quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Conversando sobre Arte Entrevista com Leo Ayres

Pelos Ares (2007) Fotografia em papel de algodão.



Monjardin (2008) MDF cortada a lazer.










Leaves (2009) Cut condon packages.




Landscape (2009)





Landscape (2009)




Leo Ayres Nasceu no Rio de Janeiro em 28 de agosto de 1975. Muito cedo, teve contato com fotografia e arte, interesses de seu pai. Ainda estudante, frequentava os museus e centros culturais. Por própria iniciativa procurou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e matriculou-se no curso de fotografia da professora Denise Cathilina. Lá permaneceu e frequentou os cursos livres dos professores Viviane Matesco, Charles Watson, Marcio Botner e Bob N, Fernando Cocchiarale, Ana Bela Geiger e Franz Manata.Foi aluno do curso Procedência e Propriedade do professor Charles Watson. Seus primeiros trabalhos foram em fotografia. Leo Ayres é solteiro. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
Começou sua carreira em 2005. Participou de várias exposições em diferentes estados no Brasil e no exterior, entre elas: Oi Futuro?RJ, Festival de Cinema da Lingua Portuguesa/,João Pessoa, Festival MixBrasil de Cinema/Mostra Competitiva/São Paulo, Abre Alas, Gentil Carioca/RJ, Ateliê 397/SP, Postcards from the Edge/Ziher Smith, Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome/RJ, Com Afeto Rio, Galeria Oscar Cruz/SP, Quase Casais, Maus Hábitos, Porto?Portugal, Jogos de Guerra, Memorial da America Latina/SP, Além do Horizonte Paisagens, Amarelonegro Arte Contemporânea/RJ.

Leo, você é um artista multimídia?
Não fico preocupado com essas classificações. Começei a trabalhar com fotografia e naturalmente desenvolvi alguns trabalhos em vídeo. Já fiz alguns objetos e posso trabalhar com outros meios no futuro.

Como você descreve seu trabalho e os seus assuntos preferidos?
As experiências da vida são a principal fonte de inspiração. Geralmente, trato de assuntos relacionados ao corpo, à sexualidade e à natureza.

Que nomes tiveram influência no seu pensamento artístico?
Eu tenho grande admiração pela obra de Marcos Chaves, por seu grande senso de humor e perspicácia. Uma influência grande seria Antônio Dias. O professor que mais me influenciou foi o Bob N pela sua capacidade crítica. Geralmente, gosto de artistas que fazem um trabalho que alguns podem não consider arte, ou que não necessariamente resultem em um objeto. Tom Friedman, Tino Sehgal, Carla Guagliardi, Renata Lucas, Pilvi Takala e vários outros são alguns que observo com mais interesse.


Você consegue viver da sua atividade artística?
Ainda não. Só agora comecei a ser representado por uma galeria. Como tenho emprego fixo em tempo integral, o tempo físico dedicado à arte é menor do que o desejado. Não tenho pressa, mas estou me estruturando para dedicar uma maior fatia do meu tempo à arte.


Como é sua relação com a galeria?
Eu sou representado pela Galeria Oscar Cruz, em São Paulo. A relação tem sido muito positiva , já participei de uma coletiva e da SP Arte. Tendo os trabalhos em uma galeria aumenta a visibilidade.

O que você pensa sobre o preço da obra de arte no Brasil?
Você deve levar em consideração os custos de formação, o material utilizado, o tempo gasto na concepção e na execução do trabalho e estabelecer um preço para sobrevivência e continuação da carreira.

Como você vê o papel do curador?
O curador tem maior importância quando há um diálogo com o artista, propondo desafios, limites e mantendo um contato mais próximo.

E do crítico?
Críticas são sempre benvindas e estimulam o crescimento e o debate em torno das artes no Brasil.

Como você se mantém atualizado?
A internet permite acesso a um enorme conteúdo de arte. Compro livros, frequento exposições, troco informações com outros artistas. Viajar para conhecer artistas e instituições em outros países é de extrema importância. Visitar a Bienal de Veneza de 2009 foi bem interessante.

Quais são seus planos para o futuro?
Ter maior tempo para executar meu trabalho e produzir mais. Dedicar ao estudo do alemão e conseguir uma residência fora do país.

Leo, obrigado.
A entrevista com Leo Ayres foi realizada durante um café da manhã na Casa da Tata. Conheci o trabalho dele na exposição Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome. Era um texto sobre uma proposta de ação. Para mim, uma idéia inédita, brilhante e inteligente. Sem conhecê-lo, por meio de mensagens eletrônicas, tentei comprá-lo. Ele achou ser brincadeira e sugeriu imprimir o texto disponível na internet. Assim fiz. No nosso encontro, mostrei a ele e perguntei se poderia ficar com ele. Gentilmente, ele assinou a obra, imediatamente incorporada a coleção familiar.
Outras obras de Leo Ayres podem ser vistas em: http://www.leoayres.com/








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Maurizio Cattelan

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