segunda-feira, 20 de junho de 2011

Conversando sobre Arte Entrevistada Marcia Thompson

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Marcia Thompson




Marcia Thompson Artista brasileira radicada em Londres. Inumeras exposições no Brasil, Inglaterra, Suécia, Coréia, Dinamarca, Espanha e em Nova York. Ela está com uma exposição na Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Rio de Janeiro. Marcia obrigado por dividar conosco essas belas e delicadas obras.

Eu nasci no Rio de Janeiro. Estudei no colégio Isa Prates (com vista para o Arpoador). Fiz sapateado, curso de teatro na Cal, cinema, História na PUC e larguei tudo para ficar só com o Parque Lage, onde estudei por 5 anos com Daniel Senise, Charles Watson, Beatriz Milhazes, entre outros. Eram da minha turma: Isabelle Borges, Cassia Castro, Daniel Feingold, Ana Margarida, Adriano Pedrosa, Ana Rondon, Cortney Smith, e outros.
Vim da pintura. Gostava muito dos textos da Agnes Martin e dos trabalhos da Eva Hesse e do Cy Twombly. Depois trabalhei com a Casa Triângulo em São Paulo e Joel Edelstein no Rio.
Aí fui viajar, acabei ficando em Londres, mas nunca gostei muito do grupo 'Sensation/Saatchi', preferia aqueles do Anish Kapoor. Adoro o trabalho do Fracis Alys, Doris Salcedo, Gabriel Orozco, Shirin Neshat, Ai Weiwei..
Sei que as artes plásticas no Brasil mudaram muito desde que vim pra cá. É muito bom ver uma nova geração vinda do nordeste e descentralizar o eixo Rio/São Paulo. Mas eu não me sinto muito ligada ao brasilianismo, conheço muito inglês por aqui que se indentifica mais do que eu com os esteriótipos brasileiros.
Acho que no Brasil, as pessoas são muito criativas e há muita liberdade de pensamento e expressão, o que é muito bom!!! E isso se reflete na produção artística.
Acredito que, hoje em dia no mercado da arte dos grandes centros do mundo ocidental, as possibilidades para a mulher ou o homem são equiparáveis. Não tenho planos para o futuro, além de ir ao Brasil em agosto e ao Festival no Deserto, ouvir música Tuareg em Essakane-Mali.


Sem título (2010) Grafite sobre papel.

Sem título (2010)

Sem título. Tinta a óleo e


Paninho de Renda


Sem título (2003)


"A maioria de seus trabalhos se relaciona com o branco. A brancura e a transparência resvalam para um branco leitoso, o branco pálido da inocência, das flores, dos merengues, do creme batido, do sêmen e do leite. Os trabalhos de Marcia Thompson requerem um conjunto de restrições básicas, começando na pintura a óleo branca. Ela tem experimentado outros materiais, como a resina de poliéster, a cola ou a pasta de silicone, sticks a óleo, massa ortodôntica e cera. Todos relacionados em diferentes graus com a brancura e a solidez da pintura a óleo.
O ponto crucial do trabalho de Márcia Thompson é a qualidade escultórica da pintura e as relações espaciais entre parede, superfície e matéria.
E ainda sobre a pintura propriamente dita, o trabalho de Marcia nos faz perceber que a pintura pode chegar muito além do simples ato de criar imagens."
(Retirado do texto de Pontus Kyander para o catálogo da exposição Overlap, Aahus Kunstbygning, Dinamarca)

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Maurizio Cattelan

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