domingo, 31 de outubro de 2010

Imagem Semanal Cardeal Richelieu



"Deus se serviu da ocasião de uma porta destravada para que eu pudesse me defender quando se tramava minha ruína"

Cardeal Richelieu





Armand Jean de Plessis Cardeal Duque de Richelieu. Primeiro Ministro do Rei da França Luiz XII. Foi consagrado bispo em 1608 e tornou-se Secretário de Estado em 1616. Consagrado Cardeal em 1622 e assumiu o posto de Primeiro Ministro do Rei da França em 1624. Amante e protetor das artes fundou a Academia Francesa de Letras. Desentendeu-se com a Rainha Mãe, que se queixou ao Rei e pediu a exoneração de Richelieu apoiado por vários nobres, mas a porta aberta permitiu que ele tomasse conhecimento da trama e mantivesse o apoio do monarca. Já no fim de seus dias, introduziu na corte um jovem para auxiliar o Rei e manter sua influência sobre ele, mas Henri de Ruze, marquês de Cinq Mars acabou traindo-o ao tramar sua deposição. Descoberto foi executado. Richelieu lutou contra os protestantes e manteve seu poder até a morte.





























Philippe de Champaigne (1602-1674) Nasceu em Bruxelas. Inicou seus estudos em sua cidade com Jacques Fouquières. Em 1621, mudou-se para Paris e com Poussin sob a supervisão de Du Chesne decorou o Palácio de Luxemburgo. Após a morte de Du Chesne, trabalhou para a Rainha Mãe Maria de Medicis e para o Cardeal Richelieu. Para ele, decorou o seu palácio e a cúpula da Sorbone. Foi nomeado Pintor do Rei. Fundou e foi reitor da Académie de Peinture et Sculpture de Paris. Seus temas prediletos foram os religiosos e os retratos, onde se percebe a influência de Rubens, Van Dyck e Simon Vouet. Portrait of Cardinal Richelieu () Gallery National, Londres. Uma das várias versões do retrato do ministro com as vestes de Cardeal e usando a Ordem de Saint-Espirit. A pose do cardeal em pé, lembra aquelas adotadas pelos monarcas franceses. O jardim, ao fundo, corresponde ao do seu castelo em Rueil. Champaigne foi o maior retratista do Cardeal Duque Richelieu

















Philippe de Champaigne Triple Portrait of the Head of Richelieu (1642) National Gallery, Londres.

















Giuseppe Signorini (1847-1932) Nasceu em Roma. Dedicou-se à pintura de gênero e à aquarela. Estudou na Bella Arte sob a orientação de Aurelio Tinnarelli, grande nome da pintura italiana. Signorini foi pintor reconhecido e tinha um ateliê em Roma e outro em Paris. Ajudou a popularizar na Itália os temas islâmicos. Pintou muitos temas orientalistas e foi influenciado por outros pintores como Gérôme, Forleny e Ernest Meissonier todos que abordaram o mesmo assunto. Cardinal Richelieu and his Council. Coleção particular. Num ambiente decorado com grande riqueza a figura central é o Cardeal Richelieu, ao fundo uma bela e trabalhada tapeçaria.

















Hippolyte Delaroche mais conhecido como Paul de Laroche (1797-1856) The State Barge of Cardinal Richelieu on the Rhone. Pintor francês muito popular no início do século XIX. Foi aluno de Antonie Jean Baron Gros. Sua técnica apurada era utilizada para composições dramáticas tanto para temas religiosos antigos como para os temas atuais da época. O barco mostra um cômodo ricamente adornado coberto de veludo vermelho e ouro. O Cardeal Richelieu encontra-se recostado numa cama, com ele estão o Cardeal Bignic e os Bispos de Nantes e de Charters. No barco atrás, sendo levados para o local de execução, seguem o Marquês Cinq-Mars e De Thou condenados por traição. Os soldados estão com suas túnicas escarlates com bordados em ouro e prata.

















Philippe de Champaigne Cardinal Richelieu on his Deathbed

















http://marciofo.blogspot.com/ O blog da Arte.

sábado, 30 de outubro de 2010

Monteiro Lobato; Escritor e Artista.

Monteiro Lobato


O primeiro desenho (1882)

Desenho a Nnanquim. Sem data.





