee Galeria de Arte, no Leblon, depois de um escritório de arte. Ele se tornou um grande amigo e incentivador. Durante muitos anos, ele comercializou meus trabalhos e era um grande estímulo saber que poderia pagar as contas no fim do mês fazendo aquilo de que gosto: pintar. Infelizmente meu amigo Bessa faleceu, ainda nos anos 90, e não voltei a trabalhar com outra galeria
Galeristas como Maria Daltro e Orlando Bessa são raros. Honestos incentivadores do artista, eles não interferiam na produção, “pedindo” que se pintasse algo que atendesse às solicitações do mercado ou que tivesse mais “saída”.
Obviamente, estou dando destaque aos marchants que conheci, mas sei que ainda existem outros que seguem a filosofia desses que para mim se tornaram exemplares.
Diante desta realidade pessoal, posso afirmar que nunca vivi inteiramente de arte. Sempre precisei dar aulas para poder sobreviver e custear minhas pinturas e pesquisas.
Felizmente, tenho um apartamento, deixado por meu avô, que me garante o “teto” para morar.

Você tem uma rotina de trabalho?
Sim, gosto de produzir “algo” todos os dias. Um desenho, uma pintura, um texto. Tenho de fazer “algo” ao longo do dia, isso me realiza.
Normalmente, em minha produção de pinturas, trabalho com séries. Crio pequenas variações entre os trabalhos, estabelecendo afinidades entre eles, como: o mesmo formato, o mesmo fundo, a mesma técnica, a mesma intenção. Batizo cada série de acordo com essa afinidade. Fiz algumas séries que considero importantes, como a “Paisagem e Luto”, criada depois do falecimento de minha mãe: são 57 quadros de 50x50cm, um para cada ano de vida dela. Destaco ainda a série “Vista de Jurujuba”, que fiz depois de ficar doente; a “Série das lobas”, quando completei 40 anos; a “Stars”, com 99 quadros de 50x50cm. A última série, produzida ao longo deste ano, é a “Night Brightness" (Brilho da Noite), pinturas de tinta acrílica sobre tela 30x30cm.
Gosto de ter à disposição em meu ateliê todo material e instrumental possível. Penso que este aparelhamento do ateliê é importante. No entanto, não considero a técnica uma prioridade, acho que a ideia do trabalho vem em primeiro lugar. Por exemplo: se eu tiver uma ideia para realizar um trabalho com vídeo, vou me estruturar para realizá-lo, até trabalhar com outro artista. Não tenho de dominar o vídeo para fazer um bom trabalho com este meio. Outro exemplo: se para confeccionar determinado trabalho precisar usar solda elétrica, não terei de saber soldar, basta utilizar os serviços de um profissional capacitado.


A mulher e o homem estão em pé de igualdade no mercado de arte?
O homem sempre esteve em mais evidência no que se refere à arte. No entanto, já faz algum tempo que a mulher vem conquistando seu espaço.
Nos últimos anos, a mulher tem se destacado não só como artista, como também como crítica e produtora ligada à cultura de modo geral. Na verdade, a mulher vem se afirmando em todas as áreas da sociedade contemporânea.
Fico muito feliz ao constatar este fato, não só por ser mulher, mas porque isso é o justo.

O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Considero-os muito importantes, principalmente para dar visibilidade à produção dos artistas jovens. Todo artista deveria procurar participar dos Salões de Arte. É uma forma de submeter suas obras aos espectadores e, ao mesmo tempo, ganhar experiência para fazer outras exposições.Só lamento quando um salão se torna parcial e tendencioso nos critérios de seleção, pois acaba não traduzindo a realidade da produção atual.  



Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
Na minha opinião, elas são fundamentais para a formação de um  artista, são as vitrines, onde eles podem partilhar o espaço com obras consagradas, com as novidades nacionais e internacionais. Acho muito importante esta troca, esta possibilidade de diálogo, que permite que o artista encontre seus “pares” históricos. Além disso, nem todo artista pode fazer viagens internacionais para ver de perto obras importantes. As Bienais, quando bem produzidas, permitem esse contato.
Fui à minha primeira Bienal de São Paulo com 15 anos de idade, e considero essa experiência como determinante na escolha da minha profissão. A arte ganhou para mim uma dimensão toda especial ao ver de perto as obras daquela Bienal.
Na década de 80, viajei para a Europa e Estados Unidos e pude complementar minha formação artística visitando os grandes museus. No entanto, depois dos anos 80, como não voltei a viajar, me mantive atualizada por meio das grandes exposições que vieram ao Brasil e de todas as Bienais aqui realizadas.


Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo continuar a produzir arte! Faço meus desenhos e minhas pinturas todos os dias. Quero somente continuar a produzir.
 

O que você faz nas horas vagas?
Além de ler as entrevistas no seu Blog? Bem, escuto rádio, brinco e faço carinho nas minhas filhas felinas, tenho cinco gatas!
Ah, também me divirto bastante com a internet.



Homenagem a Piet Mondrian (1993) Chapa acrílica, tinta esmalte, apontamento em grafite e pigmentos brutos.






Night Brightness (2011) Detalhe.





Série Paisagem e Luto (2001-2002) Têmpera e tinta acrílica sobre madeira montada



Série das Lobas (2005) Centro Cultural Carlos Magno. Niterói, 2005



Série Stars (2006-2007) Acrílica sobre tela. 50x50 cm.



Night Brightnes (2011) Acrílica sobre tela. 30x30 cm.


Vista de Jurujuba














Suzi Coralli


Pintora, gravadora e escultora, Suzi Coralli Moreira nasceu a 22 de novembro de 1963, na cidade de São Paulo. Em 1985 graduou-se em Pintura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ - e na mesma instituição concluiu, em 1999, o curso de mestrado. Nos anos de 1985 e 1986, aperfeiçou seus estudos de Pintura e Teoria, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM, e entre 1991 e 1994 fez os cursos de Gravura em Metal, Teoria, Escultura e Vídeo, na Escola de Artes Visuais - EAV, Parque Lage, Rio de Janeiro, tendo atuado como professora de pintura do Curso Regular da EAV até 2007. Entre 2000 e 2001, foi professora de pintura da Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ; de 2000 a 2002, lecionou por vários anos no curso de Educação Artística da Universidade Salgado e Oliveira.

Em 1989, recebeu o Prêmio Aquisição XI Salão Nacional de Artes, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Desde o início de 1980, a artista participa de várias exposições coletivas e realiza outras individuais. Dentre as mostras individuais merecem destaque a do Espaço Cultural Petrobrás, no Rio de Janeiro, 1986; a do Museu do Ingá, em Niterói, 1989; a da Klee Galeria de Arte, no Rio de Janeiro, 1989; a do Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, 1993; do Museu da República do Rio de Janeiro, 1993; da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1999; a exposição "Interferência Urbana", na Galeria do Poste, Niterói, 2000; na Galeria Lana Botelho, Rio de Janeiro, 2001; e a apresentação do vídeo "A Escada" na Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 2001. Individual na pequena galeria da Cândido Mendes RJ 2003. Série das Lobas no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno Niterói RJ 2005. As principais exposições coletivas foram: o IX Salão Nacional de Artes Plásticas, Belo Horizonte, 1986; XLIV Salão Paranaense - MAC, Curitiba, 1987; o XII Salão Carioca de Arte, 1988; XI Salão Nacional de Artes, Rio de Janeiro, 1989; Pinturas - SESC Paulista, São Paulo, 1993; na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, 1994; na PUC - Rio e no Centro Cultural dos Correios, ambos no Rio de Janeiro, 1995. Participou da exposição "48 Contemporâneos", no Museu do Ingá, Niterói, 1996, e da exposição do Mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1999. Em 2000, Suzi integrou a exposição "Ângulos de uma Cidade", no Espaço Cultural Conselheiro Pascoal Citadino, Niterói. Em 2001, Suzi foi curadora de diversas exposições, entre elas: "A cor e suas poéticas", no Espaço Cultural Pascoal Citadino, Niterói; "Prata da Casa", no Espaço Cultural Petrobrás, Rio de Janeiro; "Mostra de Alunos da EBA-UFRJ e Universidade Estácio de Sá", na Galeria da Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro. Suas obras integram importantes acervos públicos como o do Museu Nacional de Belas Artes - RJ, do Instituto Brasileiro de Arte e Cultura - IBAC -RJ, Museu do Ingá - RJ, e o Museu de Arte Contemporânea - MAC - de Curitiba.

