quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nelson Leirner 2011-1961 = 50 anos.




Nelson Leirner


Nelson Leirner e o curador Agnaldo Farias

     A exposição de Nelson Leirner inaugurada no Centro Cultural Ruth Cardoso, da poderosa FIESP na Avenida Paulista, era para ser uma retrospectiva, iniciando as comemorações dos 80 anos do artista (janeiro 2012), mas com ele, retrospectiva tem sempre trabalho novo.

   Combinamos um encontro, Nelson, seu assistente e artista Fernando Ribeiro e eu  no dia da abertura  à tarde, pois haveria uma participação dele ao vivo para a Globo News. Enquanto aguardava a chamada para o programa, percorremos toda a exposição com ele comentando cada obra e seu contexto de produção. Pude observar, mais uma vez, uma característica do Nelson, a sua extrema gentileza, é assim com o porteiro, com o garçom, com o balconista da farmácia e o mesmo aconteceu com os funcionários que montavam a mostra. Um sorriso, um elogio, um aperto de mão um muito obrigado. Terminado o programa nos despedimos e marcamos encontrarmos à noite.

   Vernissage do Nelson é sempre um acontecimento, o espaço muito cheio com a presença de artistas, curadores, galerista, colecionadores, jornalistas, críticos, amigos, parentes e muitos jovens estudantes de Arte. 
  Em todas as entrevistas, Nelson negava ser uma retrospectiva, mas as obras selecionadas pelo curador e seu amigo Agnaldo Farias dá não só a dimensão como uma idéia global do caminho percorrido nesses 50 anos.
   Fora da sala de exposição, foi colocada a Banca de Jornais, onde você recebia o número 4 do Jornal do Não Artista com texto de Agnaldo Farias. Ao entrar, você via uma pintura em azul dos anos 60, anteriormente Sem título, mas agora denominada Antes de Ser Artista. A obra inicial da mostra é a capa do convite, Que horas São Dona Cândida? Mais adiante, você se depara com trabalhos agrupados não em ordem cronológica, mas dispostos de maneira a mostrar a relação entre eles, desenhos, pinturas em portões com tinta automotiva, objetos e instalações como Auto-retrato, São Paulo à Vista, Esporte é Cultura, Tênis dos Sacis, Construtivismo Rural, Striptencores, Homenagem a Fontana, os Pianos (1965-2010), os Mapas, as Zagalas, Coríntias, Futebol, Pontes, a Bicicleta do Duchamp, Branca de Neve e os Anões entre outras.
   A obra atual Hobby 1 00000 100.000 (Um Nenhum Cem Mil) foi feita especialmente para essa exposição, são 2033 pequenos trabalhos, cada construído com uma intervenção sobre convites, cartões postais, santos, folhas de papel, revistas etc e colocados lado a lado. Essas pequenas obras foram criadas durante 16 anos e feitas para sua mulher Liliana Leirner, que foi guardando cuidadosamente em diversos envelopes. Sobre ela Liliana falou: “Cada uma delas representa um momento, uma alegria, uma brincadeira e uma recordação, quando eu vi a instalação pronta fiquei tão emocionada que chorei”.
   Na saída, uma vitrine com os convites de esposições realizadas, jornais antigos com reportagens sobre o artista e fotos.

   Para quem puder, é imperdível. Para aqueles que não puderem ver, haverá o lançamento de um catálogo, elaborado com as fotos da exposição montada, a ser lançado nos próximos meses.


Banca de Jornal


Auto-retrato (1964) Óleo sobre madeira e linha.

Homenagem a Fontana


Striptencores



Branca de Neve e os Anões


Você Faz Parte II (1964) Madeira, aço cromado e espelho.


Futebol Foto Vinicius Barloni/IG


Esporte é Cultura (1975) 22 uniformes de tamanho exagerado. Foto Marcos Ribas. Blog Cesar Giobbi


As Zagalas (1998) Foto Marcos Ribas Blog Cesar Giobbi




Detalhe da instalação Hobby Um, Nenhum, Cem Mil (2011)

Rex Time e Grupo Rex Foto Fernanda Lopes


Simultaneamente, foi lançado o documentário sobre o artista Assim é, Se Lhe Parece dirigido por Carla Galo.




O artista é representado pela Galeria Silvia Cintra/Box4 _ Rio de Janeiro
             http://www.cesargiobi.com
             http://silviacintra.com.br

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Maurizio Cattelan

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