quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Conversando sobre Arte Entrevistada Clarisse Tarran

Sementes

Desiderium


Inferior Midium





Imaginária







A Fruta









Homo Arbor












Rosas Brancas





Berçário















Berçário

















Clarisse de Menezes Pinto Tarran. Nasceu no Rio de Janeiro. Divorciada tem duas filhas. Pai in memoriam (1979) Flavio Tarran era artista gráfico, professor da UNB, formado em Arquiteturae Urbanismo. O segundo pai-drasto foi Mario Carneiro in memoriam (2007) fotógrafo de cinema, pintor e gravador. Mãe: Hileana de Menezes Carneiro, atriz, fotógrafa, teóloga e artista visual. Clarisse estudou em sete diferentes colégios, tendo se formada no Instituto Souza Leão. Graduação incompleta no Programa de Arte Visual da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Trabalha com programação visual com grande experiência na área.


Quais são os principais itens do seu currículo?
De 1990 a 1994, fui assistente de direção e produção da Escola de Artes Visuais com organização de exposições de Celeida Tostes, Mario Carneiro, Iberê Camargo entre outros. Programação visual de logotipos, logomarcas, embalagens para diversas empresas: L'Oreal, Casa e Vídeo, Advanced Products, Smith Kline, Beacham entre outros. Projeto Vide o Muro (Durex). Exposições individuais: O Homem Botânico _ Durex Arte Contemporânea. I Speak _ CSV, NYC _ Nova York. Eu Falo _ Espaço Cultural Sérgio Porto. Outra Ordens _ Centro Cultural Cãndido Mendes. Exposições Coletivas: Eternal Feminine Plural _ ONU, Genebra. 24 hs de Arte _ SESC, Armazém 4, RJ. Despacho _ Ateliê da Imagem, RJ. Figura 10 _ Espaço Figura. Inventário _ Durex Arte Contemporânea, RJ. Second Anarchist Book Fair _ Visaul Arts, Nova York. Verdadeira Grandeza _ Ateliê da Imagem, RJ. Midia de Bolso _ Estúdio 260, RJ. Estranha: A Arte e o Outro _ Durex Arte Contemporânea, RJ. On Diference 2 Grensvertig _ Wurttembergischer Kunstverein, Stttgard. Zona Oculta _ Cedim, RJ. Coletiva de Acervo da Galeria do Convento _ Cândido Mendes, RJ. As Cordas que Nos Cercam _ Museu da Imagem e do Som de ALagoas. Pequenos Formatos _ Estudio 260, RJ. Jardim das Delícias _ Museu da República, RJ. VídeoLab Coimbra, 2006 _ Cascais


Como foi sua formação artística?
Começou na infância, meu pai era artística gráfia, minha mãe arista visual. Cildo Meireles é parente e algumas vezes na infância observava sem compreender a execução de suas obras. Aos treze anos, começei a estudar pintura com Luiz Ernesto na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Lá, continuei no desenho com John Nicholson e Orlando Molica. Trabalhei na administração da Escola durante a administração de Luiz Áquila. Nesse período tive aulas com João Magalhães, Anna Bella Geyger, Fernando Cocchiarale e Nelson Leirner. Oficina da Fotografia em Cinema Digital. Dynamic Encounters com Charles Watson. Fiz tres anos de teatro. Depois, parei durante seis anos. Ao voltar, instalei-me num ateliê na Rua Bambina, onde fazia reuniões com colegas e críticos. Alí nasceu o Grupo Miolo com André Alvim, Claudia Ersz, Mauro Espíndola, Marcelo Catalano, Julia Rodriguese eu. Mais adiante, André, Mauro e eu alugamos o espaço e criamos a Durex.
Como você descreve seu trabalho?
Comecei com a pintura, mudei para o desenho, vídeo, fotografia e performance. Procuro com meu trabalho discutir o corpo, a anatomia, a política, o erotismo, a religião e a palavra. Durante algum tempo, escrevi textos sobre arte com o pseudônimo de Violet Noir.
Que artistas influenciarm seu trabalho?
Muitas influências em áreas diversas. Dos brasileiros, cito Cildo Meireles, Nelson Leirner, Anna Bella Geiger e Celeida Tostes. Dos estrangeiros: Mona Hatoun, Bill Viola, Marc Quinn e Paul Mccarthy.


