sábado, 30 de outubro de 2010

Nelson Leirner O Porco e seus desdobramentos.

Nelson Leirner Inauguração da Ocupação Itaú Cultural.

A Pacavoa (2010) Madeira e lona com jabuti empalhado. Bienal de São Paulo. Foto: Odir.


Matéria e Forma (2009) Presunto engradado 68x82.5x40 Foto Edouard Fraipoint/Itau Cultural.




O Porco (1966) Porco empalhado em engradado de madeira 83x159x62 cm. Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foto Romulo Fraldini.

Nelson Leirner (1932) Nascido em São Paulo Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Em 1966, Nelson envia para o 4o Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado num engradado de madeira com um presunto acorrentado ao pescoço. (foto1). O trabalho fazia parte da série Matéria e Forma e foi aceito. O artista questiona o juri, pela imprensa, sobre os critérios adotados para a considerar o objeto como arte. O juri era composto por Mario Pedrosa, Walter Zanini, Frederico de Moraes, Mario Barata e Clarival do Prado Valadares. Alguns deles responderam pelos jornais a crítica do artista e estabeleceu-se uma grande polêmica. O Porco tornou-se uma celebridade e chancelou definitivamente Nelson Leirner como o mais polêmico artista contemporâneo brasileiro e a obra foi adquirida pela Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 2009, Nelson é convidado para participar do Projeto Ocupação no Itaú Cultural. Ele utilizou trabalhos antigos com uma visão atualizada dos mesmos. Lá estava novamente O Porco acompanhado dessa vez de um presunto engradado (foto 2) . Agora, na Bienal de São Paulo 2010, Leirner utiliza-se da referência para construir a obra a ser exibida.. Uma réplica em madeira e lona do modelo de avião criado por Leonardo da Vinci no século XV com um animal empalhado como piloto. O animal inicialmente escolhido foi uma paca, daí o nome da obra Pacavoa, mas o artista quando viu o modelo construído achou a paca pequena e optou por um javali. Aqui ele faz um referência a si próprio e a sua obra O Porco e a Leonardo da Vinci. De 1966 a 2010, O Porco continua vivo e polêmico.
Nelson Leirner /Tadeu Chiarelli _ Arte e não Arte São Paulo: Galeria Brito Cimino, 2004.


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Maurizio Cattelan

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