Figura para os Farofeiros sem data







A República Estudantil de Minarete Aquarela sem data.









O Roto e o Esfarrapado.Publicado na Revista Fon Fon. Sem data.
José Bento Monteiro Lobato (1882-1948) Nasceu em Taubaté, onde cursou o ensino fundamental. Perdeu os pais ,ainda, muito jovem e foi criado pelo avô. Sua vontadade era cursar a Escola de Belas Artes, mas por pressão do avô, seu tutor, mudou-se para São Paulo, onde cursou a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, indo morar na república estudantil de Minareti. Aí, já mostrava sua inclinação para a literatura escrevendo artigos para a publicação dos alunos. Após a graduação, voltou para sua cidade e foi nomeado promotor público. Simultaneamente, fazia traduções de artigos em inglês para o Estado de São Paulo e ilustrações para a famosa revista Fon Fon do Rio de Janeiro. Com a morte do avô tornou-se por herança fazendeiro no municicio de Muquira, hoje Monteiro Lobato. Casou-se com Maria Pureza e teve quatro filhos. Em 1938, publicou Urupês com suas próprias ilustrações. Vendeu a fazenda e abriu a Editora Lobato e Cia, grande avanço no Brasil, pois a essa época os livros eram impressos em Portugal. A Editora faliu. Monteiro Lobato foi nomeado adido comercial do Brasil nos Estados Unidos. Ao voltar, começou sua campanha pelo petróleo e pelo ferro brasileiro. No Estado Novo foi condenado a tres meses de prisão por suas idéias. Foi na literatura infantil que obteve o maior sucesso com seu notável Sítio do Pica Pau Amarelo, mais tarde, transformado em série pela televisão Globo. Foi um dos primeiros críticos de arte no Brasil. Ficaram famosas as controvertidas críticas feitas a Anita Malfatti, que para alguns levou-a a um quadro depressivo. Para alguns, ele desejava atingir seus desafetos do Modernismos. Agora, Dilma Lina Gomes professora com Doutorado na USP São Paulo e Pós doutorado na Universidade de Coimbra e membro do Conselho Federal de Educação deu um parecer recomendando a retirada do livro de Monteiro Lobato Caçadas de Pedrinho da lista de livros comprados para distribuição aos estudantes de escolas públicas. A professora Nilma defende em publicações a revisão da literatura considerada racista na visão dela. Li, toda obra de Monteiro Lobato recebida de presente de minha mãe. Aos meus filhos presentei com uma bela edição das obras completas do maior autor infantil brasileiro e deixo registrado meu repúdio ao parecer da conselheira. Como disse Lobato: Um país se faz com livros e homens". Faço votos que o ministro da Educação vete o disparate.






Nelson Leirner O Porco e seus desdobramentos.

Nelson Leirner Inauguração da Ocupação Itaú Cultural.

A Pacavoa (2010) Madeira e lona com jabuti empalhado. Bienal de São Paulo. Foto: Odir.


Matéria e Forma (2009) Presunto engradado 68x82.5x40 Foto Edouard Fraipoint/Itau Cultural.




O Porco (1966) Porco empalhado em engradado de madeira 83x159x62 cm. Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foto Romulo Fraldini.

Nelson Leirner (1932) Nascido em São Paulo Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Em 1966, Nelson envia para o 4o Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado num engradado de madeira com um presunto acorrentado ao pescoço. (foto1). O trabalho fazia parte da série Matéria e Forma e foi aceito. O artista questiona o juri, pela imprensa, sobre os critérios adotados para a considerar o objeto como arte. O juri era composto por Mario Pedrosa, Walter Zanini, Frederico de Moraes, Mario Barata e Clarival do Prado Valadares. Alguns deles responderam pelos jornais a crítica do artista e estabeleceu-se uma grande polêmica. O Porco tornou-se uma celebridade e chancelou definitivamente Nelson Leirner como o mais polêmico artista contemporâneo brasileiro e a obra foi adquirida pela Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 2009, Nelson é convidado para participar do Projeto Ocupação no Itaú Cultural. Ele utilizou trabalhos antigos com uma visão atualizada dos mesmos. Lá estava novamente O Porco acompanhado dessa vez de um presunto engradado (foto 2) . Agora, na Bienal de São Paulo 2010, Leirner utiliza-se da referência para construir a obra a ser exibida.. Uma réplica em madeira e lona do modelo de avião criado por Leonardo da Vinci no século XV com um animal empalhado como piloto. O animal inicialmente escolhido foi uma paca, daí o nome da obra Pacavoa, mas o artista quando viu o modelo construído achou a paca pequena e optou por um javali. Aqui ele faz um referência a si próprio e a sua obra O Porco e a Leonardo da Vinci. De 1966 a 2010, O Porco continua vivo e polêmico.
Nelson Leirner /Tadeu Chiarelli _ Arte e não Arte São Paulo: Galeria Brito Cimino, 2004.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Max Klinger