14 comentários:

Lia Belart disse...

Iniciei meu dia lendo a entrevista de Suzi Coralli, amiga querida, professora atenta, sempre pronta a orientar-nos.
Suas aulas são sempre alegres, compartilhando os interesses de seus alunos, dando força, e mostrando que em "arte" tudo pode ser executado, com cores, formas, traços, colagens, etc. Em arte tudo é possível...
Um beijo,
Lia Belart

laerth motta disse...

Sou frequentador diario deste excelente blog e foi muito bacana encontrar a Suzi aqui , e saber um pouco mais desta grande artista.

Gilda disse...

Que surpresa agradável!
Encontrar Suzi Coralli a sua história neste blog.
Valeu a iniciativa e a possibilidade e oportunidade de partilhar esta intimidade. Beijo. Gilda

artalon disse...

Conhecín a Suzi Coralli hai bem pouquinho...gostei inmediatamente do seu estilo aberto e arriscado, tâo original; eu acreditaba estar diante dunha senhora difícil e solitaria e atopéi un amor de pessoa, sempre alegre e solidaria! Ademiro muito sua obra, e também a Suzi Coralli...

Arturo Alonso

Monica disse...

Suzi, mesmo te conhecendo há alguns anos, vc sempre me surpreende. A sua paixão pela arte me emociona muito. Sempre te admirei como pessoa e como artista que respeito muito. Difícil encontrar pessoas tão dedicadas a profissão, tão conhecedora de arte e tão talentosa como vc. Bom te ter como amiga e ter seus quadros em minha casa. Me orgulho muito de ter um quadro dedicado a mim . Só te desejo muito sucesso. Bjs

ricardo simoes disse...

Os trabalhos são lindos.. O Robson Leite de Albuquerque , Robson Lá, me falou de voce no MAM, fomos colegas por lá.. Deve ter sido no Sued..Ou no Carvão...Mas eu jah tenho curtido o trabalho no face. Muito bacana sua entrevista. Parabéns!

Anônimo disse...

Marcio, parabéns pelo blog.
A entrevista com a gracinha da Suzi está fantastica.
A arte precisa de gente como vcs.
Enorme abraço do Jung.....

ERIKA ENGEL disse...

ESSE BLOG E´MUITO LEGAL ,GOSTEI MUITO DOS SEUS TRABALHOS SUZI CORALLI E O MAIS LEGAL É DIVIDIR E COMPARTILHAR ,ARTE E´ASSIM ..A GENTE VAI CONHECENDO E ADMIRANDO .PARABÉNS.

renata gesomino disse...

Suzi, adorei sua entrevista! Uma visão muito lúcida do mercado de arte e esclarecedora, principalmente para os iniciantes. É importantíssimo ter acesso a depoimentos e entrevistas que esclarecem acerca da obra, não por meio apenas da legenda autorizada do crítico, mas, através da formulação teórica do próprio artista. Um grande abraço saudoso!

Fabiana Santos disse...

Suzi, gostei muito da entrevista, foi bom ver que voce continuou aprimorando sua visão crítica sobre o sistema de arte, o mercado e a formação em arte. Sua observação sobre o papel das escolas é perfeita! Boas lembranças do nosso tempo de mestrado, com Lygia Pape, Zilio e os queridos professores que tanto influíram na formação ética do artista. E gostei também de conhecer o blog! parabéns a todos!

Anônimo disse...

Entre os professores da EAV a Suzi foi, provavelmente, quem mais me impressionou
ela conhece arte MESMO
Rosane Chonchol

Suzi Coralli disse...

Muito Obrigada!!! Adorei os Comentários!!! Adorei participar desse Blog. Obrigada Marcio!!!

Suzi Coralli disse...

Muito Obrigada!!!

Suzi Coralli disse...

Muito Obrigada!!!

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
Now