quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Conversando sobre Arte Entrevistada Rosane Chonchol






"Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas." Cora Coralina

Rosane Chonchol





Rosane fale um pouco sobre sua atuação na arte e na literatura.


Sou carioca,psicanalista e artista. Açúcar Invertido II - Res do Chão in Edson Barrus’s loft - Williamburg Brooklyn 71 North Street - Americas Society AS A SATELITE supported by Andy Warhol Foundation for the Visual Arts - New York - EUA. Urban Flesh and Blood - The Kaliningrad Branch of the Arts - Cinema Barricades, Kaliningrad, Russia. Filme feito com colaboração da CET Rio. Caotic Traffic in Brazil. Branco do Olho - Salinha de Arte de Recife.Galeria La Pigna pertencente ao Vaticano.Patrocínio Polaroid para varias exposições. Teve uma passagem concedida pelo Ministério da Cultura para Lisboa, onde iria apresentar uma exposição denominada “Frações da Obra Negra” na Galeria Novo Espaço D’Arte - esta mostra foi cancelada devido ao atentado de 11 de Setembro coincidir com a vernissage. Escreveu e ilustrou o livro de contos “O Rabino e o Psicanalista”, Ed.Taurus,1984. Atuou como fotógrafa de shows de musica instrumental no Jazzmania/RJ, criou uma escultura em areia para a capa do CD “Ruínas da Babilônia”, da Tribo de Jah, foi selecionada pela PETROBRÁS para a execução de dois murais de 18 m² cada um, na sede da companhia, na Praça Onze, no Rio de Janeiro. Colaborou com Celeida Tostes na execução dos “Amassadinhos” no Chapéu Mangueira e no Casarão - esta obra foi para a Bienal de São Paulo.Tem obras publicadas em algumas edições da Revista Galeria, poesias publicadas em várias Coletâneas Poéticas e escreveu durante anos para revistas e jornais. Foi convidada por José Louzeiro para fazer parte da diretoria do Sindicato dos Escritores.Compôs inúmeras canções, Nelson Motta quis que fizesse parceria com sua mãe, pianista, porem acabamos desistindo do projeto. Adaptou uma tela sua para compor o cenário da peça “Do, Ré, Mi, faz Sol”, encenada em toda a rede de Hospitais Pediátricos e Psiquiátricos do Município do Rio de Janeiro.Acervos permanentes: Galeria do Instituto Cultural Brasil - Estados Unidos, no Centro Cultural Cândido Mendes no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna de Resende no Estado do RJ, no Ministério da Justiça em Lisboa; e em coleções particulares e Instituições Culturais no Brasil e no exterior. Atualmente divide seu cotidiano entre São Paulo e Rio de Janeiro.


Como você começou a se interessar pela arte?
Minha formação começou na Escola Americana, no pré primário. Lá, passavam filmes de artistas contemporâneos e pediam que desenhassemos livemente. Como passei a maior parte de minha adolescência estudando na Europa, tive a oportunidade de frequentar diferentes museus e inúmeras exposições.. Meu grande ídolo é Jorge Guinle, que era meu grande amigo.

Como foi sua formação artística?
Comecei os estudos com Maria Teresa Vieira, que chamou minha obra de lisérgica. Depois, fui estudar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde frequentei diferentes cursos durante 20 anos. Fui aluna de Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Luiz Pisarro, Celeida Tostes, Xico Chaves, Katie van Sherpenberg, Guido Bonfanti, Molica, Reynaldo Roels, George Kornis, Dionísio del Santo e Wilson Coutinho.

Como você descreve sua obra?
minha obra é pós moderna e eclética
Que artistas influenciam seu pensamento
 Como pintor Gerhard Richter me influenciou muito.  Professores brasileiros que me deram um grande empurão foram Daniel Senise e Nelson Leirner
Qual foi sua exposição mais importante?
Minha exposição mais importante foi censurada na EAV do Parque Lage 20 minutos antes de começar, eram fotos de nus, tive de expo-las no exterior, numa galeria na Alemanha e em São Paulo na casa da Xiclet.
Além de arista você é psicanalista, como essas atividades interagem?
Sou psicanalista de formação e trabalhei no meu consultório com convênio com a Cassi por mais de duas décadas, o dia que senti que tinha recursos para abandonar o consultório e o Hospital Jesus, que foi um trabalho muito doloroso e gratuito, porém altamente gratificante, passei a dedicar-me à arte. Sou astrologa por paixão, e escritora desde criança ganhando muitos prêmios em concursos

Você tem uma rotina de trabalho?
Sim, tenho rotina, acordo cedo para pintar.

O que pensa das Bienais e Feira de Arte?
Penso que a feira que está acontecendo agora no Rio é uma volta dos tempos  áureos da arte.

Você pode nos dizer o que é o Partido da Arte.
Lancei o Partido da Arte em Junho de 2001, em Praça Pública, como uma obra poética. Tinha uma grande faixa com os dizeres PARTIDO DA ARTE estendida e sustentada por duas arvores, e uma mesa com o livro de assinaturas de adesão. Como esta performance aconteceu durante um evento de arte, muitos assinaram. Teve gente que levou o gesto ao pé da letra e alegou que já era filiado a outro partido político, portanto não podia assinar. Na realidade tratava-se mais de um livro de assinaturas de presença em exposição de arte.
Dei prosseguimento ao trabalho, criando imãs e adesivos. Levei para a Zona Franca e montei um mini mural do Partido da Arte. Na ocasião, Alexandre Vogler se animou tanto que propôs de recolhermos um numero “x” de assinaturas que nos permitiria legalizar o Partido, assim ganharíamos uns minutos no Horário Eleitoral Gratuito na TV que poderiam ser utilizados para a realização de performances. Alguns artistas se propuseram a se candidatar, pois eu era simplesmente a fundadora do Partido e não estava me candidatando a nada alem de criar um bom trabalho de arte. Achei desnecessario dar prosseguimento à obra desta forma e deixei só a IDEIA pairando no ar.
Mês passado me surpreendi ao ver o adesivo original ainda num vidro do bar da Escola de Artes Visuais, só o mudaram de lugar; e de ver que o mesmo ainda se encontra num vidro do CCBB e em outros lugares, como, por exemplo, na padaria do Posto de Gasolina perto de minha casa. São seis anos e meio, gente, muita água já rolou neste tempo. Teve gente que já mudou de carro, mas conservou o adesivo, passando-o para o vidro do novo automóvel. E, inacreditavelmente este pequeno adesivo branco em formato de letras descoladas, foi visto numa pequena cidade de praia no sul da França.
O PARTIDO É DE VOCÊS! 

Quais são seus planos para o futuro?
Meus planos são de aprimorar cada vez mais minha arte, de pesquisar muito e ensinar aos meus alunos tudo do melhor

O que você faz nas horas vagas?
Nas horas vagas sou cinéfila convicta e devoradora de literatura, no momento estou relendo O Castelo da Pureza de Octavio Paz

























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Maurizio Cattelan

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