Max Klinger Foto Nicola Percheid.

Arbeit-Wohlstand-Schönheit (1919)



Haus Buch





Figure of Beethoven (1902) Mármore. Museum of Fine Arts, Boston.







Awaking plate eight from A Love (1887) Art Institute of Chicago









Max Klinger (1857-1920) Nasceu em Leipzig. Pintor ligado ao Simbolismo, escultor e artista gráfico alemão. Estudou na Grand Ducal Baden Art School e completou os estudos na Royal Academy of Berlin. Foi influenciado pelas gravuras Letzel, Goya e Daumier. Viajou por vários países da Europa em busca de aperfeiçoamento constante. Trabalhou em Berlin e fixou-se em sua terra natal Leipzig, onde morreu. Teve grande reconhecimento e recebeu inumeras honrarias em seu país

Zum Zum Zum Cao Guimarães e José Bento


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Amante da Literatura Alberto Pucheu

Novo livro de ensaios do poeta, filosófo e escritor Alberto Pucheu.

Luiz Monken Exposição Galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea




Morris Louis

Morris Louis

Tet (1958) Whitney Museum of American Art.


Alpha Pi (1960) Metropolitan Museum of Art.



Saraband (1959) Guggenheim Museum.


Earth (1959) Art Institute of Chicago.



Beta Kapa (1961) National Gallery of Washington.





Morris Louis Bernstein (1912-1962) Estudou no Mariland Institute College of Art. Pintor americano ligado ao Expresionismo Abstrato. Viveu em Baltimore e Nova York até fixar-se definitivamente em Washington D C. Aí juntamente com Keneth Noland criou o Washington Color Field. Foi um dos precursores do uso da tinta acrílica. Usava a tinta muito diluída sobre uma tela sem estar esticada e inclinada, permitindo que ela escorresse e produzissse tiras de tintas transparentes. Morreu cedo de câncar de pulmão provavelmente por inalação de vapores com tintas. Seus trabalhos estão em todos os grandes museus do mundo.
Morris Louis The Museum of Modern Art New York, 1986.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

3o Salão de Fotografia CREMERJ


Conversando sobre Arte Entrevistado Fernando Carlos de Andrade Marchand

Fernando Carlos de Andrade.