Você é representada por alguma galeria?
Sim, a Durex Arte Contemporânea. Somos um grupo de sócios/artistas: André Alvin, Marcos Dana, Mauro Espíndola, Pedro Paulo Dominguez e eu.
Muitos artistas relatam dificuldades em mostrar seus trabalhos aos galeristas. Você como sócia da Durex, o que pensa sobre o assunto?
Acho as galerias muito fechadas, trabalham com um número limitado de artistas, a maioria já consagrada. Aqui na Durex nós somos sócios e ao mesmo tempo os artistas representados, mas represnetamos outros artistas: Shima, Eduardo Berliner e José Carlos Garcia Criar a galeria foi uma forma de driblar essa dificuldade e poder mostrar nosso trabalho. O diretor é Marcos Dana, ele resolve a programação, faz as vendas e organiza toda parte administrativa. Nós ficamos livres para pensar e produzir.

Você consegue viver da venda dos seus trabalhos? Que outras fontes de rendas você tem?
Não consigo viver só da venda deles. Trabalho com programação visual e recebo aluguel de imóvel.

Qual sua opinião sobre o preço das obras no Brasil?
Ao abrirmos a Vogue brasileira e tomarmos conhecimento do preço pago por uma bolsa ou sapato de grife, eu acho os preços da arte no Brasil muito barato. Mas creio haver uma bolha enorme ditada pelo mercados americano e europeu com preços absurdos. Outro complicador é a concorrência entre arte e a arte decorativa.


Qual a importância do curador e do crítico?
O curador não existiu sempre. Apenas ganhou corpo, nome denominação e poder. O que ele faz agora, os marchands, artistas, produtores e críticos faziam antes. Do crítico? Outro dia, eu disse no Facebook, depois de visitar algumas exposições: "Por uma crítica crítica". Acho que a mudez atual faz um desfavor à arte.

As galerias contribuem de maneira significativa para o desenvolvimento da arte?
Sim. Como as instituições governamentias não investem na compra de acervo, as galerias tornam-se espaços alternativos de divulgação e venda de trabalhos. São elas, que bem ou mal movimentam o mercado de arte.


Qual sua opinião sobre as Feiras de Arte?
Cinzas e necessárias. Caras demais para galerias pequenas e alternativas.

O que sugere para divulgar a arte?
Isso só virá com mudanças estruturais no sistema de ensino e na valorização da cultura.

O artista deve ter educação continuada?
O artista deve ter orientação, troca, aquisição de novas técnicas e conhecimentos. Precisa estar atualizado com o que ocorre no mundo. As fontes não devem ser exclusivamente acadêmicas.


Que outras atividades contribuem para ampliar a visão do artista?
Olhar o mundo. Hoje, não só como flaneur, mas como um agente de questionamento e de mudança.

Quais são seus planos para o futuro?
Expandir a Galeria Durex abrindo um espaço na zona sul. Voltar a pintar. Conseguir ser representada por galeria fora do Rio de Janeiro. Eu produzi muitos vídeos, ainda, sem edição, penso em trabalhar sobre eles e mostrá-los. Durante a conversa, Clarisse levantou a hipótese, para num futuro distante, criar um escola de arte.


Muito obrigado Clarisse.
A conversa com Clarisse é sempre prazerosa, inteligente, viva, cheia de projetos com um interior muito rico. A entrevista foi realizada num restaurante japonês da rua dos Oitis e eu fui apresentado a algo delicioso saquê com lichia.









Um comentário:

Alberto Hermanny disse...

Ótimo post Marcio, a entrevista muito interessante e informativa. Seu blog está cada dia melhor!

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
Now