quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conversando sobre Arte Entrevistado Ricardo Villa





Ricardo Villa


Ricardo, conte um pouco sobre sua vida.
Nascido e criado em São Paulo zona oeste. Nunca tive muito interesse, nem influência familiar no que se refere a arte, até a adolescência, quando me interessei primeiro pela pixação e depois pelo graffiti. A partir dai passei a estudar e acompanhar um pouco mais sobre arte, quando em 2004 ganhei uma bolsa e fui estudar fotografia, muito em função dessa experiência inicial com o graffiti que me obrigava a registrar minhas intervenções pela cidade. Trabalhei durante muito tempo como assistente para fotografia publicitária e de moda, fiz alguns trabalhos em filmes tambem voltados ao mercado de publicidade como assistente de arte e video-assist. Atualmente tenho interesse em finalização e composição para cinema, e trabalho como assistente para o fotógrafo Nelson Kon.

Quando você é fotógrafo e quando você é artista?
Não sei se entendi bem sua pergunta. Mas creio que quando presto serviço em fotografia sou fotógrafo. Quando me utilizo da fotografia como suporte para o trabalho de arte, artista.

Qual foi sua formação artística?
Minha formação foi em função de uma bolsa Prouni, fui estudar fotografia no Senac e me formei em 2008, depois disso participei de mais um acompanhamento de projeto no Paço das Artes com Paulo Climachauska que apesar de breve foi bastante legal para mim.

Que artistas influenciaram seu pensamento?
Gosto muito do trabalho do Paulo Climachauska, Jorge Macchi, Matta-Clark, Hans Haacke, Almeida Júnior, Shimabuku, Tião Carreiro e Pardinho, Zevs, Barbara Krueger, Tim Maia, Bispo do Rosário, Pedro Cabrita Reis, Curtis Mayfield, Claire Morgan, Margareth Mee, Banksy e outros muitos.


Como você descreve sua obra?
Gosto de pensar que meu trabalho possa operar como o prosseguimento da pesquisa desses artistas todos, de que são anotações sobre a minha vida e principalmente das idéias que assumo. Nasci e passei minha vida em São Paulo, então sempre trabalhei essencialmente com o urbano, com intervenções e registros de ações dentro do espaço da cidade e da vida.


Que técnica você prefere usar? 
Eu prefiro sempre a mais adequada, acredito que cada trabalho necessita de algo diferente, então acho que a técnica acaba se adaptando ao projeto e não o contrário.

Qual sua opinião sobre o mercado de arte para fotografia?
Não tenho muita vivência sobre mercado de arte para fotografia, mas tenho certeza que existe. Há uma produção bastante interessante e algumas pessoas interessadas, problema não serem muitas.


O que pensa sobre os salões de arte?
Durante muito tempo foi a única maneira que tive para fazer com que meu trabalho circulasse. Apesar da maioria ser uma "jogada" das Secretarias de Cultura para preencher a agenda de seus espaços, sem muito, ou quase nenhum investimento. Por lado existem editais muito legais, SPA das Artes, Arte Pará, Salão de Abril...

 Você acredita ter aumentado o número de artistas fotógrafos com o advento da máquina digital e fotoshop? Isso é bom ou ruim?
Acredito que sim, o interesse da indústria e a simplificação do aparelho com certeza geraram um aumento no uso da camera fotográfica e na pesquisa de suas possibilidades. Acho que bom, acesso aos meios é sempre algo que devemos comemorar, esta ai o Fotolog que não me deixa mentir......

Quais são seus projetos e planos futuros?
Estou bastante interessado em escultura e tenho produzido algumas peças.

Quais são suas atividades nas horas livres?
Gosto muito de pássaros e de Pios, gosto de observar e utilizar os apitos, jardinagem e coisas dessa natureza.





Golden Car.


Distopia.


In God we Trust


Espaço Revelado.

 Mundus Admiralis


You Are Part of History.

Um comentário:

ricardo villa disse...

muito obrigado pelo espaço Marcio, vida longa ao blog

Maurizio Cattelan

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