Foto de um dos catálogos do leilão com obras Concorde B75 Galeria de Arte



Fernando Carlos de Andrade nosso entrevistado de hoje, foi dono da B75 Concorde Galeria de Arte uma das mais importantes de sua época. Era um tempo diferente, as exposições e leilões eram acontecimentos sociais importantes, noticiados pelas colunas sociais e as inaugurações um encontro de celebridades e elegância. Vamos reviver um pouco esse tempo
Fernando você poderia contar algo de sua história pessoal?
Sou de uma família de educadores. Meu avô materno, João Auto de Magalhães Castro, amazonense, veio fazer estudos filosóficos no seminário de Caraça. Seria padre não fosse a decição de deixar o hábito após concluir seus estudos em Roma. Casou-se com Virgínia Ribeiro de Macedo Soares, com quem teve onze filhos. Era um homem talentoso, poeta, compositor, pintor e inventor. No Rio de Janeiro, fundou o Ginásio Vera Cruz, no início dos anos 20 e dirigido após sua morte por cinco dos seus filhos. , até vir a ser extinto nos anos 40. Eu sou de uma família de seis irmãos, dos quais só três ainda vivos. Dos seis, quatro homens e duas mulheres, os homens seguiram jornalismo. O primogênito, Evandro Carlos de Andrade, foi diretor geral de Jornalismo de O Globo e da Rede Globo, após convocação feita pelo Dr. Roberto Marinho. Eu busquei a atividade de mercador de arte. O Mais novo, José Carlos de Andrade continua ativo.
Como se deu o interesse pela arte?
Como disse, uma das atividades de meu avô, antes da fundação do Ginásio, era a pintura. Pintava retratos dos presidentes e diretores da Caixa Econômica para a instituição como meio de melhorar seu orçamento sobrecarregado pela família numerosa. Eu era menino aí pelos meus sete ou oito anos quando despertou em mim a curiosidade surgida na pintura dos retratos de meus bisavós Maria e João Augusto de Macedo Soares, um senhor de terras em Maricá, Saquarema e Araruama. Ele havia usado a técnica que transmitia a impressão do olhar do retratado acompanhar quando passávamos em frente à pintura. Aquilo me parecia mágica. Mais adiante, o interesse se intensificou por conta de minha mãe, nos fazendo admirar as artes plásticas, instigando-nos a frequentar museus.
Você teve alguma formação artística?
Não, talvez tenha sido a admiração pelo gênio criador do artista o que me conduziu a algum conhecimento, mas sem estudos acadêmicos.
Qual foi a motivação para abrir uma galeria?
Sou jornalista de formação. E como tal mantinha contato com alguns pintores e escultores. Frequentava leilões e sempre que o orçamento permitia adquiria uma obra de pequeno valor que fosse. E passei a observar que aquele mercado era promissor. Meu lado mercenário falou mais alto. E por sugestão de um grande amigo Ibrahim Sued, a quem prestava serviço em seu escritório de notícias, inaugurei a B75 Concorde, em Ipanema, no final dos anos 70, com uma exposição das obras do pintor Eugênio Proença Sigaud, apresentado pelo crítico Frederico Morais.
Quais eram os artistas mais procurados aquela época?
Os chamados pintores "acadêmicos" eram mais bem aceitos. Elizeu Visconti, Castagneto, Batista da Costa, Antônio Parreiras entre outros. A burguesia ainda estava presa à pintura européia. Mas os modernos já eram disputados em salas de leilão por um pequeno universo de colecionadores. E esse, seguramente, hoje são donos de obras magníficas de Portinari, Di Cavalcanti, Pancetti, Guignard, Ismael Nery, Lasar Segall, Volpi, Dacosta, entre muitos outros.
É difícil administrar uma galeria?
No meu tempo não, Hoje, talvez seja. Mas caberia aos atuais galeristas responderem, Existem hoje marchands excepcionais trabalhando com a arte contemporânea. E o fazem com grande sucesso.
O que você pensa sobre a galeria virtual?
Todo o comércio tem seu julgamento na credibilidade, honestidade de propósitos e no procedimento ético. Mercado de arte não é diferente. Se o mercador usa a Internet e o faz obedecendo a esse valores, acho que contribui para levar o gosto pela arte a um número cada vez maior, o que a meu ver é um ponto altamente positivo.
Você acredita que um artista possa estar em moda?
Existe, sim, um modismo estimulado por alguns "decoradores". Não do verdadeiro artista, pois esse não faz concessões. Mas devemos separar a verdadeira arte do que possa ser entendido como "moda" que, ao que me parece, é oportunismo.
Qual sua opinião sobre os preços das obras no Brasil?
Se compararmos aos países desenvolvidos, estaríamos muito aquém do que seria justo ao reconhecimento do talento do artista brasileiro.
Por que os artistas contemporâneos raramente aparecem nos leilões?
Não vejo assim. Pelo contrário. Recebo muitos catálogos onde predominam os contemporâneos, que, por sinal, contam com a preferência não só dos organizadores dos eventos como, também, do público que os frequentam.
Você vê alguma diferença entre aquela época e a atual no comércio de arte?
Vejo. Muitas. O próprio crescimeno demográfico, bem como a informação agilizada pela Internet, tornou mais fácil o comércio. No início da minha atividade catequizavamos o cliente para chegarmmos à negociação final. Hoje, ele chega sabendo o que quer, quanto vale e quanto deve pagar. Encontra todos os parâmetros sem muito esforço.
Fernando conte um pouco da história da sua galeria.
A galeria foi inaugurada em 1976, em frente a praça General Osório, em Ipanema. Encerrei as atividades em 2000, quando passei a intermediar obras importantes de amigos e clientes que me prestigiaram no decorrer de 24 anos de atividades em exposições e leilões nos salões dos mais importantes hotéis do Rio de Janeiro: Copacabana Palace, Caesar Park, Sheraton, Copa d'Or e Intercontinental. Foram milhares de quadros, esculturas, e antiguidades que hoje enriquecem importantes coleções brasileiras. O fato curioso que não citei é que a B-75 Concorde Galeria de Arte foi a primeira a realizar uma exposição de fotografias. A decisão foi em razão do talento de um jovem fotógrafo que lamentavelmente trocou a fotografia por outra atividade. Seu nome Cândido José Mendes de Almeida e que ocupou a diretoria da Faculdade Cândido Mendes por muito anos até seu falecimento prematuro. Naqueles anos de 1980 expor fotografia era dito como uma temeridade, pois não haveria retorno. Hoje se fala em exposições de fotografias e os altos preços cobrados.
O que poderia ser feito para divulgar a arte em nosso meio?
Maior empenho dos governantes e da mídia. No Brasil, arte plástica é vista como elitista. Não dá ibope.
Quais são seus artistas preferidos?
São muitos. Mas a citar um só, Guignard.
Você continua comercializando obras de arte?
Farei isso até o fim dos meus dias. É o que me transmite emoção: lidar o gênio criador do artista> Não teria como tê-los todos em minha casa. Mas posso armazenar na mente tudo que passa pelos meus olhos.
Fernando, eu tinha certeza da contribuição que você daria para uma melhor compreensão do mercado de arte no Rio de Janeiro. Agradeço suas ricas considerações aqui registradas e estimulo-o a continuar a publicar no Facebook as histórias tão interessantes vividas por você nessa longa carreira.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vik Muniz Relicário

Vik Muniz Entomologia Gráfica (2010)

Caveira de Palhaço (1989-2010)



Flor Morrendo (1990) Fotografia.


Origamista (2010)







Vik Muniz (1961-) Nasceu em São Paulo. Cursou Publicidade na FAAP, SP. Mudou-se para Chicago e depois para Nova York, onde vive e trabalha. É um dos mais conheciods artistas mundiais tendo obras nos grandes museus e coleções no mundo. Utiliza-se de material não usual à arte tais como caviar, açucar, chocolate, brinquedos, poeira, diamantes, brinquedos e sucata para construir seus trabalhos. Apropria-se de obras famosas e controi sua visão da história da arte. Atualmente, expões trinta objetos na Casa de Cultura Laura Alvin na mostra Relicário. Eles são deo início de sua carreira e jamais foram mostrados em nosso país.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Moshekawa Langa

Moshekawa Langa

Lá Fora Ka Ntle Bienal de São Paulo.




Sem título XXI (2005).





Sem título (2003) Guache.









Sem título (2004) Desenho.









Temporal Distance (with Criminal Intrust) You Will Find Us in the Best Places (1997-2009) Bienal de Veneza.



















Mosekawa Langa (1975-) Nasceu em Potietersrus, África do Sul. Vive e trabalha em Amsterdã, Holanda. Saiu de casa aos treze anos de idade. Cursou arte na Rijiksademie voor Beeldind Kunst, Amsterdã. Trabalha com desenhos, pinturas, vídeos, fotografias, objetos e instalações utilizando de objetos usados encontrados para discutir o munda da arte, a política, a cultura, o racismo, o deslocamento social e a alienação. Participou das Bienais de Gwanguin, Coreia do Sul, Veneza, São Paulo (1998), Joannesburg. Ganhou o F N B Vita Art Prize, África do Sul. Está na 29a Bienal de São Paulo de 2010. É artista muito conceituado no cenário internacional.







Bienal de São Paulo _ Fundação Bienal de São Paulo, 2010.

domingo, 24 de outubro de 2010

Imagem Semanal Baco


















"Os vinhos são como os homens: Com o tempo os maus azedam e os bons apuram". Cícero



























Giovanni Belinni (1430-1516) The Infant Bacchus (1514) The National Gallery of Art, Washington. Belinni foi o fundador da Escola de Veneza rival da Escola de Florença na Renascença. Iniciou seu aprendizado com seu pai Jacob e trabalhou em parceria com seu irmão Gentile. Foi influenciado por seu cunhado e amigo Mantegna. Ticiano foi seu aluno. Giovanni Belinni foi responsável pela manutenção da coleção ducal. Foi o grande nome da Renascença em Veneza e a fez rivalizar-se com Florença e Roma. The Infant Bacchus seria uma metáfora, onde a criança foi utilizada como a alteração das estações. Há uma bela paisagem ao fundo.





Leonardo da Vinci (1452-1519) Nasceu em Vinci. É considerado o maior gênio da humanidade por sua atuação em diferentes áreas. Foi pintor, escultor, arquiteto, botânico, anatomista, inventor, urbanista, filósofo, poeta, cientista, músico e escritor. Foi educado no ateliê de Verrochio e foi patrocinado por Ludovico Sforza em Milão. Trabalhou em Roma, Bologna e Veneza. Homem de temperamento difícil tinha dificuldades de terminar os compromissos assumidos, o que lhe causou grandes dificuldades. Bacchus (1510-1515) Há discussões sobre a autoria, poderia ser atribuído a um assistente e o representado seria São João Batista. Museu do Louvre, Paris.







Michelangelo di Ludovico Buonarroti (1475-1564) Bacchus (1496-1510) Museo Nazionale Del Bargello. Nascido em Simoni foi pintor, desenhista, arquiteto e poeta italiano. Uma das maiores figuras da Renascença. Aos 14 anos começou seu treinamento com Ghirlandaio. Aos 15 anos, estava na corte dos Medici em Florença. Aí se iniciou na escultura com Bertoldo Giovanni, que havia sido aluno de Donatelo. Michelangelo viveu entre Florença e Roma. Depois da morte de seu protetor Lourenço, o Magnífico, foi para Roma e produziu a Pieta e sobre os auspícios do Papa Julio II pintou o teto da Capela Cistina. Bacchus foi feito por encomenda de Rafaele Rario, mas por razões desconhecidas não ficou com ela. A escultura é em mármore e mostra Baco com uma taça de vinho na mão direita e segurando uma pele de tigre com a esquerda. Atrás está a figura de um fauno com um cacho de uvas nas mãos. Os olhos de Baco sugerem seu estado de embriaguês.










Michelangelo Meresi da Caravaggio (1574-1610) Nasceu em Milão. É considerado um dos maiores nomes da pintura pelas novidades introduzidas em seus trabalhos como o realismo, o claro escuro e a utilização de pessoas comuns para modelos dos santos em suas obras. Seu aprendizado foi em Milão, mudou-se para Roma para realizar comissões em pinturas de igrejas. Foi acusado de homicídio e fugiu para Sicília, onde continuou a pintar. Bacchino Malatto (1593) Galeria Borghese. Seria seu auto-retrato como Bacchus.







Guido Reni (1575-1642) Young Drinking Bacchus (1623) Gemäldegallery.Dresden, Alemanha. Pintor barroco nascido em Bologna. Começou seu treinamento com Denis Calvaert. Mais adiante, mudou-se para a Accademia degli Incammate de Ludovico Carracci. Com ele seguiu para Roma e sob sua orientação pintou os afrescos para o Palácio Borghese.Trabalhou, ainda, em Bolonha e Nápoles. Sofreu influência de Caravaggio.








Cindy Sherman (1954-) Nasceu em Glen Redge, New Jersey e cresceu em Long Island. Estudou pintura na Buffalo State Colege, mas desiludida com a pintura dedicou-se à fotografia. Após a graduação, mudou-se para Nova York e abriu seu próprio estúdio, onde começou a fotografar a si própria vestida e maquiada como pessoas diferentes. Depois, passou a vestir-se como figuras famosas da atualidade. Numa outra série, discutiu a sexualidade utilizando-se de bonecas para modelos. Por meio dos seus disfarces propõe a reflexão sobre o papel da mulher e do artista. Foi, ainda, diretora de cinema. É uma das mais prestigiadas fotógrafas e suas obras atingem valores extraordinários. Sem título # 224. (1990) Coleção particular. Fotografia baseada no trabalho de Caravaggio Bacchino Malatto



Sugestões: Cindy Sherman A Retrospective _ Museum of Contemporary Art, Chicago, 1997.
Caravaggio A Life/ Helen Langdon _ Farrar, Straus and Esther, 1998.













Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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